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Caso 113 Sul: TJDFT julga pedido de cancelamento de júri que condenou Adriana Villela

Advogados de Adriana Villela, condenada pelo “Caso da 113 sul”, enviaram uma petição com mais de 200 páginas alegando cerceamento da defesa

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Adriana Villela é pivô do Crime da 113 Sul, que, entre voltas e reviravoltas, já se arrasta há 10 anos. Foto: Vítor Mendonça

Nesta quinta-feira (23), o TJDFT vai analisar o pedido de cancelamento do Júri que condenou a arquiteta Adriana Villela pelo suposto envolvimento no triplo homicídio que ficou conhecido como o crime da 113 Sul. Na ocasião, em outubro de 2019, Adriana pegou 67 anos de prisão.

Os advogados da arquiteta enviaram uma petição com mais de 200 páginas alegando cerceamento da defesa, por terem sido impedidos de acessar mídias com depoimentos dos réus confessos do crime, nos quais eles afirma que Adriana não teve qualquer participação no episódio.

Ainda segundo a defesa, uma análise aos volumes que compõe o processo inicial de acusação prova que não há qualquer evidência nas apurações que indiquem envolvimento de Adriana no crime, e que houve relato de tortura dos réus durante o processo.

O caso

Os corpos de José Guilherme Villela, ex-ministro do TSE e pai de Adriana, Maria carvalho Villela, mãe de Adriana, e Francisca Nascimento Silva, empregada da família, foram encontrados, já em decomposição, no dia 31 de agosto de 2009 e, segundo investigação, foram assassinados no dia 28 a facadas no apartamento em que moravam, na 113 Sul.

Quase um ano depois, Adriana Villela e Leonardo Campos Alves, o porteiro do prédio, foram presos após o julgamento mais longo da história do DF, que durou 10 dias e teve mais de 100 horas de sessão. À época, o porteiro chegou a assumir os assassinatos e disse ter tido ajuda de outras duas pessoas.

Os dois confessaram participação, porém, voltaram atrás, afirmando que só confessaram por terem sido torturados por 24 horas. Mesmo assim, a condenação se manteve.

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