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Câmara do DF derruba veto e obriga bares, restaurantes e boates a vender camisinha

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Governo dizia que assunto não é competência dos distritais. Para autor da proposta, é importante vender camisinhas em lugares que são ‘pontos de encontro de solteiros’

A Câmara Legislativa do Distrito Federal derrubou um veto do governo e aprovou sozinha uma lei que obriga bares, restaurantes, boates e casas de show a vender camisinhas. Atualmente, o contraceptivo é vendido em mercados e farmácias.

Para que a regra passe a valer, precisa antes ser publicada no Diário Oficial. O projeto é do deputado Cristiano Araújo (PSD) e foi ressuscitado em votação nesta terça-feira (12).

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Segundo o deputado, camisinhas deveriam ser vendidas também em outros estabelecimentos porque “o ponto de encontro de pessoas solteiras é em bares, restaurante, casas de show, boates e similares”.

Para o distrital, isso representa um “descompasso entre os locais em que são oferecidos os produtos e aqueles onde é necessário que eles estejam disponíveis”. Ele também citou o aumento do número de casos de Aids e de doenças sexualmente transmissíveis em geral como motivo para a validade da lei.

O assunto tinha sido vetado pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB). Um dos argumentos era de que a regra compete apenas à União, já que legisla sobre políticas públicas de saúde. Outro ponto é que “fere a livre iniciativa que é fundamento da república”.

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Os empresários discordam da regra. “Não tem o mínimo sentido. O que é que nós temos a ver com venda de camisinha? Nossa expertise é alimentação e bebida. É para isso que nos preparamos. Impor a venda de um produto com o qual nós nem sabemos lidar não tem nada a ver”, disse o presidente do Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes, Jael Silva.

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