Putin aprova vacina contra o novo coronavírus

O presidente Vladimir Putin informou que a sua filha já foi vacinada e revela que a produção em massa deve começar em breve

O Ministério da Saúde russo aprovou a primeira vacina contra a Covid-19, após menos de dois meses de testes em humanos. O fármaco foi desenvolvido pelo Instituto Gamaleya, em Moscovo.

O presidente Vladimir Putin informou que a sua filha já foi vacinada e revela que a produção em massa deve começar em breve.

“Esta manhã, pela primeira vez no mundo, uma vacina contra o novo coronavírus foi registrada”, disse Putin durante uma videoconferência com integrantes do governo exibida pela televisão. “Sei que é bastante eficaz, que proporciona imunidade duradoura”, acrescentou.

“Uma de minhas filhas foi vacinada, tendo participado da fase de testes. Após a primeira vacinação, ficou com 38 graus de temperatura, no dia seguinte tinha 37 graus e pouco. E é tudo”, afirmou Putin.

A vacina será distribuída em 1 de janeiro de 2021, de acordo com o registro nacional de medicamentos do ministério da Saúde, consultado pelas agências de notícias russas.

Mundo supera 20 milhões de casos de COVID-19

A pandemia da COVID-19 superou nesta segunda-feira (10) os 20 milhões de casos registrados no mundo desde a aparição do vírus, que transformou drasticamente a vida cotidiana dos habitantes do planeta.

Um total de 20.002.577 pessoas contraíram a doença e 773.842 faleceram, de acordo com uma recontagem da AFP elaborada a partir de dados oficiais.

Embora o ritmo da pandemia parece estabilizar-se no mundo, com um milhão de novos casos registrados a cada quatro dias desde meados de julho, a batalha contra o coronavírus intensificou-se na Europa.

Em Paris, o uso de máscara passou a ser obrigatório a partir desta segunda-feira em áreas muito frequentadas, uma medida já adotada em várias cidades europeias e que visa impedir um ressurgimento do coronavírus em meio ao verão, época de fortes ondas de calor na Europa.

A medida responde às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, urgiu nesta segunda-feira os cidadãos e os governos a colaborarem para “erradicar” a transmissão do vírus.

“Muitos de vocês estão sofrendo, é um momento difícil para o mundo. Mas quero ser claro, há esperança e (…) nunca é tarde demais para reverter a epidemia”. Mas para isso “os governantes devem se mobilizar para agir e os cidadãos devem adotar novas medidas”, disse.

“Minha mensagem é clara: eliminar, eliminar, eliminar o vírus. Se eliminarmos o vírus eficazmente, poderemos abrir as empresas com toda segurança”, insistiu, revisando os casos de vários países cujos esforços deram frutos.

A Agência Europeia responsável pelas doenças infecciosas pediu aos países para “reinstaurar algumas medidas” a fim de prevenir um surto “real” da COVID-19.

“Embora muitos países agora registrem pacientes com casos leves, inclusive assintomáticos, o que aumenta o número de casos registrados, observamos um real ressurgimento de casos em muitos países que estão relacionados com a flexibilização das medidas de distanciamento social”, afirma a agência com sede em Estocolmo.

A Itália, que havia controlado a propagação, está preocupada com a situação de seus vizinhos europeus. “França, Espanha, Bálcãs: a Itália está cercada pelos contágios”, alertou nesta segunda-feira o jornal Corriere della Sera.

A península registrou duas mortes no domingo, o menor número desde 21 de fevereiro. Embora o número de casos cresça (+463 em 24 horas), a situação parece controlada, de acordo com as autoridades.

Enquanto isso, na Alemanha dezenas de milhares de crianças voltam às aulas em quatro estados.

– Brasil –

Neste domingo, o Brasil, segundo país mais afetado atrás dos Estados Unidos, superou os 100.000 mortos. As mensagens de solidariedade às famílias em luto se multiplicaram nas redes sociais, junto às críticas raivosas contra o governo.

“O Brasil está de luto. Um genocídio provocado por um governo de incompetentes e irresponsáveis”, disse o líder do Partido Democrático Trabalhista, Ciro Gomes (centro-esquerda).

Os Estados Unidos continuam sendo o país mais afetado, com cerca de 163.000 mortes e cinco milhões de infectados.

Além da crise de saúde sem precedentes, a pandemia atingiu a economia mundial, agravou as desigualdades sociais e alterou os calendários culturais e esportivos.

As 24 horas da corrida Le Mans serão realizadas sem público nos dias 19 e 20 de setembro, após suas datas iniciais de 13 e 14 de junho serem adiadas.

As autoridades alemãs, por sua vez, rejeitaram o retorno do público aos estádios de futebol, chamando essa possibilidade de “mau sinal” enquanto há um ressurgimento da pandemia de coronavírus.

Em contrapartida, na Itália a indústria dos cruzeiros anunciou nesta segunda a retomada de suas atividades a partir de 16 de agosto.

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