Então você tomou um pé na bunda? Parte III – E a família

Pé na Bunda

Quando nos relacionamos com alguém afetivamente, na maioria das vezes, desenvolvemos fortes laços com a família da outra pessoa, a qual passa a ser parte da nossa família também. Por conta disso, os términos resultam em um sofrimento adicional, pois o rompimento não resulta apenas na perda do convívio com a outra pessoa, como também na perda do convívio com as demais pessoas a ela associadas. Ainda que o término não resulte necessariamente na perda do convívio, sem dúvida, resulta em mudanças no tipo de relação e, principalmente, na frequência com o qual o convívio ocorre.

Fora isso, diversos questionamento surgem, como: “Devo conviver ou não com a família dela(e)?”; “Ainda devo visitar minha sogra?”; “Como eu faço com os aniversários?”; “E a sobrinha dela(e) que eu adorava?” etc. Novamente não podemos traçar uma fórmula mágica ou uma receita de bolo que sirvam para todos os relacionamentos. Nos rompimentos ditos “maduros”, o rompimento com uma pessoa não implicaria necessariamente no final dos vínculos com as demais pessoas a ela associadas. Muitos casais que se separam continuam amigos e podem manter as relações com os familiares de ambos. Por outro lado, no caso de quem sofreu a rejeição, o contato com a família pode retardar a superação do luto pelo término.

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Quando uma pessoa não quer mais ficar com a outra, seria lógico que a pessoa que sofreu a rejeição devesse se ocupar a esquecê-la e superar o rompimento. Se nós queremos esquecer alguém, quaisquer eventos, pessoas, músicas, filmes, livros etc. que nos remetam a ela são incompatíveis com o esquecer. Na realidade, esses estímulos têm justamente a função de nos fazer lembrar e não de nos fazer esquecer.

Além disso, a manutenção do contato pode alimentar falsas esperanças de reconciliação. Essas falsas esperanças impedem a pessoa de desistir e de tentar seguir a vida, uma vez que ela não reconheceu que não há mais chances de reconciliação. Ao mesmo tempo, o contato com familiares e amigos podem trazer informações dolorosas, como o início de uma nova relação com outra pessoa.

Se a meta é, portanto, superar o término e seguir a própria vida, o ideal é romper todos os vínculos, mesmo que as pessoas reclamem a sua ausência. Esse é o momento em que não se deve pensar nas outras pessoas e sim, apenas em si mesmo. Depois de superado o término, é possível resgatar essas relações se for de interesse pessoal. Tentar mostrar uma força e uma maturidade quando não as temos num momento de separação resultará apenas na manutenção do sofrimento por mais tempo.

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