Em Brasília, casa da avó de Michelle Bolsonaro tem esgoto a céu aberto

A crise entre o governo do Distrito Federal e o Palácio do Planalto a muito se arrasta quando se fala em aumento salariais, quando em princípio, tem de aumentar o repasse através do Fundo Constitucional bancado pela União

Agora, o desleixo com o Sol Nascente coloca de vez a primeira-dama Michelle Bolsonaro com a sensação de que Brasília continua na mesma, prova disto é o esgoto que corre a céu aberto na porta da casa de Maria de Fátima Firmo Ferreira, tia da primeira-dama.

Na casa simples, localizada em uma área mais afastada da favela do Sol Nascente, Fátima vive com a mãe, Maria das Graças, avó de Michelle.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE


Ao jornal O Estado de S. Paulo, por telefone, a tia de Michelle disse que não tem nenhuma previsão sobre quando a rede de coleta e tratamento de esgoto chegará até sua casa e de seus vizinhos.

“A rede de esgoto nossa vai demorar”, disse Fátima. “Aqui, vai demorar é muito. No Sol Nascente, muita gente precisa disso.”

Sol Nascente, uma favela que cresceu e se desmembrou de Ceilândia, disputa hoje com a Rocinha, do Rio de Janeiro, o título de maior favela do Brasil. Em suas ruas de terra e restos de asfalto, mais de 93% dos moradores vivem em terrenos irregulares. A coleta de lixo e o transporte público regular não chegam a boa parte da região.

Gradual

O governo do Distrito Federal diz que as redes de abastecimento e tratamento do Sol Nascente “estão sendo construídas em etapas”, mas adianta que, mesmo depois do trabalho concluído, elas não atenderão a todos. “Edificações junto às nascentes, em áreas de preservação permanente e em ‘borda de chapada’ não foram incluídas no licenciamento ambiental dessas obras.”

A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), controlada pelo governo distrital, declarou que as redes são implantadas “de forma gradual”, acompanhando os trabalhos de “reorganização urbanística” do Sol Nascente.

A reportagem questionou o governo sobre quais medidas estão sendo adotadas para evitar a contaminação dos moradores. A Caesb afirmou que a construção das estruturas é importante, mas que, “enquanto essas redes não são implantadas, cabe aos moradores manter as fossas sépticas existentes em boas condições de funcionamento”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE


 

Com informações do jornal O Estado de S. Paulo

Adicionar Comentário

Clique aqui para adicionar um comentário

6 + 2 =

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Send this to a friend