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Candidatos experientes renovam discursos na corrida ao Buriti

Candidatos ao GDF buscam alianças para vencer os obstáculos da disputa por votos. Entre os nomes, há três ex-vice-governadores Eles são conhecidos pelo eleitorado do Distrito Federal. Com os votos da população, chegaram a ocupar as cadeiras do Congresso Nacional, da Câmara Legislativa e do […]
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Candidatos experientes renovam discursos na corrida ao Buriti

Candidatos ao GDF buscam alianças para vencer os obstáculos da disputa por votos. Entre os nomes, há três ex-vice-governadores

Eles são conhecidos pelo eleitorado do Distrito Federal. Com os votos da população, chegaram a ocupar as cadeiras do Congresso Nacional, da Câmara Legislativa e do Palácio do Buriti. Mas, na disputa de 2014, ou mesmo antes disso, ficaram de fora do quadro de vencedores, devido a impedimentos judiciais, ao fracasso das coligações ou ao baixo apoio popular.
Neste ano, querem conquistar espaço no poder outra vez. Na contramão da tão aguardada renovação política, articulam alianças e se apresentam como pré-candidatos a cargos majoritários e proporcionais.
O maior número de ex-parlamentares interessados em voltar ao jogo integra o PT. Entre os quatro postulantes está o ex-deputado federal Geraldo Magela. Citado em delações da Odebrecht por supostas irregularidades nas obras do Setor Habitacional Jardins Mangueiral, ele deve concorrer ao cargo de distrital para garantir o foro privilegiado. Em 2014, tentou alcançar uma vaga no Senado, mas acabou em terceiro lugar, com 268.459 votos.
A ex-vice-governadora Arlete Sampaio também está no páreo. Cotada para o Palácio do Buriti, ela optou por se candidatar a distrital — forma mais segura de testar o prestígio nas urnas depois de ter ficado de fora da última corrida eleitoral. “Já participei de muitas eleições, concorrendo ao Senado, a vice e ao governo. Dei minha contribuição. Quero uma campanha com chances reais. Além disso, a Câmara Legislativa é um espaço onde posso atuar melhor nas questões de Brasília”, argumenta.

Quociente eleitoral

Ainda pela esquerda, o PSol tem como uma das prioridades a eleição da ex-parlamentar Maninha a deputada federal, principalmente por conta da cláusula da barreira, estabelecida com a reforma política de 2017. Ela ocupou uma cadeira na Câmara dos Deputados uma vez. Nas duas últimas eleições, acabou derrotada nas urnas, porque a sigla não alcançou o quociente eleitoral necessário.
No campo da centro-direita, com o sobrenome do tio, Paulo Roriz pretende voltar ao cenário político como candidato a deputado federal, após ser convencido por correligionários. Ele trabalhou como distrital entre o fim de 2013 e 2014, quando assumiu o posto de Raad Massouh, que teve o mandato cassado na Câmara Legislativa. Na última vez em que testou as urnas, Paulo conquistou 10.960 votos. O índice foi superior ao alcançado por Luzia de Paula (PSB), parlamentar menos apoiada. Ainda assim, por conta das regras eleitorais, não ganhou o cargo (leia O que diz a lei). Se persistir na ideia, deve enfrentar uma disputa em família: Joaquim Roriz, que leva o nome do avô, também estará no páreo.
Fundadora do tucanato no DF, Maria de Lourdes Abadia mantém proximidade com potenciais aliados, enquanto a Executiva não define as composições pelo Palácio do Planalto. O PSDB ainda não fechou questão sobre uma aliança com o PSB em nível nacional. Caso o acordo se consolide, a negociação respingará na capital e ela poderá compor a chapa do governador Rodrigo Rollemberg (PSB). “Ainda não bati o martelo. Eu tenho que me pautar por uma decisão do presidente nacional do partido, Geraldo Alckmin. Depois da semana santa, devemos conversar e definir o que fazer”, afirma.

Tempo e dinheiro

O MDB, por sua vez, terá como nome forte à Câmara dos Deputados o ex-vice-governador Tadeu Filippelli. Além de comandar a sigla com o maior tempo de rádio e televisão, e dinheiro, o cacique emedebista ainda controla o PP, legenda que aparece na lista dos mais ricos. Por conta do poderio, é sondado por vários partidos para compor uma frente para o pleito.

Nos bastidores

Longe do poder desde 2010, quando renunciou ao cargo de governador interino do DF devido ao escândalo da Operação Caixa de Pandora, Paulo Octávio (PP) também pretende voltar ao protagonismo neste ano. O empresário concorrerá ao Senado, provavelmente, na chapa encabeçada pelo ex-secretário de Saúde Jofran Frejat (PR), ao lado de um vice indicado por Tadeu Filippelli e de Alberto Fraga (DEM).
Fui senador por quatro anos, um período em que pude ajudar Brasília. Agora, é continuar esse trabalho, a fim de afetar de forma positiva a governabilidade da cidade, buscando recursos e apresentando bons projetos.
Ana Viriato e Bruno Lima
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