Dia da saúde ocular: avaliações periódicas podem evitar cegueira

Saúde Ocular

O Dia da Saúde Ocular, comemorado em 10 de julho, é uma data importante para alertar sobre a necessidade de realizar consultas periódicas ao oftalmologista

As visitas devem começar nos primeiros meses de vida e fazer parte da rotina anual de check-up médico de todas as pessoas. A atitude pode diminuir o risco de desenvolver doenças como a catarata e o glaucoma, além de prevenir a cegueira, problema que atinge mais de 4 milhões de pessoas no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO).

“A maioria das pessoas sabe que fazer um check-up médico anual é o ideal para acompanhar seu estado de saúde e prevenir o aparecimento de doenças do coração, entre outras. Mas quantas pessoas sem sintomas de problemas na visão incluem nessa revisão geral da saúde uma visita ao oftalmologista?”, questiona  Jonathan Lake, especialista em catarata da Clínica Oftalmed.

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INFÂNCIA – A formação da visão humana ocorre essencialmente até os oito anos de idade. Nessa faixa etária, 90% das causas de cegueira e comprometimentos visuais graves podem ser evitados. Os cuidados devem ocorrer ainda no pré-natal para evitar a transmissão de doenças congênitas e incluir o Teste do Reflexo Vermelho (teste do olhinho) ao nascer, além de consultas a cada seis meses até os dois anos de vida.

“Na fase de desenvolvimento visual, problemas congênitos ou outros como catarata, toxoplasmose e retinoblastoma – um tumor ocular maligno muito raro –, podem acarretar a ambliopia, que é a perda visual permanente. Uma vez instaurada e não detectada até os 6 anos, ela é irreversível”, alerta o especialista.

Segundo um levantamento do Conselho Nacional de Oftalmologia (CBO) publicado no livro Prevenção da Cegueira e Deficiência Visual na Infância (2016), cerca de 30 mil crianças no Brasil estão cegas por doenças oculares que poderiam ser evitadas ou tratadas precocemente. Além disso, outras 140 mil são portadoras de baixa visão, ou seja, mesmo após correção óptica, ainda são visualmente deficientes.

ADOLESCÊNCIA E FASE ADULTA – Até os 40 anos de idade, as principais rotinas médicas oftalmológicas necessárias incluem uma visita anual ao oftalmologista, mesmo que o paciente não apresente nenhum sintoma de problema na visão.

Nestas consultas, é possível que o especialista solicite exames como a refratometria, que avalia a acuidade visual e detecta problemas comuns como miopia, astigmatismo e hipermetropia; o exame do fundo de olho que, além de problemas oculares como glaucoma ou tumores na retina, também pode diagnosticar doenças sistêmicas como diabetes e pressão alta; e a topografia, que permite o mapeamento e observação da superfície da córnea.

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“Além dos erros refrativos já mencionados, nesta fase também pode ocorrer o ceratocone, doença que afeta o formato e a espessura da córnea, provocando a percepção de imagens distorcidas. É preciso estar atento à coceira, sintoma que pode piorar a doença, especialmente se o paciente tem casos na família ou possui alergias”, detalha o oftalmologista Jonathan Lake. “Casos graves de ceratocone levam à cegueira, que pode ser revertida com transplante de córnea, mas a detecção precoce da doença pode evitar isso”, acrescenta.

IDOSOS – Em pessoas a partir dos 60 anos, os principais problemas de visão costumam ser a presbiopia (vista cansada), a catarata e o glaucoma, problema da visão associado ao aumento da pressão intraocular que provoca lesões no nervo ótico e, como consequência, pode levar a cegueira irreversível, caso não seja tratado.

Em todos os casos, o sintoma mais importante é a baixa visão tanto para perto quanto para longe. Entretanto, em casos de glaucoma crônico, o paciente não apresenta sintomas. Segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), estima-se que cerca de 2% a 3% da população brasileira acima de 40 anos pode ter glaucoma.

“À medida que envelhecemos, o corpo fica mais suscetível ao desenvolvimento de algumas doenças como o diabetes, que podem elevar a pressão ocular. Quanto maior ela for, mais elevadas são as chances de lesão do nervo óptico e consequente perda do campo visual. Por isso, os cuidados preventivos e o acompanhamento médico permanente são essenciais”, finaliza o oftalmologista da Oftalmed, Jonathan Lake.

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