Brasileiros x argentinos e Cavani: a nova confusão no PSG

Nesta sexta-feira, o jornal francês L’Équipe detalhou a bagunça no vestiário do time e informou que o motivo principal seria os privilégios concedidos a Neymar pelos dirigentes.

O Paris Saint-Germain segue goleando… e com problemas de relacionamento. Mais uma vez, a confusão tem brasileiros diretamente envolvidos. Na quarta-feira, o capitão Thiago Silva fez críticas públicas aos colegas Edinson Cavani e Javier Pastore por terem se atrasado na reapresentação. O meia-argentino, então, respondeu via redes sociais e negou as palavras do zagueiro brasileiro.

As novas confusões começaram quando o argentino Pastore e o uruguaio Cavani retornatam à França dias depois do combinado. O treinador Unai Emery, então, afastou a dupla das primeiras partidas da temporada. Thiago Silva comentou o ocorrido ao diário francês Le Parisien e colocou mais lenha na fogueira. Primeiro, puxou a orelha de Cavani. E depois, deu a entender que Pastore estava de saída.

“Cavani vai voltar, o treinador e o clube lhe darão a oportunidade. Este é um momento muito importante para o clube, devemos estar juntos, mesmo que tenham feito um gesto que não foi bom para o grupo, para o clube. Devemos pensar antes de ter atitudes como essa, que não é boa para todos. Há uma diferença entre Pastore e Cavani. Pastore, creio eu, disse ao clube que queria sair. No final eles não encontraram um acordo. Com Cavani é um pouco diferente. É importante para o clube que volte o mais rápido possível”, afirmou Thiago Silva.

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Pastore, então, usou suas redes sociais para desmentir duramente o colega e cobrar “lealdade”. “Nunca falei com o Thiago Silva sobre meu problema ou sobre meu futuro. Nunca coloquei pressão em ninguém. Não é meu estilo. Ele não estava sabendo do problema que eu tive e me fez atrasar. Sempre fui leal. Não é verdade que quero sair do clube. Quero encerrar a minha carreira aqui”. afirmou o argentino, que está no clube desde 2011. Pastore era o dono da camisa 10 e voluntariamente a cedeu a Neymar em 2017. 

Nesta sexta, o L’Equipe estampou a manchete “A discórdia” e revelou que o descontentamento do grupo, especialmente dos argentinos (Pastore, Di María, Lo Celso) e do uruguaio Cavani, teve início em dezembro de 2017, quando Neymar foi liberado pelos dirigentes para resolver “problemas particulares” no Brasil. O caso não foi bem explicado, e nem mesmo a imprensa francesa deu muita atenção à suposta “regalia” na ocasião. No vestiário, porém, o episódio teria desagradado os sul-americanos – com exceção dos brasileiros Daniel Alves, Thiago Silva, Marqunhos, Lucas Moura e Thiago Motta, todos muito próximos a Neymar.

“Os argentinos e Cavani ainda não esquecem a viagem de Neymar ao Brasil com a autorização dos dirigentes”, escreveu o L’Equipe, que ainda culpou o dirigente Antero Henrique e o técnico Unai Emery pela falta de clareza na condução da situação. Em breve, o abalado time francês terá um grande compromisso pela frente: no dia 14 de fevereiro, inicia as oitavas de final da Liga dos Campeões diante do atual bicampeão Real Madrid. Na liga francesa, o time segue sem adversários à altura e nem mesmo os conflitos internos devem ameaçar sua liderança – tem nove pontos de vantagem sobre o Monaco.

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