“Há necessidade de termos sistemas preparados”, diz Marcos Pontes sobre pandemia

Na coletiva de imprensa, Nelson Teich comentou sobre a evolução do estudo brasileiro para a criação de um remédio que combate o vírus

Na tarde desta quarta-feira (6) o ministro da Saúde, Nelson Teich, e o ministro de Ciência e Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, participaram de coletiva de imprensa para tratar das medidas que estão sendo tomadas para combater o coronavírus no Brasil. 

Segundo Pontes, o ministério, em parceria com a UnB e o Rotary Club, está desenvolvendo um sistema para desinfetar máscaras utilizando raios ultra violetas. Seis hospitais do país farão o teste da nova tecnologia e, dentre eles, estão o Hospital de Base e o Hospital Regional da Asa Norte (HRAN).

“Essa pandemia nos mostrou a necessidade de termos sistemas preparados para enfrentar as próximas pandemias. Não é a questão se vai ter uma próxima, mas quando vai ter uma próxima, e é importante que o país esteja preparado”, reforçou o ministro Pontes. 

Remédios e vacinas

Teich comentou sobre a evolução do estudo brasileiro para a criação de um remédio que combate o vírus. “Acredito que hoje a noite, bem no final da noite, começo da madrugada, a gente já tenha alguma informação preliminar do estudo brasileiro, que compara a hidroxicloroquina, em quase 100 hospitais no Brasil, coordenado pelo Einstein”, afirmou o ministro da Saúde.

Segundo ele, haverá uma avaliação de um comitê independente, para que o resultado não seja tendencioso. O grupo responsável pela análise é australiano e, segundo ele, é essa a razão pela qual o resultado deve sair na madrugada. 

“A gente já vai ter um resultado preliminar sobre a segurança, algum tipo de efetividade. Isso é uma informação preliminar”, reforçou Teich. “Hoje existe uma autorização para uso, mas a gente não recomenda o uso específico de qualquer medicamento”, complementou. Teich também explicou que está sendo desenhado um estudo com nova droga para combate ao vírus. 

“Estamos conversando com possíveis laboratórios que vão produzir vacina, para que a gente consiga garantir que, caso surja uma vacina, o Brasil possa ter uma cota, uma parte”, afirmou Teich. “Um dos grandes riscos que existe hoje, ao surgir um medicamento novo, ao surgir uma vacina nova, é que a gente tenha a mesma realidade que ocorreu com EPIs, com respiradores, em que começa a ter uma falta mundial naqueles lugares que não conseguem produzir. Então a ideia é já negociar antecipadamente para que, caso surja algum tipo de vacina ou medicamento, que a gente consiga garantir o acesso do Brasil”, disse.

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