Facebook diminui alcance de boatos antivacina

A rede social anunciou em seu blog que as publicações contra vacinas não serão proibidas, mas terão circulação  restringida por algoritmo

O Fato –  Facebook diz que está reprimindo postagens que  levam pessoas à descrença nas vacinas. Ao serem identificadas pelos algoritmos, as páginas ficam fora da lista de conteúdo recomendado e, por isso,  têm seu alcance reduzido.

A notícia –  O Facebook disse que tornaria a desinformação contra as vacinas mais difícil de ser encontrada. O algoritmo, o  programa, reduzirá a classificação das páginas que carregam tal conteúdo de modo que elas serão excluídas das recomendações e das previsões de pesquisa. As hashtags antivacinação não aparecerão, também, nas postagens do Instagram.

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Por que isso é importante – No Brasil, a cobertura vacinal vem caindo desde 2013. A taxa de vacinação contra a paralisia infantil, em 2016, foi a menor registrada desde 2004,  À rádio USP o médico Paulo Saldiva falou que tem sido feita uma campanha de boatos antivacinação, via redes sociais, apregoando que as vacinas causam efeitos prejudiciais à saúde. Os EUA atravessam um surto de sarampo.  Na semana passada, o Congresso americano ouviu um adolescente que se imunizou do sarampo contra a vontade de sua mãe – que leu muitas informações antivacina no Facebook. Independentemente das boas intenções do Facebook, a notícia revela que a plataforma tem o poder de restringir o alcance e a circulação de informações de acordo com o teor que elas carregam. Não será surpresa se no futuro for admitido que a companhia já andava manipulando a exibição das postagens a seu bel prazer.

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