Todo mundo quer o seu dinheiro!

Todo mundo quer o seu dinheiro

Quer começar a investir e não sabe como? Já procurou o gerente do seu banco e fez aquela clássica pergunta: “Aonde aplico esse dinheiro que está na minha conta?” É mega importante avaliar o local em que você vai aplicar o seu rico dinheirinho! A partir de hoje, o amigo Ricardo Quintas contribuirá com a coluna Valorize Seus $onhos e mensalmente abordaremos este tema em uma uma série de artigos te explicando porque…
TODO MUNDO QUER O SEU DINHEIRO!
Confira comigo!
Trace suas metas, entre em ação e alcance seus objetivos! Me encontre no Instagram: @valorizeseusonho
Grande abraço,
Rafael Rico


Tenho lido muita coisa sobre investimentos ultimamente, de jornais a posts de analistas, de blogs “sem noção” especialistas até “trade gurus” financeiros. No meio desse monte de informação, uma coisa me chamou a atenção e tem muita relação com o que tenho percebido conversando com amigos e clientes. Cito abaixo o título de um texto que li no Facebook.

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92 entre 100 millennials não confiam nos bancos.

O dado é assustador e revela uma realidade cada vez mais visível. A figura do banco como provedor de segurança e estabilidade financeira já era. O gerente que outrora era o “especialista” em fazer você ganhar dinheiro, hoje é olhado com desconfiança pelos seus clientes.

Isso porque ele e a instituição que ele representa não tem “compromisso” com as consequências de suas ações e cada vez mais mostra que seus interesses estão em primeiro lugar. Quando você assume algum compromisso é automaticamente responsabilizado pelas consequências, boas ou más, que esse compromisso possa gerar. Não é o caso dos bancos ou dos governos. Suas ações, tradicionalmente, colocam a pele dos clientes e governados em jogo, não a dos diretores das instituições. Via de regra, qualquer instituição burocrata não coloca seu … na reta. Nassim Taleb define muito bem: “burocracia é uma construção na qual a pessoa é conveniente separada das consequências de suas ações”.

Olhando um exemplo americano: Em 2008, conforme os bancos emitiam títulos de dívida de hipotecas, acumulavam riscos escondidos e assimetricamente negativos, mas justificavam tudo isso com seus modelos de risco que funcionam apenas no Excel. Quando a bolha estourou, usaram uma bela desculpa: a incerteza. Um típico cisne negro, como se sua atividade comercial até então não tivesse sido a principal causa do colapso financeiro. O que os bancos fizeram foi transferir os riscos para a população. Mesmo que alguns desses bancos, como o Lehman Brothers, tenham quebrado, eu tenho quase certeza de que os bônus dos diretores das instituições salvas pelo governo não foram significativamente impactados.

Não é à toa que as gerações mais novas não confiam nos bancos. Em situações críticas como 2008, não há alternativa senão descentralizar o poder e as decisões. Eis então as moedas descentralizadas como o Bitcoin.

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Mas não é de criptomoedas que eu quero falar, isso é assunto para outra news.

No Brasil não é diferente, aqui a coisa é mais acentuada, pois a educação financeira e a cultura de investimento não são muito populares. Todas as pessoas com um mínimo de instrução, também estão tendo desconfianças.

As instituições bancárias e os seus gerentes têm atitudes, para dizer o mínimo, equivocadas. E claro, como no exemplo acima, não colocam o seu … na reta quando a bomba estoura. Vou citar um exemplo que tenho certeza que você já passou ou conhece alguém que tenha passado. Hoje uma amiga minha, durante o almoço, comentou sobre um problema com seu pai e o cartão de crédito do banco em que ele tem conta, no intuito de ajudar seu pai, que tem mais de oitenta anos, a comprar uma passagem aérea com o cartão. Resumindo a estória de mais de duas semanas de corre-corre, fala com um, fala com outro, ela descobriu que o cartão não liberava a compra porque faltava fazer um cadastro, no banco, para compras pela internet ou telefone.

Seu pai havia ido ao banco falar com sua gerente três vezes sobre o assunto e ela nada fez até que ela ofereceu um título de capitalização em troca do auxílio. Ela ficou extremamente furiosa, porque caiu em si que a gerente estava sentada em cima do problema para tirar alguma vantagem sobre o seu pai.

Descobriu ainda que ele tem três cartões de crédito, “empurrados” pela gerente, um em cada bandeira, sendo que “talvez pague anuidade um”, mesmo tendo um bom valor aplicado com o banco.

Esse belo exemplo, mostra bem como os bancos e seus gerentes não se importam com você, querem apenas o seu dinheiro. (Claro que há raras exceções). Tente deixar um dinheiro parado na conta por mais de dois dias e você terá a grata surpresa de uma ligação do seu gerente, oferecendo algum produto “super especial” para não perder rendimentos. Agora tente precisar de um serviço que o banco não tem nenhum ganho ou vantagem e aguarde seu gerente ligar…

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Todo mundo quer o seu dinheiro!

Na verdade, não há nada de errado em querer o seu dinheiro, desde que em troca haja algum produto ou serviço com real valor agregado e que você tenha plena consciência do que está fazendo. Que a transação comercial seja satisfatória para ambos os lados.

A ideia aqui é promover o contrário ao consenso de que quem decide o que fazer com o seu dinheiro deve ser alguém acostumado a lidar com ele, e na conclusão mais óbvia: o seu gerente do banco. Desconfie. Ele é um empregado do banco que tem metas mensais a cumprir como muitos de nós. Assuma as rédeas da sua saúde financeira, o banco deve ser apenas um fornecedor de produtos que são um meio de fazer seu dinheiro crescer, e não o gestor dele.

Cabe a você ter o conhecimento ou contratar um profissional isento para lhe auxiliar a planejar e investir seu suado dinheiro. E sempre desconfie….

Na próxima falaremos sobre as corretoras e os gerentes de banco disfarçados.

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Por: Ricardo Quintas

Ricardo é formado em Processamento de dados pela Universidade Mackenzie e pós graduado em Gestão Estratégica de TI pela FIAP. Sócio-diretor da empresa AVVALL – Cloud Tax Innovations, integradora de sistemas fiscais de classe mundial. Paralelamente atua como educador financeiro, ajudando a dissiminar a educação  financeira pessoal e empresarial pelo Brasil; é investidor do mercado financeiro desde 2007 e produz conteúdo da sua newsletter semanal sobre educação financeira e boas idéias de investimentos chamada: www.todomundoqueroseudinheiro.com.br

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