Rede Sarah: Abre o olho Mandetta,o dinheiro está escoando pelo ralo

Sobra dinheiro no Sarah e ressonâncias magnéticas são trocadas sem necessidade. Quem lucra com isso?

A Rede Sarah de Hospitais está renovando todos os equipamentos de ressonância magnética. Brasília está adquirindo 7 equipamentos de última geração a um custo que varia de R$300.000,00 a R$1.500.000,00. 
Carrinhos de Anestesia, equipamentos de apoio e monitoramento anestésico de pacientes nos centros cirúrgicos, foram compradas 20 novas unidades ao custo de mais de R$1.000.000,00.

Os editais tornam públicas as trocas dos equipamentos semi novos e com poucas horas de uso, a considerar os baixos números de exames, uma vez que os equipamentos não são franqueados para uso dos hospitais públicos, mesmo com a toda a carência na rede pública de saúde. Algo que precisa ser revisto pelos novos governantes.

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Por tudo isso, as próprias lideranças, os chefes das áreas de Radiologia, Anestesia e Cardiologia, reservadamente, têm feito reuniões para apontar as reais necessidades dos hospitais, demandas urgentes e gastos mais modestos, condizentes com o momento de redução de custos para a União responsável por  manter os nove hospitais do SARAH.

Uma das prioridades apontadas pelas lideranças é o transporte de pacientes da unidade de reabilitação infantil transferida do Centro para a unidade do Lago Norte. Uma forma de justificar a ocupação do prédio super dimensionado em espaços que vivem praticamente vazios. 

O transporte, conduz dezenas de cadeirantes e acompanhantes, de hora em hora, apertados entre os corredores, sem cinto de segurança, nos quase 25 quilômetros de distância de pistas de alta velocidade.
Uma tragédia anunciada. Em caso de acidente nas vias, a retirada para o socorro seria demorada e de grande risco para essas pessoas, incapacitadas para se moverem rapidamente.

A aquisição de novas unidades de transporte implicaria em menos gastos e mais qualidade para os pacientes e seus acompanhantes. 
Imagens divulgadas pelos ocupantes dos ônibus, denunciam o descaso dos dirigentes do Sarah. Mas nada acontece e a direção do Sarah segue praticando desmandos atrás de desmandos com as bênçãos e o comprometimento de Conselhos de notáveis influências.

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2018 e 2019, orçamentos que ultrapassam R$ 1 bilhão de Reais.

As verbas vultuosas repassadas pelo Palácio do Planalto ao Sarah permitem toda ordem de extravagância. Sem plano de cargos e salários e fiscalização federal, médicos recebem entre R$ 20.000,00 e R$ 70.000,00, uma disparidade para quem exerce a mesma função. Secretários da Presidência,  com funções administrativas, ganham mais de R$ 35.000,00 e diretores, passam dos R$ 60.000,00 podendo chegar a casa dos R$ 100.000,00. E há divergências entre as tabelas apresentadas, a pedido da Controladoria Geral da União e  Ministério  Público. Mais uma demonstração que o Sarah manipula impunemente números e estatísticas.

O Orçamento da União repassou ao Sarah, em 2018, R$ 1bilhão e 065 milhões, afora as emendas dos parlamentares, de R$ 600 milhões, além de outras fontes não divulgadas como no sistema autônomo, a forma como a Associação das Pioneiras Sociais foi inserida no Sistema S.

O ex Senador Ataídes Oliveira, recentemente internado e com tratamento diferenciado segundo enfermeiros que o atenderam, já admitiu à uma fonte que nada pode fazer contra o Sarah, pois “está blindada no Congresso” por isso, em uma publicação onde sugere investigação no uso de recursos públicos no Sistema S, sequer menciona o Sarah. Fato que pode mudar se for levado adiante o que a Procuradora Geral da União, Raquel Dodge, tem defendido: o monitoramento de auditorias realizadas pelo TCU, pois se tratam de recursos vultuosos da União para entidades privadas de conotação social-pública. De novo, o Sarah passa despercebido de acusações e investigação. Mas é participante do Sistema S, com o mesmo perfil da APEX e ABDI, conforme documento de 2015, com 26 páginas, publicado pelo escritório de advocacia e consultorias do ministro Ayres Britto, este, com assento em um dos Conselhos do Sarah.
No documento está claro que o Sarah( APS) “deve estar sujeito às mesmas restrições impostas pelo poder público e serem observados planos de cargos e salários, processos seletivos” etc.

As investigações ainda não chegaram ao Sarah.

O Sarah delibera gastos tipo “emergenciais e que dispensam licitação”. 
A Direção do Sarah possui 4 cartões corporativos que estão em posse de funcionários de confiança e da presidente Lúcia Braga. Porém, não se sabe o limite de gastos e o perfil das compras realizadas. Há suspeitas, que os almoços realizados após as reuniões do Conselho(escolhido a dedo e formado por artistas, jornalistas, políticos e representantes do Judiciário como ; Carmen Lúcia do STF, Roberto Gurgel e tantos outros influentes que tornam “ improcedentes” quaisquer críticas e denúncias). Todos esses gastos são pagos com um dos cartões  corporativos. Só um desses almoços, custou quase R$ 40.000,00.

O Centro de Tecnologia da Rede Sarah, em fase de desmonte para ocultar ações suspeitas, construiu a baixo custo, mais de nove prédios de Tribunais de Contas em nove capitais, em Brasília a Escola Internacional de Controle Externo do Tribunal de Contas da União, foi construída sob esse regime. O Assunto é citado em livro publicado, como se natural e legal fossem todas essas ações.
A última auditoria do Tribunal de Contas da União no Sarah, foi realizada em 2011, há quase 9 anos. E agora um ex auditor do TCU foi contratado para essa função e atua junto à Presidente Lucia Braga

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A regência do Sarah no ritmo pretendido, contou com apoio do PT

A proximidade da presidência do Sarah na gestão de Lúcia Braga com os governos de Lula e Dilma- a ex-presidente fez campanha política no Sarah Centro- deixaram a diretoria do Sarah muito confortável na forma independente de gerir os recursos públicos. E quem se rebela é perseguido até a demissão por diretores petistas passionais, como o adjunto da tesouraria, Flávio Berçott, amigo pessoal e da família Willdino Braga. Remunerado com salário em torno de R$ 60.000,00, é conhecido pela agressividade e ações truculentas e temido pelos funcionários pelas recorrentes demissões.

O Portal da Transparência no governo do PT, jamais publicou os altos salários dos diretores do hospital. Ainda hoje a lobista de Lula, Célia Corrêa, que angariou e angaria apoios dos políticos à rede hospitalar, ocupa um cargo gerencial e com excelente salário no Sarah-Brasília.

O DENASUS, órgão de fiscalização do Ministério da Saúde, nunca fiscalizou a fundo as contas da Rede Sarah e os técnicos, veladamente desconfiados, manifestavam indignação com as ordens da equipe de Lula para “fazer vistas grossas nas auditorias no Sarah”, algo que um técnico da equipe do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, julgou mais do que necessário mudar para baixar o custeio da Saúde no governo de Bolsonaro.

Uma outra prática que deve ser apurada com rigor é a destruição-como a realizada no depósito do SIA no último dia 11 de fevereiro- quando foram transformadas em sucatas , bengalas de fibra de carbono, andadores, camas, carrinhos do mobiliário que são destruídos para justificar a necessidade de novas aquisições de material caro e duradouro. A operação foi realizada no depósito que a rede mantém no SIA, Setor de Indústrias.

Cabe, no mínimo o questionamento das infindáveis obras de trocas de piso e reformas de prédios mantidos impecáveis. É motivo de críticas e piadas as obras caras nas unidades de Brasília, enquanto os prédios distantes do poder, carecem realmente de manutenção. Há suspeitas de que se trata de subterfúgios para justificar gastos que são aplicados em viagens que dariam  volta  ao mundo, e à bordo das aeronaves, a presidente Lúcia Braga. Ela não esconde mas se justifica a rodos que faz investimentos em Pesquisa. Um levantamento raso que seja, não resiste ao confronto de justificativas.

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Quais os novos trabalhos científicos, quantos pacientes foram beneficiados com as novas descobertas? São perguntas frequentes entre os médicos e enfermeiros, que não escondem a desconfiança da falta de seriedade de gestão.  

Quando a caixa preta do Sarah for aberta o que todos lá dentro sabem e não podem denunciar, terá início uma nova era do uso do dinheiro público justificado numa qualidade injustificável para o alto custo da Rede Sarah, montada para atender a poucos.

Uma excelência somente para excelências do poder, haja visto a lista  de espera de pessoas menos favorecidas, preteridas por celebridades  nem tão célebres assim.

Com a palavra, as equipes de transparência deste novo governo, do Congresso Nacional  e dos órgãos que apuram a corrupção no país. Por que segue blindada a Rede Sarah?

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