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Eleições na Confederação Brasileira de Automobilismo – CBA e mudanças no automobilismo.

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Entidade máxima do automobilismo nacional elegerá, no próximo dia 20 de janeiro, seu novo presidente.

Duas chapas disputam a preferência dos eleitores: Waldner Dadai Bernardo, atual presidente da Comissão de Velocidade e apoiado pelo atual presidente Clayton Pinteiro e, Milton Sperafico, que é o atual vice-presidente da Confederação.

A Assembleia que determinará o novo presidente acontecerá na sede da entidade, no Rio de Janeiro, e conta com 18 membros, representando as federações de todo o Brasil mais o voto da Associação Brasileira de Pilotos de Automobilismo – ABPA.

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A Federação do Distrito Federal não poderá votar, tendo em vista a sua refiliação em 2013 e a necessidade de um ciclo de 4 anos para poder ter esse direito.

A partir deste ano, de acordo com decisão de assembleias anteriores, o presidente eleito não poderá ser reeleger.

O cenário atual e as necessárias mudanças

O automobilismo brasileiro vem passando por diversas dificuldades financeiras visto o atual momento em que o pais atravessa, portanto, a CBA vem executando suas funções com presteza e cuidado para superar as dificuldades.

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A mídia especializada as vezes confunde os leitores e até mesmo alguns pilotos, quanto a real função da entidade. Lemos que a CBA não estaria promovendo referidos eventos ou que a CBA teria que investir mais no automobilismo, esse tipo de notícias nos faz imaginar que as categorias são geridas pela entidade, o que não é verdade.

Até na questão das obras de reformas do autódromo de Brasília, muitas vezes a Federação de automobilismo do Distrito Federal (FADF) é questionada por pilotos e outros sobre o que irá fazer sobre o assunto, sem saber que a FADF não possui o gerenciamento ou poderes sobre o AINP; “o que podemos fazer é feito, questionar, acompanhar e atender as solicitações do GDF nas questões técnicas referente ao automobilismo”. (Luiz Caland)

Convivendo e vivenciando, o outro lado como piloto, tenho outra ótica do assunto, acho também que falta um pouco mais de publicidade da própria entidade em mostrar o que é feito em prol do automobilismo.

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A CBA tem função dentro do automobilismo de impor e formular regras, regulamentar categorias, homologar circuitos, credenciar pilotos junto as suas FAU’s, credenciar diretores técnicos, diretores de prova, regulamentar o esporte em um todo. Além de incentivar o automobilismo, seja tecnicamente ou até financeiramente.

A CBA representa o automobilismo dentro das autarquias sempre buscando recursos para suas categorias, mas por experiência própria, posso afirmar que não é fácil.

O que poucos sabem é que o Kart tem apoio financeiro da CBA, tanto no Brasileiro de Kart quanto na Copa das Confederações.

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O Brasileiro de Turismo, categoria que foi criada pela entidade para ser a base da STOCKCAR, tem a captação de recursos para que ela exista por parte da entidade, e com o apoio do Ministério dos Esportes.

A Fórmula 3, categoria principal para os pilotos que acabam de sair do Kart, tem os mesmos incentivos.

Neste ano o Brasileiro de Marcas e Pilotos (Copa Petrobras) também será inserido nesses projetos de captação da CBA.

Temos ainda o Brasileiro de turismo 1600, evento nacional com premiação em dinheiro, que acontece todo final de ano em pistas pré-determinadas pela entidade. Esse é 100% CBA.

A CBA disponibiliza ainda um seguro para cada piloto inscrito em competições nacionais e regionais, como também todo material de sinalizações para os campeonatos regionais pelo país afora, sempre logicamente com a supervisão das FAU’s.

Nos últimos quatro anos, duas categorias foram homologadas pela CBA motivada pelo grande número de praticantes, o TRACKDAY, categoria que pilotos amadores e seus carros de rua seguem critérios de segurança e normas técnicas e desfrutam da prática dentro de autódromos, e o DRIFT, modalidade de origem japonesa que mistura velocidade e manobras com derrapagens controlada.

Em um debate, o candidato “Dadai” contou que a CBA teria alguns milhões no caixa. Na atual dificuldade de algumas categorias que estão na UTI, a CBA poderia ajudar de alguma maneira, sendo ou com isenção de taxas, descontos ou outro incentivo financeiro. Não sei, só sei que na maioria dos casos, os pilotos (engrenagem principal e mais frágil dentro do automobilismo) são os que pagam essa conta.

O automobilismo vive de corridas, pilotos precisam de corridas, os promotores ganham com corridas e a CBA necessita de todos, a visão terá que ser alterada. No passado os pilotos/equipes inscritos, recebiam pastilhas de freio, conjuntos de embreagens, combustível, óleos, prêmios de largada, e colavam diversos adesivos de patrocinadores do evento nos seus carros.

Mas isso será uma missão para o próximo presidente eleito dia 20.

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A CBA tem defeitos? Sim tem. Sua gestão não agrada a todos? Não, não agrada. Tem diretores, comissários e outros ineficientes? Sim certamente. Mas isso acontece em todos os segmentos, pois não dá para agradar todos sempre.

Agora, como vice-presidente da FADF, sei do básico da gestão do presidente Clayton dentro da entidade, até porque nunca participei de assembleias, eventos e etc.

O que posso relatar é que, quando passávamos por momento de crise no automobilismo em Brasília, (federação sem presidente, sem grana, desfilhada junto a CBA, dividas oriundas de gestão anterior, campeonatos se arrastando, clubes em situação irregulares, e outras mazelas); Eu e um grupo de pilotos mais atuantes do DF, tomamos a frente e tentamos retomar as rédeas do automobilismo brasiliense, e ao procurar a entidade, fui prontamente recebido pelo presidente Clayton Pinteiro e o diretor Dr. Felippe Zeraik na sede da CBA no Rio de Janeiro, que fizeram de tudo e refiliaram a FADF.

Como representante do tal grupo formado em Brasília, portas foram abertas para contornarmos situações e apararmos arestas. Mesmo com muitas dúvidas referente aos acontecimentos, e pelo que eu relatava, mas, um voto de confiança nos foi dado e só podemos agradecer.

Ainda contamos com o apoio do presidente da federação de Espirito Santo o Sr. Robson Duarte e o vice-presidente da CBA Milton Sperafico, sempre quando solicitados vieram em Brasília por parte da CBA para nos dar coordenadas.

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Hoje o presidente da FADF é o Luiz Caland, presidente escolhido pelo grupo e que mantém um diálogo mais aberto com pilotos, promotores e CBA. Com isso, algumas categorias que não tinham destaques ou representatividade passaram a ser mais evidenciadas, e pelo seu trabalho no automobilismo brasiliense, a FADF passou a ser uma federação mais atuante também junto a CBA.

“Não fizemos mais, por conta da situação da qual passamos com o autódromo de Brasília, mas a CBA tem sido uma grande parceira nos ajudando politicamente e apoiando com todas as devidas homologações para as obras que entrarão em curso”. (Luiz Caland)

O automobilismo, sem dúvida necessita de ajustes e repaginação, mas não somente de parte da CBA, mas também das Federações, dos promotores de eventos, da mídia especializada, do Ministério dos esportes, e até mesmo dos seus pilotos filiados.

* Esta matéria expressa a opinião pessoal do autor e não reflete, necessariamente, as opiniões da FADF ou do Brasília de Fato.

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