Governador de Brasília, Ibaneis Rocha critica Bolsonaro e entra na mira do Planalto

Que o presidente Jair Bolsonaro gosta de polêmicas, já é público e notório, mas acontece que nos últimos dias, o presidente e um de seus principais ministros, Sérgio Moro, entraram de vez na mira do também polêmico governador de Brasília, Ibaneis Rocha

O governador de Brasília Ibaneis Rocha bem que tentou ter um tratado de boa vizinhança com o governo do presidente Jair Bolsonaro, mas acontecimentos na Esplanada acabaram por minar a boa vontade de Ibaneis.

Num primeiro momento Ibaneis se enrolou com a questão da paridade entre a Polícia Civil do DF e a Polícia Federal, o governador se viu numa enrascada ao se atentar para o recado surdo do Ministério da Economia, ou seja, não vai sair aumento.

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Na semana passada, mais precisamente na sexta-feira (22) o governador foi pego de surpresa com o desembarque na capital federal do líder máximo do PCC, Marcola.

Foi aí que a tampa da panela explodiu, o governador foi as redes sociais bradando que um dos maiores líderes do crime organizado não poderia ficar em Brasília, e foi além, com toda razão o governador afirma que ‘tem de zelar pela população do DF‘.

Porém a polêmica cresceu e Ibaneis partiu para o confronto com o Ministro da Justiça, Ségio Moro.

“Ele tem a segurança da Polícia Federal”

A declaração foi logo após o ministro Sérgio Moro afirmar que Ibaneis teve uma “reação exagerada” à chegada de Marcola. 

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“A liderança criminosa vem para um presídio de segurança máxima, onde ela fica em um sistema carcerário bastante rígido. Sem condições de, lá de dentro, controlar a atividade criminal de fora”, afirmou o ministro.

O governador não se deu por vencido e retrucou na mesma medida:

“Eu continuo insistindo que essa é uma medida jabuticaba. Não existe um presídio federal a 6 km do Palácio do Planalto em lugar algum do mundo. O problema não são os que estão presos e, sim, os soltos”.

O governador disse ter encaminhado nesta terça (26) um ofício ao ministro da Justiça e ao presidente Jair Bolsonaro, mostrando todos os relatórios de inteligência do DF, segundo os quais dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) já estariam aqui na região.

“Espero contar com a sensibilidade dos dois, e que o presídio seja desativado. Hoje pretendo entrar com ação judicial com base na Lei de Segurança Nacional para arrancar uma decisão judicial junto ao poder judicial, afastando essa jabuticaba”.

Para apimentar ainda mais, a verborragia de Ibaneis acertou em cheio o presidente Jair Bolsonaro. Foi durante a reunião dos governadores com o ministro Paulo Guedes que Ibaneis não perdeu tempo e mandou mais um torpedo:

Ibaneis Rocha disse que o presidente precisa ajustar o discurso e, ainda, que “comemorar o 31 de março [data do golpe militar] não contribui com a pauta política”.

Ibaneis se referia a uma orientação dada por Bolsonaro. Nessa segunda (25), o presidente disse para os quartéis comemorarem a “data histórica” do aniversário do dia 31 de março de 1964, quando o golpe militar derrubou o governo de João Goulart e iniciou um regime ditatorial que durou 21 anos.

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“Colocar como comemoração o 31 de março, como se não tivesse havido uma revolução e partidos que sofreram com ela. Isso não contribui com a pauta política”, criticou Ibaneis.

“O que está faltando, a partir do presidente Bolsonaro, é definir a sua pauta política”

Para piorar o cenário, o gesto de boa vontade do governador de Brasília com o ex-presidente Temer não caiu bem a alguns olhos palacianos, porem ganhou pontos dentro da legenda que tanto sonha em um dia poder comandar.

Ibaneis falou rapidamente com a imprensa sobre o assunto durante a reunião com governadores:

Na política, se vive de gestos. Não vejo que pegue mal: É um senhor de 78 anos. Na minha visão, quem deveria ter custeado a volta dele para São Paulo seria o próprio Poder Judiciário e a União. Eles o levaram de casa. Se tribunal revogou, é porque a decisão de prender em primeiro grau estava errada”

Ao ser questionado em relação ao valor gasto com a carona, arrematou:

“Isso não interessa. O avião é meu. E eu faço do meu dinheiro o que quero”.

Pelo visto uma coisa é certa, Ibaneis Rocha não tem medo de polêmica e também sabe usar as redes sociais. Há quem diga que mesmo observando de longe a estratégia palaciana vai ser o velho “beijinho no ombro”

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