Com campanha pulverizada, segundo turno no DF é quase certo

A pesquisa de intenção de votos para o Palácio do Buriti publicada ontem pelo Correio revela um jogo embolado e ainda aberto para alterações, na visão de especialistas.

Cientistas políticos avaliam que, para crescer, candidatos devem focar em questões sensíveis, sobre as quais a população almeje mudanças e melhorias, como saúde e segurança pública. Para eles, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) tem o grande desafio de superar a rejeição, que chega a 64,2%.

Conforme os especialistas, os números do levantamento do Instituto Opinião Política mostram a tendência de que deve haver segundo turno nas eleições do DF, mas é difícil precisar quem estaria nele. Eliana Pedrosa (Pros) lidera a disputa com 19,1% dos votos. Em segundo lugar, está Alberto Fraga (DEM) com 13,2%, seguido por Rollemberg, com 12,1%. Rogério Rosso (PSD) ocupa a quarta colocação, com 10,1%.

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Segundo o cientista político e especialista em políticas públicas pela Universidade de Brasília (UnB) Emerson Masullo, os candidatos que lideram a pesquisa estão apostando nas áreas em que o eleitorado demonstra interesse. A estratégia, para ele, tende a ser eficaz para a ascensão entre os eleitores.

“São concorrentes que estão falando o que a população quer ouvir. Muitos focam na questão da segurança pública, que é um problema sério hoje; outros adotam o discurso da família tradicional, já que o eleitorado tende a ser mais conservador”, avalia. “O que vai decidir são as estratégias de campanha e a capacidade que cada um vai ter para afinar o discurso”, ressalta.

O cenário não é positivo para o atual governador Rodrigo Rollemberg (PSB), na avaliação do cientista político Creomar de Souza, da Universidade Católica de Brasília (UCB).

“O crescimento dele está estagnado”, observa. Se, apesar disso, o socialista conseguir chegar ao segundo turno, terá dificuldades. “Quem desse grupo ligado ao Roriz — Eliana, Rosso e Fraga — entrar no segundo turno vai ter uma grande vantagem estratégica, porque a tendência é de que os outros candidatos venham juntos”, analisa.

Para o cientista político Creomar de Souza avalia que até a liderança pode mudar. A subida de Fraga, para o cientista, também está relacionada com o desempenho do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), a quem Fraga declarou apoio mesmo sendo da coligação de Geraldo Alckmin (PSDB).

O democrata aparece na segunda colocação, com 13,2%. No primeiro levantamento, divulgado em 16 de agosto, ele estava na quarta colocação.  A pesquisa mostra que Bolsonaro lidera com folga no Distrito Federal. O candidato ao Planalto aparece com 34,8% das intenções de voto. O índice é mais do que o dobro do segundo colocado, Ciro Gomes (PDT), que teve 14,9% das menções no levantamento.

Alexandre de Paula
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