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Onde comprar: a experiência virtual substituiu a compra na loja física?

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Onde comprar: A experiência virtual substituiu a compra na loja física?

Para lojistas  – Internet X Loja Física

Vivemos na época em que se compra tudo – ou quase tudo – via web. Livros, móveis, aparelhos eletrônicos, roupas, sapatos, bolsas, até itens de beleza. Basta alguns cliques para que, em poucos dias, o produto seja entregue em casa com toda comodidade. E a adesão pelas compras online cresce a cada dia em uma velocidade surpreendente. Mas será que a experiência virtual substituiu a compra na loja física?

No livro A Moda Imita a Vida, André Carvalhal aborda a construção de marcas de moda, sua identidade, imagem, posicionamento no mercado, bem como esta questão dos canais de compra atuais. No capítulo No Viver Historias – Ponto de Experiência, ele discorre sobre o tema de maneira muito sensata, interessante e com um olhar de quem entende do assunto. Super indico a leitura. Confira abaixo o trecho do capítulo:

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“As pessoas amam fazer compras. Mesmo quando não estão “precisando de nada”, para algumas é como se fosse entretenimento. Mas, hoje em dia, muitas delas estão topando trocar o “ter”pelo “viver”, como diz a analista de tendências Carol Althaller. Então, faz bastante sentido que as marcas estejam dispostas a criar historias que as pessoas possam viver.

Mas do que com qualquer concorrente, a vida – real e virtual – é com quem as marcas competem atualmente. Além da infinidade de possibilidades que cercam a vida das pessoas e podem substituir aquela antiga necessidade de consumo, quando pensamos nele, percebemos uma multiplicidade de canais de venda, em que cada vez mais a internet ganha espaço e proporciona uma grande facilidade de pesquisar e comprar tudo a um clique, sem sair de casa (ou simplesmente em qualquer lugar, com o celular na mão).

Que motivação as pessoas têm para ir até a sua loja?

A internet pode ser uma grande aliada das marcas, mas é preciso ter cuidado para que o e-commerce não tire o foco (a vontade) da loja física, para que ela não seja esquecida ou fique ultrapassada. Muito pelo contrário, cada vez mais ela precisa oferecer experiências realmente relevantes que estimulem a pessoa a sair de casa para ter uma experiência real com a moda – viver uma história (e isso vale não vale só para as lojas que já existem, mas também as que vão surgir).

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Entre todos os canais de venda, o físico ainda tem grande força para influenciar a construção de uma marca. Ele dá a chance de criar uma serie de percepções que são relevantes para a apreensão ou reconhecimento do seu significado, de um modo, digamos, mais completo, por meio dos vários sentidos que permitem explorar (o que a internet não consegue). Não estou falando que essa seja a única forma ou que invalide a virtual (seria o mesmo que dizer que é impossível apaixonar-se por uma pessoa pela internet), mas é inegável o quanto o meio físico nos permite mais oportunidades.

Isso nos leva a um paradigma. O que durante muito tempo foi pensado como ponto de venda, um lugar funcional, apenas para relações transacionais, no qual se permanece o tempo necessário para fazer compras, precisa (mais do que nunca) ser encarado como local de experiência, onde se vive a marca (não precisa ser necessariamente numa loja tradicional, de shopping ou de rua; para cada marca pode haver uma historia).

Existem algumas marcas que já fazem isso de forma brilhante e envolvente há bastante tempo. Outras seguem como se nunca tivessem ouvido falar sobre. Hoje, para compor um mix multicanal de uma marca, a loja física precisa ter esse papel. Entrar numa loja deve ser como entrar no universo “casa” da marca. E isso deve valer não só para uma ou duas lojas – a flagship ou loja conceito – mas para todas as lojas da marca que devem trazer uma proposta para reforçar o seu significado com experiências reais.”

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Por:

Danielle Adjuto é bacharel em Comunicação Social – IESB, certificada em Jornalismo de Moda pelo EnModa/SP e pós graduada em Fashion Designer -IESB/IED, com módulo em Milão. Possui formação em Coaching pelo IBC. Atua e se destaca no cenário de Brasília como jornalista e inicia sua promissora carreira como coach de imagem.

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