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Ano cíclico, celebrações para um ano mais produtivo

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O Neopaganismo vem se consolidando no mundo como um grande guarda-chuva de espiritualidades e religiões que trazem para a modernidade o culto e práticas religiosas antigas, pré-cristãs a Deuses e Deusas. Povos da antiguidade como Sumérios, Gregos, Egípcios e outros tem seus cultos e Divindades redescobertas e adoradas.

Dentro desse movimento, existe um calendário de celebrações, inspirado em datas celtas que ganhou roupagem moderna e agrada neopagãos de vertentes diversas. Vindo da Wicca e de outras formas de bruxaria moderna, essa roda de celebrações anuais contempla as mudanças de estação do ano, as marés energéticas e outros dias de poder vindos de culturas Celtas em diversos locais da Europa.

Celebração da roda do ano em Stonehenge

Esse calendário tem oito grandes datas comemorativas. Solstícios de Inverno e Verão, Equinócio de Primavera e Outono e quatro datas que são tidas como concentradoras de poder: 31 de outubro, 1º de agosto e duas datas que são celebradas em suas vésperas 2 de fevereiro e 1º de maio. Como esse é um conteúdo longo, vou dividir em mais de um texto ao longo da semana.

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Como essa agenda veio do Hemisfério Norte, as diferenças entre os climas e temperaturas são reforçadas, mas existe uma lógica energética que replica o movimento da vida cotidiana. Em cada data colocarei a correspondente no Hemisfério Sul e dicas para celebrações em Brasília, que tem um clima muito peculiar.

Um dos benefícios de seguir uma roda de celebrações com várias etapas é sentir o passar o ano em etapas, se preparando para cada uma delas, vivendo as mudanças dentro dos 365 dias e encarando a vida de forma cíclica.

O ano começa com o Samhain, que sobreviveu na cultura americana como Halloween. Nesse dia, que no Hemisfério Norte deu origem ao Dia dos Mortos e Finados, se celebram os ancestrais amados. Nossos familiares que já passaram para o plano astral. É o Ano Novo. Diferente, né? Celebrar o Ano Novo lembrando e honrando que já se passou? É a importância da família, o observar dos ciclos de vida e morte na preparação para uma nova etapa. Tempo de repensar na própria vida e morte e mudar o que é preciso. No Hemisfério Norte essa data é comemorada dia 31 de outubro, no Hemisfério Sul, dia 30 de abril a noite, véspera do 1º de maio. Nesse dia são feitos os famosos Jack Lanterna, que são luzes para iluminar o caminho dos nossos mortos queridos até nossa casa, até nossa celebração. De forma alguma um Jack Lanterna é feito para espantar espíritos ruins. Nessa noite, cada ancestral vai para sua respectiva família, é um momento de saudade.

Quem assistiu Harry Potter e o Cálice de Fogo deve lembrar-se do baile onde os alunos de Howgarts vão dançar. O nome da festa é Yule Ball, ou Baile de Yule. Para muitos a origem do Natal como se celebra atualmente veio dessa festa pagã. Onde, num inverno rigoroso do Hemisfério Norte se trazia uma planta viva para dentro de casa para lembrar que o inverno poderia ser vencido, um pinheiro. Havia troca de presentes para acalmar os ânimos exaltados ou depressivos numa estação cheia de neve e isolamento. Vários símbolos da celebração do Yule foram mantidos, como por exemplo, comer castanhas, alimento que poderia ser estocado em épocas remotas. No Hemisfério Norte, o Yule é o Solstício de Inverno, que traz a promessa da volta do Sol, a criança da promessa. Geralmente por volta do dia 21 de dezembro.  No Hemisfério Sul a celebração fica entre 20 e 21 de junho. Essa data segue um fenômeno astronômico, por isso varia a cada dia.

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