Paridade salarial nas forças de segurança de Brasília: batata quente nas mãos de Ibaneis

Ibaneis Rocha amplia teto salarial de servidores do GDF. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Quando o ministro da Economia, Paulo Guedes, recebeu a proposta de paridade de aumento salarial entre a Polícia Civil do DF e a Polícia Federal, e o aumento também para a Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, o ministro foi claro, objetivo e direto com governador Ibaneis: sou contra

Por Laércio Alencar 

Assessores do Ministério da Economia com poder de ascensão junto ao poderoso ministro Paulo Guedes dizem que não interessa ao governo aumentar o salários dos policiais civis e dos militares do DF.

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Segundo eles as forças de segurança da Capital da República, são as mais bem remuneradas do país.

Na assessoria do ministro há ainda uma parede e um obstáculo intransponível para a concessão do aumento aos policiais do DF – o Brasil, em um momento de cortes de privilégios e a nova Previdência.

Quem autoriza o aumento dos policiais e bombeiros do DF é Congresso Nacional por força do Fundo Constitucional, embora as forças de segurança pública da capital do país, sejam compostos de servidores do GDF e não dá União.

O presidente Jair Bolsonaro pediu a opinião de Guedes, pois quem envia o texto do GDF ao Legislativo é o Palácio do Planalto.

Guedes foi seco e taxativo na resposta a Bolsonaro: Não.

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Cobrado por assessores de Ibaneis, o ministro Onyx Lorenzoni da Casa Civil, diz informalmente que o presidente Jair Bolsonaro (PSL/RJ), manda dizer ao governador do DF, (pra ganhar tempo e empurrar o assunto com a “barriga”), que a reivindicação do GDF vai ser estudada depois da reforma da Previdência, ou seja daqui há uns oito meses.

Ibaneis Rocha (MDB/DF), tem tomado, quase todos os dias, cafezinho com ministros e secretários da área econômica na Esplanada dos Ministérios e não tem obtido êxito, Ibaneis tenta de todas as formas aprovar a paridade entre as polícias e aumento de salários dos militares. Afinal, a reivindicação de aumento salarial das forças de segurança, foi uma de suas promessas de campanha.

Há resistência também para concessão do aumento salarial dos militares do DF nas Forças Armadas.

Reuniões que são feitas à tarde no Clube da Aeronáutica, o assunto GDF é sempre debatido no happy hour entre os oficiais superiores das Forças Armadas.

Se o aumento salarial viesse a ser concedido, o que não acontecerá, um tenente da PM ganharia de soldo mais que um coronel das três armas , e eles não engolem que uma força auxiliar do Exército tenha tantos benefícios.

O certo é, que já há na equipe de Ibaneis um temor de dias ruins pela frente, e na queda de braços com Paulo Guedes, quem perde a batalha é o governador e por consequência, as forças de segurança de Brasília.

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Não custa lembrar que nesses casos a “Tartaruga” sempre sai do casco, mas desta vez; o pedal é mais embaixo.

O presidente Bolsonaro é oriundo do Exército e não hesitará em mandar punir com o rigor do RDE (Regimento Disciplinar do Exército), qualquer liderança da PM ou dos Bombeiros que tentem transgredir o Estatuto militar.

Sem dúvida; o governador Ibaneis Rocha está com uma batata muito quente nas mãos.

4 Comentários

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  • 1NÃO EXISTE PARIDADE ENTRE AS FORÇAS DE SEGURANÇA PÚBLICA. APRENDAM, A PARIDADE EXISTE ENTRE A PCDF E A PF.

  • O Presidente foi militar então ele deveria ser mais solidário com a tropa. Não hexitarah em punir com todo rigor do RDE certamente é palavra de civil querendo colocar medo na tropa. Nos EUA os militares trabalham 20 anos de efetivo serviço e aposentam-se em média com 5000 dólares mensais, então, o militar brasileiro, principalmente o Praça, está sendo explorado!

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