Caixa Econômica: a mácula no curriculum

A eleição de Jair Bolsonaro para o Palácio do Planalto fez com que apadrinhados alojados há anos na esfera federal colocassem as barbas de molho.

O presidente eleito acertou em cheio na indicação do juiz federal Sérgio Moro para o Ministério da Justiça. Como foi anunciado, o estafe de Moro estará a serviço da sociedade, fiscalizando com rigor e lupa a coisa pública.

Bolsonaro já afirmou que passará um pente fino nos bancos federais, para o presidente, cerca de 30% dos cargos políticos nos bancos tem de ser extintos.

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O pente fino de servidores que continuarão em cargos de alto escalão em bancos públicos estará nas mãos da equipe do todo poderoso Paulo Guedes.

É da minha índole confiar nas pessoas”, disse Bolsonaro, referindo-se a Guedes. “Essa é a política econômica do Paulo Guedes. Ele tem ascendência”, completou. “O Brasil está numa situação crítica e está nas mãos dele tirar (o País) dessa situação.”

Para se ter uma ideia, na Caixa Econômica Federal os 12 vice-presidentes recebem salário mensal acima de R$ 50 mil, fora as gratificações. É justamente nessa farra de cargos que se encontra a atual Secretária Executiva do Ministério da Fazenda e Presidente do Conselho de Administração da Caixa Econômica Federal, Ana Paula Vitali  Janes Vescovi.

Tudo estaria confortavelmente correto caso Ana Paula não fosse irmã de Mário Roberto Vitali Janes, sócio administrador da Construtora ENGESTE (ENGENHARIA ESPÍRITO SANTENSE), sediada na capital capixaba, Vitória.

O claro conflito de interesse fica evidente ao se constatar que a ENGESTE possui uma relação de longa data com a Caixa Econômica Federal (CEF) estando inadimplente com o banco em mais de R$1 milhão.

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Mas o conflito de interesse não para por aí, a ENGESTE figura como ré em processo movido pela União por sonegação de impostos e contribuições previdenciárias, além de ter construído uma agência para o banco. Para quem não sabe a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), responsável por mover e acompanhar tais processos está subordinado justamente ao Ministério da Fazenda, deixando uma dúvida no ar. Será que o processo de execução fiscal 0006133-05.2017.4.02.5001 está sendo devidamente cobrado?

A cobrança da ENGESTE está suspensa a mais de 5 anos e casos como esse já estão sendo analisados pela equipe de transição no CCBB, sede da transição do novo governo, mesmo porque, como pode a irmã de um devedor inadimplente da Caixa ser presidente do Conselho Administrativo do banco.

Ana Paula Vitali sonha alçar novos voos em sua carreira, mas a mácula criada por seu irmão acobou por manchar seu curriculum, criando obstáculos na realização de seus projetos.

BDF na Rede

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