3 Coisas que não devemos dizer aos nossos filhos

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Na educação dos nossos filhos, a comunicação é fundamental para criarmos um ambiente saudável e seguro para as crianças

Mesmo antes de poderem falar, as crianças são bastante habilidosas na obtenção de suas necessidades. Elas se comunicam através do choro para sinalizar fome, dão gritinhos quando estão felizes, apontam para os objetos que desejam e afastam seu rosto quando rejeitam alguma coisa.

Especialistas em desenvolvimento infantil fazem uma distinção entre o que as crianças podem entender e o que elas podem dizer. É fácil determinar o que o seu filho pode dizer; você só tem que ouvi-lo. Mas como você pode determinar o que seu filho entende? Uma maneira é observar como ele reage às coisas que você diz. Você já percebeu que as crianças reagem de uma forma completamente diferente da nossa?

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Isso acontece porque a criança não é um mini adulto e a sua percepção do mundo é completamente diferente. A forma como ela entende o que falamos ou como reagimos não é tão obvio como parece para nós. Por isso, a nossa responsabilidade é comunicar o que queremos de forma clara, firme e que possibilite a compreensão adequada dos nossos filhos.

Mas nem sempre a nossa expressão verbal gera esse ambiente seguro e saudável. Quantas vezes fazemos objeções e questionamentos aos nossos filhos e nos irritamos com a falta de compreensão deles? Ou até mesmo, lançamos palavras sem medir as consequências desse ato e a forma que a criança vai assimilar e entender o que foi dito?

Portanto, faça uma reflexão sobre as situações expostas abaixo e lembre-se que consciente ou inconscientemente, os nossos comportamentos interferirão de maneira positiva ou negativa na formação da personalidade das crianças.

E aí, o que não se deve dizer?

1. Dizer frases como “Você é insuportável / impossível! Você não tem jeito! Ninguém te suporta! Você é feio! Você é burro! ”

A rotina e o estresse podem deixar um pai ou uma mãe (ou ambos) esgotados! Mas nada justifica palavras violentas ou perversas contra uma criança. Precisamos ser tomados por um arrependimento profundo quando soltamos esse tipo de frase e pedir desculpas!

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Os pais acreditam que pedir desculpas tira a sua autoridade, mas na verdade, esse tipo de atitude ensina a criança que os pais são passiveis de erros e que reconhecê-los é a melhor forma de fortalecer um relacionamento.  Se você perceber que o seu filho paralisou ou reagiu de forma agressiva a esse tipo de colocação, fique alerta! O seu filho pode estar absorvendo as suas palavras e isso vai gerar consequências graves no futuro.

A alternativa quando estamos estressados é o diálogo: “Filho/filha, mamãe e o papai estão cansados hoje. Você pode nos ajudar? Que tal você me ajudar a colocar a mesa do jantar hoje? ” Quando estamos cansados, peça a colaboração do seu filho nas tarefas e isso vai distrai-lo e faze-lo se sentir útil. Muitas vezes, os filhos querem chamar a nossa atenção e o nosso estresse piora as coisas.

2. “Se você comer tudo, vai ganhar sobremesa!!”

Muitos pais perdem a paciência durante a alimentação do seu filho. Esse estresse causa uma relação disfuncional entre as crianças e os alimentos. A criança não deve comer porque vai ganhar um doce, e sim porque entende que precisa se alimentar. Dialogar com o seu filho é a melhor solução. Seja criativo durante as refeições, conversem sobre os sabores, texturas, e permita que o seu filho tenha as suas próprias experiências com a comida. Temos que lembrar que eles são indivíduos diferentes de nós, e não sentem a mesma fome, não têm o mesmo ritmo e acima de tudo, ainda são crianças! Depositar a pressa, estresse e frustração nas crianças não os ajuda a comer mais, e sim fará com que TODA vez que ele for comer, ele gera dentro de si um sentimento ruim que faz com que ele perca a fome, ou fique agitado.

A melhor alternativa para ajudar os seus filhos a comer melhor: A primeira coisa é nunca dar comida para o seu filho quando você estiver com fome. Essa ideia de que o filho tem que se alimentar primeiro só vai te gerar estresse e frustração. Se organize para que isso aconteça. Caso você não esteja bem, procure alguém que possa realizar essa tarefa por você. Se não houver alternativa, respire, tome um banho e entenda que o seu filho não tem responsabilidade alguma sobre o que está acontecendo com você. Afinal de contas, nós somos os adultos da história!

3. Não compare o seu filho com outras crianças! “A filha da vizinha faz e você não faz! ”

As crianças estão construindo a sua autoestima e fortalecendo os laços sociais. A pior coisa que um adulto pode fazer nesse período é enfraquecer esses laços através da comparação. A criança se reconhece como indivíduo e ao mesmo tempo, acredita que precisa se comparar com outro para ser bem-sucedida. Esse tipo de comportamento gera um estresse desnecessário e abala a sua autoconfiança.

A melhor alternativa é mostrar para a criança os seus próprios talentos e não apenas a sua inteligência. “Filho, você é uma criança que sabe fazer isso ou aquilo. Olha como você é bom(a) nessa tarefa! Que tal colocar os mesmos esforços para realizar essa outra tarefa? ” Devemos ensinar os nossos filhos que a única pessoa que ele deve se comparar é consigo mesmo e estar em constate melhora e evolução.  Isso não é possível quando apontamos defeitos constantemente e sim buscamos, junto com eles, as melhores soluções!

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