Saberes e afins: Meditações de Descartes

Saberes e afins: Meditações de Descartes

Meditações metafísicas

Livro de Descartes reimpresso em 2018 pela Editora Edipro, tradução e notas de Edson Bini. Livro escrito em meados dos Séc. XVII, considerada obra prima do autor. São seis Meditações, que versam sobre o Eu individual, a existência de Deus e a dualidade entre alma e corpo.

É importante vê,como Descartes, ao fim de sua vida, tem a coragem de revisar seus textos e reescrever fatos e conceitos que já duvidava e dava outro sentido aos mesmos. A maturidade de um homem de Ciência, fica aqui exposta, com humildade, ética e dignidade, deixando de lado as vaidades egocêntricas de vários autores que se dizem dono da Verdade. A primeira meditação —“Das coisas que se podem pôr em dúvida”, é um exemplo do repensar de um homem que até hoje tem, no âmbito do conhecimento o respeito e a importância de suas ideias. Diz Descartes,já no inicio dessa primeira meditação: ” Agora, portanto, que meu espírito está livre de todas as preocupações e que consegui o repouso assegurado por uma serena solidão, eu dedica-me-ei série e livremente a aniquilar em geral todas as minhas opiniões.

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Em outro fragmento, escreve: “Tudo o que aceitei até o presente como o mais verdadeiro e certo, aprendi-os dos sentidos ou pelos sentidos: ora, algumas vezes experimentei serem esses sentidos enganadores, e é prudente nunca se fiar inteiramente naqueles que uma vez nos enganaram”.

Bela capacidade de ser humilde, sendo ao mesmo tempo um gênio e um pensador maior!.

Descartes foi filósofo e matemático, nasceu em 1596 e é considerado um dos maiores pensadores na História do Pensamento Ocidental. Segundo Edson Bini, Descartes foi respeitado pela comunidade internacional por suas ideias revolucionárias em Filosofia, na Ciência e na Matemática. Faleceu em 1650, sendo responsável “por sigerir a fusão da álgebra com a geometria e foi uma das figuras-chave na Revolução Científica.

Suas meditações nessa livro são: As razões pelas quais somos capacitados a duvidar de todas as coisas; O reconhecimento do espírito por ele próprio existir; A existência de Deus; As coisas que concebemos comos verdadeiras; A natureza corpórea e A distinção da ação do entendimento em relação àquela da imaginação.

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Boa leitura, prezado leitor!

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