Operação Cruciatus: 9 PMs são investigados por extorsão e espancamentos

Na investigação, três supostas vítimas relataram ao MPDFT terem sido alvo da extorsão praticada pelos policiais militares. Eles exigiam a entrega de armas em poder dessas pessoas em troca de não prendê-las e autuá-las em flagrantes forjados de posse ou tráfico de drogas. Nove policiais estão sob investigação.

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagrou nesta manhã (07/12) a Operação Cruciatus, com cumprimento de 10 mandados de busca e apreensão para esclarecer suspeita de crimes de tortura e extorsão atribuídos a policiais militares do Grupamento Tático Operacional (GTOP) do 21° Batalhão, de São Sebastião, da Polícia Militar do DF.

As vítimas também relataram terem sido espancadas pelos policiais militares. Num dos depoimentos, uma pessoa disse que foi ameaçada de morte por um PM que utilizava uma arma fria, ou seja, sem registro na corporação e que pode ter sido tomada criminosamente de outras vítimas.

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A apuração das denúncias e a Operação Cruciatus estão sob a responsabilidade dos promotores de Justiça do Núcleo de Investigação e Controle Externo da Atividade Policial (NCAP), que atuam também no combate à tortura policial, e da Promotoria de Justiça Militar. As vítimas procuraram o MPDFT para relatar os crimes.

As buscas são realizadas, com autorização da Auditoria Militar, no 21° Batalhão e na casa dos  PMs investigados. A Auditoria Militar determinou ainda o afastamento dos nove policiais militares sob investigação do trabalho de policiamento ostensivo, a suspensão do porte de armas e qualquer contato com as vítimas.

Cruciatus, o nome da operação, é uma referência à maldição da tortura, prática voltada a causar dores psicológicas e físicas.

ANA MARIA CAMPOS
CORREIO

BDF na Rede

         

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