GDF pretende liberar acesso dos pedestres pela Galeria dos Estados até quinta-feira

O governo ainda não sabe se vai recuperar ou refazer o viaduto.

Cinco dias após a queda do viaduto do Eixo Rodoviário Sul, mais conhecido como Eixão Sul, as obras estão a todo vapor. A previsão da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) é de que a passagem dos pedestres pela Galeria dos Estados seja liberada na próxima quinta-feira, quando o escoramento já deve estar pronto. Ontem as equipes finalizavam as obras de desvio de trânsito. O governo ainda não sabe se vai recuperar ou refazer o viaduto.

Segundo o presidente da Novacap, Júlio Menegotto, a primeira meta da companhia é fazer a entrega das alças, que trará fluidez ao trânsito, e liberar o acesso aos pedestres na Galeria dos Estados. “Nós conseguimos avançar em dois dias a obra e, com isso, foi possível seguir com outras etapas. Uma, é a liberação da galeria para o pedestre”, aponta Menegotto.

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O escoramento do viaduto também está adiantado, conforme explica o presidente da Novacap. Ao todo, serão colocadas 12 torres, com seis vigas cada. “Cada uma suporta até 250 toneladas. Mas trabalhamos com apenas 15% da capacidade”, diz. “Faremos o escoramento para trazer a segurança total do pedestre e a instalação dos sensores que vão monitorar qualquer tipo de movimento desse viaduto”, completa. Para realizar o suporte, a Novacap precisou demolir o restaurante Floresta, também foi afetado pela queda.

Somente após a escora, equipes irão demolir e recolher as amostras da laje que desabou. “Terça-feira (amanhã), possivelmente, começaremos a retirada do material que caiu, retirar análises de concreto para enviar à Universidade de Brasília (UnB) e, a partir disso, uma comissão técnica composta por Novacap, DER, Crea e Clube de Engenharia buscarão a melhor saída para a solução desse viaduto: se é mantê-lo ou fazer uma nova obra”, explica o presidente da companhia.

Questionado sobre o tempo que as duas obras poderão demorar, Júlio Menegotto informou que as equipes não estão levando isso em consideração. “Se precisar demolir, teremos um tempo maior que a reforma, que prevê a liberação das faixas em 30 a 60 dias. A principal questão analisada é a segurança”.

Sensores de monitoramento instalados

As alças de desvio de trânsito foram finalizadas ainda ontem. Após a conclusão deste serviço, os órgãos de trânsito, como o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e o Departamento de Trânsito (Detran), farão a sinalização das três faixas, que compõe os desvios. Na próxima quinta-feira, os motoristas poderão acessá-las.

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“O motorista usará as alças saindo do Eixo Sul em direção ao Norte sem acesso ao eixinho. No sentido oposto, também”, explica o presidente da Novacap. As alterações, no entanto, não serão permanentes. “Após as obras do viaduto estarem concluídas e entregues, nós vamos restabelecer todas as condições do viaduto. Brasília é um patrimônio, a área é tombada e precisamos preservá-la”, pondera Menegotto.

Sensores de monitoramento também foram instalados em todo o viaduto. “Haverá um sensor em cada um dos quatro pilares e na laje. Qualquer oscilação ou movimento, o sensor capta. De hora em hora é feita a leitura desse movimento. Hoje, a estrutura está totalmente estável”, afirma Menegotto. Ao todo, serão dez softwares instalados.
Na parte de cima do viaduto, um cimento especial foi aplicado. “Ele trinca a cada movimento. Temos, então, monitoramento mecânico e eletrônico trazendo total segurança aos pedestres e motoristas”, conclui.

Atenção para o Braghetto

A Ponte do Braghetto começou a receber atenção do governo neste fim de semana. Ontem, teve início o trabalho de inserção de duas mantas de aço para colocação do concreto. A promessa é que o reparo seja concluído até o fim do feriado. Sensores também foram instalados para monitorar a movimentação da ponte.

Três equipamentos com chips que mandam informações sobre as vibrações e deslocamento da estrutura para um computador, de onde os dados serão retirados para análise constantemente, foram instalados. As primeiras leituras serão conhecidas hoje e fornecerão informações detalhadas do tráfego de veículos.

Segundo o DER, os buracos na laje são provocados por caminhões mais altos que o permitido para o local. Para impedir que os veículos continuem desrespeitando o gabarito de quatro metros de altura, também serão instalados semi-pórticos que obstruam a passagem de carros tão altos.

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Saiba Mais

Após o susto do último dia 04, quando parte da laje do bloco C, da 210 Norte, cau sobre 23 carros, os moradores do condomínio começam a ter a rotina normalizada apesar dos prejuízos. De acordo com uma das integrantes da Comissão dos Moradores, que foi formada após o incidente, desde a última quinta (08), a água e o esgoto retornaram. Assim, todos voltaram para suas residências.

No fim da semana passada, após pedido da Defesa Civil, retroescavadeiras retiraram parte da terra que estava em cima da laje. A justificativa é que com a presença da chuva, a terra poderia continuar deslizando e o peso na estrutura aumentar.

Um perito foi contratado pelos condôminos para fazer uma perícia particular que começou na última sexta-feira e deve ficar pronta em até 30 dias. Só após essa avaliação os carros poderão ser retirados.

Raphaella Sconetto
Jornal de Brasília

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