UnB tem déficit de R$ 100 milhões e prevê ‘dificuldades’ em setembro, diz reitora

UnB

Se não houver recurso adicional do governo, reitora afirma que pagamento de serviços básicos devem ser comprometidos. Apesar do déficit, auxílios e atividades acadêmicas serão mantidos: ‘Sagrados’.

A Universidade de Brasília (UnB) está com dificuldade para fechar as contas: há um déficit de quase R$ 100 milhões entre os gastos previstos e a verba repassada pelo Ministério da Educação (MEC) para pagar despesas de manutenção da universidade, a chamada “verba de custeio”. Esse dinheiro é usado para manter serviços como água, luz, telefone, serviços de limpeza, vigilância, portaria e o Restaurante Universitário.

A verba repassada pelo governo federal para 2017 é de R$ 136,6 milhões. A previsão de gastos da universidade, no entanto, é de R$ 230 milhões neste ano.

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Segundo a reitora da UnB, Márcia Abrahão, se não houver repasse adicional, a universidade terá dificuldade para pagar as contas a partir de setembro. Ainda assim, ela diz que a verba para institutos, bolsas e auxílios não serão comprometidos.

“Nós vamos ter que renegociar com vários fornecedores e, a partir de setembro, poderemos ter realmente dificuldades para pagar contas de água, luz, segurança, limpeza, portaria, alimentação. […] Se continuar nesse ritmo e sem o repasse adicional do ministério, vai comprometer o funcionamento da universidade “

“Nem a assistência estudantil, nem os auxílios aos estudantes, como moradia e viagem, foram prejudicados e nem vão ser. Mesmo se tudo falhar, isso aí está garantido.”

Motivos

O que explica esse desequilíbrio nas contas da UnB é uma queda no orçamento de 2016 para 2017. Este ano, a verba do governo para custeio foi 40% menor se comparado ao ano passado. Em 2016, houve um repasse de R$ 219,5 milhões, que caiu para R$ 136,6 milhões em 2017. A reitora diz que a redução é “insustentável”

“É igual uma família que ganhava x e passa a ganhar x/2 e aí tem que adequar a despesa a x/2. Nós somos uma família que tinha R$ 220 milhões para gastar e agora temos R$ 130 e temos que nos adequar. Com uma previsão de gasto de R$ 230 milhões, ou seja, é insustentável.”

 (Foto: Arte/TV Globo)

Em nota, o MEC afirmou que, no ano de 2016, a UnB recebeu um acréscimo de 64% nas despesas de custeio, chegando a um valor “muito superior” ao histórico da própria universidade e à variação das outras universidades do país.

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A pasta justifica que a projeção do orçamento “retornou ao padrão” em 2017 e, após efetuar a liberação financeira, “não possui ingerência sobre os processos de pagamento da universidade”. Também ressaltou que, na última semana, foram liberados mais de R$ 9 milhões para a UnB.

Sobre a possibilidade de repassar ainda mais recursos para a UnB no próximo semestre, o MEC afirmou que “tão logo o cenário econômico melhore, assim como fez no ano passado, terá condições de negociar a recuperação do orçamento discricionário das instituições vinculadas à pasta”.

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