Prostíbulo disfarçado é interditado na Asa Norte

Segundo investigações da 5ª DP, as mulheres que trabalhavam ali eram exploradas, pois tinham que destinar uma porcentagem de seus atendimentos ao patrão.

A Polícia Civil fecha o cerco a locais de prostituição disfarçadas de casas de massagem. Em conjunto com a Agência de Fiscalização (Agefis), a corporação fechou nesta quarta-feira (6) um desses ambientes no Brasília Rádio Center, na Asa Norte.

A ação faz parte da operação Eros, que nos últimos meses intensificou o combate ao rufianismo – quando alguém tira proveito da prostituição de terceiros, já que no Brasil, a venda do sexo, em si, não é crime. De acordo com o delgado da 5ª DP, Rogério Oliveira, o dono do empreendimento foi identificado, mas ainda não se apresentou à polícia. Ele deve ser indiciado por tirar proveito do trabalho das moças.

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Após a ação, as garotas encontradas na casa que prometia massagens – como forma de disfarçar os atendimentos sexuais – foram conduzidas para a 5ª DP afim de prestar depoimento, mas depois seriam liberadas. Apesar de o valor pago pelos clientes girasse em torno de R$ 170, o preço final do serviço e a fatia que o dono deveria receber dependia do que fosse feito.

A massagem poderia até ser realizada, mas, se houvesse uma “finalização manual”, a garota de programa deveria passar cerca de R$ 45 para o rufião. Se houvesse sexo oral, o repasse era de R$ 55. Já para sexo vaginal ou anal, os preços eram de R$ 60 e R$ 70, respectivamente. Além disso, era oferecido o serviço com até mais de uma mulher.

O delegado Rogério explica que o dono não ficava no estabelecimento o tempo todo. Esse seria um dos motivos para a dificuldade na prisão. O homem passava ali em algum momento do dia apenas para pegar a parte dele e ameaçava quem não cumprisse o acordo.

Com a atuação da Agefis, o delegado acredita que esse estabelecimento não voltará a funcionar, pois houve a interdição do local e a aplicação de multas. “As ações vão continuar. A polícia não será tolerante com a exploração sexual. Vamos continuar correndo atrás dos donos dos estabelecimentos”, garante Rogério Oliveira.

Saiba mais

  • Hoje, também houve o depoimento do dono de três casas que foram fechadas na última terça-feira. Todas na área central do Plano Piloto.
  • Essa foi a oitava etapa da operação Eros, que começou após a reclamação de comerciantes
  • Rufianismo dá cadeia. O autor pode pegar uma pena de um a quatro anos, sem contar os agravantes, como uso de violência e menores de 18 anos.

João Paulo Mariano
Jornal de Brasília

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