Brasiliense lança livro de poesia inspirado na mitologia da Fênix

Rogério Bernardes lança, no dia 27 de abril, em Brasília, o livro de poesias “Cinzas de fazer Fênix”, último livro da Trilogia Alada

O poeta Rogério Bernades apresenta aos leitores toda sua sensibilidade e inspiração no seu livro de poesia intitulado “Cinzas de fazer Fênix”, fechando a trilogia que ele apelidou de “A Trilogia Alada”. O livro será lançado no Empório Buongustaio, café de Águas Claras, no dia 25 de abril (sábado), a partir das 15h, com entrada gratuita e aberto à comunidade.  

O autor de 43 anos, nasceu em São Gonçalo/RJ e é caçula de dois filhos, tendo crescido em uma família humilde. Mudou-se para a capital do Rio aos 17 e aos 33 anos conseguiu uma vaga no funcionalismo público do DF, morando em Brasília desde 2009, cidade que o acolheu e que hoje ele ama como se fosse um brasiliense nato.

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Foi justamente na cidade que Rogério abandonou o péssimo hábito de jogar no lixo os poemas que escrevia, por acreditar que não eram bons. Apaixonado por livros desde criança, descobriu a poesia de grandes nomes como Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Fernando Pessoa, Mario Quintana, logo se identificou pelo gênero, tendo Cora Coralina como sua maior inspiração.

O autor conta que escreve poesia “como quem precisa renascer todos os dias por meio de palavras”. E foi justamente isso que o motivou, mesmo que com receio de expor seus trabalhos, a publicar a obra “Olhar de Andorinha (editora Scortecci). Três anos depois, o autor lançou a obra “Cantigas de ninar dragões” (editora Penalux), dando continuidade à expressão poética do primeiro, com textos sobre o próprio ato de fazer poesia e também inquietações sobre o mundo, a sociedade e o amor em seus diversos sentidos. Agora em 2019 o autor volta a cena literária com a obra “Cinzas de fazer Fênix”.

A Trilogia Alada

Após se mudar para Brasília, Rogério iniciou um lento e criterioso processo de compilação de poemas escritos por ele que culminou em 2014 no seu primeiro livro “Olhar de andorinha”. “Por ser o meu primeiro ‘filho’, guardo por ele um amor paternal e, por isso mesmo, não deixo de notar, hoje, que por ter sido o primeiro, ele guarda uma aura de ingenuidade que pode ser, ao mesmo tempo, sua fraqueza como publicação poética ou sua força”, conta o autor. Ele comenta que continuou a escrever os esboços do segundo livro e viu que os textos se comunicavam com os anteriores publicados, como uma espécie de evolução de amadurecimento não só de sua escrita, mas também de enxergar o mundo.

O segundo livro, “Cantigas de ninar dragões”, é, segundo o autor, um compilado de poemas que eram, em maior ou menor grau, partes de uma grande ode à vida, ao amor, à resistência em tempos difíceis, à empatia. “Todos os poemas ainda não publicados eram ‘cantigas’ para domar, adormecer, ninar os problemas meus e os do mundo”, conta o autor. O poema que dá título ao livro é colocado ao final da publicação, como uma espécie de resumo dessas ‘cantigas’.

E agora em 2019 o autor apresenta o final desse ciclo, que na verdade, é um recomeço. Tal como a figura mitológica da Fênix. A “trilogia alada” é assim chamada por apresentar três figuras aladas: A andorinha, o dragão e a Fênix.

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Porém, o autor não quer parar por aí. Existem outros poemas que farão parte de livros futuros. Rogério diz que manterá as ideias de liberdade, respeito, autoconhecimento e empatia, assim como as discussões sobre as mazelas e rachaduras do mundo em que vivemos. “Após a andorinha, o dragão e a Fênix, outras figuras aladas podem surgir, porque a diversidade poética da liberdade por meio de asas inventadas não se esgota”.

Sobre a obra

‘Cinzas de fazer Fênix’ fecha a chamada ‘trilogia alada’ de Rogério Bernardes, dentro da qual também se encontram os livros ‘Olhar de andorinha’ e ‘Cantigas de ninar dragões’. Entretanto, sabiamente, a Fênix aqui aparece, neste último ato, não para apresentar um final, mas um recomeço. Combinando a liberdade de uma andorinha e a brasa de um dragão, a Fênix também se consagra com o elemento surpresa: a nova vida, o renascimento, a volta das cinzas. Assim é o livro do sensível Rogério Bernardes: um aprendizado sobre os ciclos da vida e a necessidade da presença do fogo, da cinza, do voo e, sobretudo, do renascer em nossas jornadas. Esta edição conta com belíssimas e vivas ilustrações de Lu Valença, assim como prefácio do produtor cultural Paulo Souza e texto de orelha da atriz Tarcila Tanhã.

Sobre o autor

Carioca, mas brasiliense de coração, Rogério Bernardes é caçula de dois filhos. Mora na capital desde 2009 e descobriu-se poeta na cidade que o acolheu. Sua primeira obra, “Olhar de andorinha”, foi publicada em 2014 pela editora Scortecci. Três anos depois o autor volta com a obra “Cantigas de ninar dragões”, pela Penalux. O livro recebeu diversas críticas positivas de leitores e críticos por tratar as inquietações sobre o mundo, a sociedade e o amor em seus diversos sentidos. Em 2019 o autor lança a obra “Cinzas de fazer Fênix”, novamente pela Penalux, encerrando o que o autor chama de “Trilogia Alada”.



Serviço
Lançamento: Cinzas de fazer Fênix
Local: Empório Buongustaio (Águas Claras)
Data: 27 de abril (sábado)
Horário: a partir das 15h
Entrada gratuita.
Dados da obra
Título: Cinzas de fazer Fênix
Autor: Rogério Bernades
Editora: Penalux.
Páginas: 110
Ano: 2019
Preço de capa: R$ 40,00

 

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Sobre o Colunista

Paulo Souza, 28 anos, produtor cultural, editor e escritor. Possui publicado o livro ‘Ponto para ler contos’ (Kindle, 2016) e participou da ‘Antologia Sombria’ (Empíreo, 2017) e vários contos disponíveis no blog Ponto Para Ler. É criador e editor chefe do Ponto Para Ler e seu respectivo canal no YouTube em parceria com a Animars Produções.
Nasceu e vive em Brasília, cidade que ama.

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