Salgueiro leva estandarte de ouro de melhor escola

RIO — A Acadêmicos do Salgueiro ganhou o Estandarte de Ouro de melhor escola do Grupo Especial. Este ano, as mulheres negras foram as estrelas do desfile da vermelha e branca.

A escola — dirigida por uma mulher e que, em 2007, já tinha cantado as Candaces, para celebrar as figuras femininas nas culturas da África e do Brasil — voltou à temática, desta vez com o carnavalesco Alex de Souza, que estreia na agremiação Tijucana.

Passaram pela Avenida as heroínas do passado, como as deusas egípcias, as soberanas de Angola e as líderes quilombolas. Num dos carros, sobre as rainhas do Norte africano, uma grande escultura representou a deusa da fertilidade, Ísis, amamentando seu filho, Hórus. Mas foram homenageadas também as guerreiras da modernidade, muitas delas chefes de família. Da mesma forma que foram lembrados enredos da própria agremiação, que ajudou a revelar ao país histórias como a de Chica da Silva.

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O melhor samba-enredo foi o da Mocidade Independente, com “Namastê… A estrela que habita em mim saúda a que existe em você”, dos compositores Altahy Veloso, Zé Glória, Paulo Cesar Feital, J Giovanni, Denilson do Rosário, Alex Saraiça e Carlinhos da Chácara e T. Meiners. Para o júri, o samba-enredo teve grande execução na Avenida e emocionou o público.

Já a mellhor comissão de frente foi a do Paraíso Tuiuti. “O grito de liberdade” era o nome da ala, que arrancou aplausos e lágrimas de emoção de quem acompanhou o desfile na Marquês de Sapucaí. Com a pergunta-enredo “Meu Deus, meus Deus, está extinta a escravidão?”, a escola de São Cristóvão questionou o fim do trabalho escravo no Brasil 130 anos após a assinatura da Lei Áurea.

A Grande Rio conquistou os prêmios de melhor mestre-sala, com Daniel Werneck, e porta-bandeira, Verônica Lima. Para os jurados, embora o julgamento do quesito seja individual, a harmonia do casal na Avenida fez a diferença.

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O prêmio de melhor puxador foi para Tinga, da Unidos da Tijuca. O intérprete começou a carreira nos anos 1990, na Vila Isabel. Ele também passou pelo carnaval de São Paulo.

CUBANGO, A MELHOR DA SÉRIE A

A Acadêmicos do Cubango ganhou os Estandartes de Ouro de melhor escola e melhor samba-enredo da Série A de 2018. A escola de Niterói homenageou Bispo do Rosário com o enredo “O rei que bordou o mundo”, dos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, e foi a quinta a desfilar na segunda noite de desfiles na Sapucaí.

O Estandarte de Ouro é o prêmio mais importante do carnaval carioca. Organizado desde 1972 pelo GLOBO, o troféu agora também tem a participação do jornal “Extra”. A premiação tem 15 troféus para o Grupo Especial e os dois para a Série A. E, na sua 47ª edição, terá uma nova categoria para reafirmar o compromisso com a ousadia. Os jurados vão escolher o melhor na categoria inovação — não necessariamente algo inédito, mas concebido para fugir do lugar-comum e surpreender o público.

O júri é formado por especialistas no assunto e tem em 2018 o reforço do historiador Luiz Antonio Simas, colunista do Segundo Caderno do GLOBO e um dos maiores estudiosos da cultura popular. Simas já havia participado do corpo de jurados em 2013.

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Setembro, 2018

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