Glúten: mito ou verdade?

Glutén

Por Dr. Rafael Bracca

O Glúten é importante já começarmos explicando que ele não existe na natureza, trata-se de um elemento criado a partir da modificação realizada pelo homem na mistura de cereais como trigo, cevada, centeio com água juntando as proteínas Gliadina e Glutenina, antes dispersas no endosperma*.

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A proteína Gliadina é considerada a principal composição causadora das reações adversas em humanos.

Este elemento (glúten) é muito bom para quem comercializa, pois ele gera propriedades elásticas e não arrebenta fazendo um pão crescer no forno por exemplo.

Os agrônomos realizaram as mudanças no trigo para que o mesmo produza maior quantidade, porém o glúten aumentou junto, o que é bom para os negócios e péssimo para a saúde dos seres humanos.

O glúten nos dias de hoje é extremamente difícil de ser metabolizado. O pão que você come hoje, não é o pão que seu pai comia no passado, que não é o pão que JESUS comia a mais de 2000 anos atrás.

Veja, no decorrer da história o trigo passou por diversas modificações. O primeiro registro do trigo que se tem documentado é o Eikom, que se consumia na antiguidade e este tinha 14 cromossomos em sua estrutura. Já na época de Moisés, passou a ter 28 cromossomos.

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Em 1943 houve uma mudança genética realizada pelo Dr. Norman Borlan de Porto Rico onde o trigo passou a conter 42 cromossomos, isso um aumento de mais de 400% no glúten.

E é esse o trigo que consumimos hoje, no passado além da concentração ser baixa, pouquíssimos alimentos continham glúten, hoje em um grande número de alimentos ele está presente, fora a concentração registrada 400% vezes superior ao que era no passado.

Nosso organismo não foi projetado para metabolizar a concentração altíssima que este elemento se encontra hoje.

O glúten é um componente da nossa alimentação que é extremamente INFLAMATÓRIO, e este quando consumido em excesso começa a gerar pequenos “rasgos” no intestino fazendo com que proteínas não digeridas caiam na corrente sanguínea, obrigando nosso corpo a criar anticorpos para destruir estas proteínas no sangue.

Qual o grande problema disso?

Estes mesmos anticorpos podem atacar sua tireóide gerando hipotireoidismo, podem atacar seus neurônios gerando brain fogs (esquecimentos frequentes) e também dores de cabeça. Podem gerar tremores dentre outros sintomas que muitas vezes não associamos a este quadro, pois alguns deles demoram dias após a ingesta para aparecer.

Se você come uma macarronada pesada no sábado à noite por exemplo, essas dores de cabeça irão aparecer provavelmente na quarta feira, por isso o fato de ser difícil de associar.

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Uma inflamação acentuada por muito tempo pode caminhar para neurodegeneração. A inflamação aumenta as citocinas inflamatórias, o que pode gerar além das desordens cardiovasculares e hipertensão, diversas doenças neuropsiquiatricas como Depressão, Esquizofrenia, Desordem Bipolar, Alzheimer, Parkinson, Esclerose Múltipla e até uma Esclerose Lateral Amiotrófica.

Praticamente TODAS as doenças autoimunes, começam a anos atrás pelo intestino devido à processos inflamatórios agudos de muitos anos.

Isso pode afetar seu cérebro, sua tireóide, seus ossos, suas articulações, seu estômago, pode gerar inchaço e fadiga crônica por exemplo, dentre outros sintomas…

Em nossa prática clínica, verificamos alguns casos com pacientes que relatavam enxaquecas frequentes e muito fortes. Retiramos o glúten da dieta do paciente e o problema acabou.

Verificamos também em nossa prática clínica algumas dificuldades com gerenciamento de peso, e quando retiramos o glúten, foi percebida uma diferença BRUTAL nas dietas para emagrecimento. Deixando claro que não estou falando de pacientes hormonizados.

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Neste exemplo acima, não faz o menor sentido usar como referência um paciente com o metabolismo a milhão em altas doses de Trembolona, IGF-1, GH, Peptídeos, Hormônios Tireoidianos T3, T4 e por aí vai…

Nestes pacientes hormonizados, todos os problemas citados podem acontecer, com exceção do gerenciamento de peso.

Mas voltando ao glúten, além de evitar o consumo do mesmo, usamos como tratamento alguns alimentos anti-inflamatórios naturais como:

  • CÚRCUMA
  • ÓLEO DE COCO
  • OMEGA 3
  • ALHO
  • AZEITE DE OLIVA EXTRA VIRGEM
  • DIETA ESPECÍFICA
  • BOM SENSO***

Pessoal, porque me referi a bom senso no tópico acima? Pelo fato de que não quero que me entendam mal com este artigo.

Quero explanar os malefícios do EXCESSO do glúten, e não do consumo do mesmo em si.

Não estamos falando para cortar o glúten como verdadeiros neuróticos ao ponto de nunca comer um pãozinho francês ou algum alimento que goste e que contenha glúten.

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Pelo contrário, nosso objetivo aqui é INFORMAR, e o BOM SENSO deve ser sempre a palavra de ordem.

Se você fez dieta a semana inteira, um café da manhã no domingo com sua esposa ou namorada numa padaria top com uns 2 ou 3 pãezinhos franceses por exemplo não irão te matar. Ou num almoço na casa da sua sogra por exemplo para comer uma macarronada de vez enquando não terá problema nenhum. Nosso artigo vai como alerta para pessoas que comem glúten O DIA INTEIRO todos os dias por anos a fio.

Este excesso a longo prazo afeta TODAS as pessoas e não apenas os intolerantes e/ou pessoas com doença celíaca. Como já citado pelo artigo, TODAS as doenças autoimunes começam pelo INTESTINO.

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