Esplanada dos Ministérios: Fraude e corrupção no Ministério das Comunicações provocam devassas pelo MPF

Esplanada dos Ministérios: Fraude e corrupção no Ministério das Comunicações provocam devassas pelo MPF

Por Mino Pedrosa

O Ministério Público Federal vem fazendo uma devassa na Esplanada dos Ministérios. O alvo da hora é o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Na alça da mira, a ex-secretária Vanda Jugurtha Bonna Nogueira.  O motivo: Graves denuncias de corrupção ativa e passiva, favorecimento e adulteração de sistema em favor de várias empresas, além de inquéritos instaurados pelo MPF, apontando irregularidades em face das entidades (Fundação Muller, Fundação Bartholomeu, Fundação Comendador Avelar Pereira de Alencar, Fundação de Fátima e EMMANUEL TELECOMUNICAÇÕES LTDA),  procedimento que visa a cassação das autorizações, permissões e concessões, que serão investigados também por uma força tarefa MPF, PF e Comissão de Ciência Tecnologia do Senado Federal.

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A Polícia Federal anda a par e passo com o MPF nas entranhas da corrupção praticada por servidores de órgãos públicos que representam os tentáculos na Esplanada dos Ministérios. Vanda Jugurtha, através da Empresa Quadrante Consultores em Radiodifusão e Telecomunicações em que era sócia com seu esposo, advogou para vários grupos de comunicação no país, empresas essas favorecidas posteriormente enquanto ocupava o cargo de Secretária do SERAD, inclusive permitindo que engenheiros projetistas se beneficiassem de informações privilegiadas de dentro do MCTIC.

A investigação, e, a falta de resposta em tempo hábil, foram motivos catalizadores para a dispensa da servidora INEZ JOFFILY FRANÇA (Portaria n. 7.603/2017, de 29 de dezembro de 2017) do cargo de Substituta da Secretária de Comunicação. No Ministério das Comunicações, o clima é tenso entre os servidores que acompanharam a gestão de Vanda Jugurtha, que ao tomar conhecimento da extensão da investigação, pediu demissão na tentativa de estancar a ação do Ministério Público Federal.

Agora, com a nomeação do Assessor Parlamentar Moisés Queiroz Moreira para o cargo de Secretário de Comunicação Eletrônica, os servidores do ministério e procuradores do MPF, acreditam que serão revistos todos os atos assinados pela antiga secretária e que nenhuma portaria por ela assinada seja publicada após sua demissão, principalmente em favor das entidades que estão sendo investigadas.

A Comissão de Ciência Tecnologia do Senado Federal analisa o fato e estuda a possibilidade de uma abertura de CPI.

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