Psicologia Econômica? Prazer em conhecê-la

Psicologia Econômica? Prazer em conhecê-la

Queridos leitores! Já falamos aqui que muitas vezes é complicado falar sobre dinheiro e que nossos hábitos financeiros estão atrelados a comportamentos adquiridos ao longo de nossa história de vida. Neste belo artigo de hoje, a psicóloga e professora Amalia Raquel Pérez-Nebra nos elucida – de forma teórica e prática – a importância da Psicologia Econômica e sua relação com as finanças na sociedade de consumo em que vivemos. Uma ótima leitura!
Abraços, Rafael Rico


Você talvez já tenha ouvido falar em psicologia econômica, se isso aconteceu você é um raro felizardo. No geral as pessoas nunca ouviram falar, sequer sabem que ela existe e menos ainda o que faz e onde atua. A psicologia econômica como área de aplicação é quase, se não da mesma idade, da psicologia clínica, mas muito menos conhecida do que esta.

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O termo “psicologia econômica” data de 1881 com um pesquisador chamado Gabriel Tarde. Tecnicamente falando, todo comportamento econômico é um comportamento humano social e se é um comportamento humano, ele é um fenômeno que interessa e é ligado à psicologia social. Há pouquíssimos psicólogos no Brasil que se autodenominam como Psicólogos econômicos ou psicólogos de consumo. Ainda que seja uma divisão reconhecida na Associação Americana de Psicologia (divisão 23) e tão antiga quanto a divisão de personalidade (divisão 8), no Brasil ela não chegou sequer como linha na pós-graduação.

Mas por que nos interessa falar da psicologia econômica e do consumidor: o Brasil tem uma dificuldade cultural de falar de dinheiro. As hipóteses são várias: a distância de renda faz com que as pessoas tenham vergonha de falar o quanto ganham e gastam, tem medo, não querem se diferenciar do grupo social, entre outras. Parece até que dinheiro não é importante, não é verdade? Ironias a parte, falar em dinheiro, aliado a uma bancarização recente e um analfabetismo bancário e econômico culminam em uma dificuldade em tratar da temática.

Assim como falar de sexo é um tabu e para esse assunto se chama o psicólogo, para falar de dinheiro chama-se o economista, mas será que ele é o mais adequado para falar da questão? No geral, o que acontece: a questão com o economista é simples: coloca-se em uma planilha e tem que sair menos do que entra. Mas é assim? A mecânica parece simples, mas as barreiras que encontramos para realizar o que foi posto no papel, estabelecer metas/prioridades e segui-las é o desafio do século! Desafio que cabe ao psicólogo auxiliar, visto que o problema está no comportamento humano e não no que foi escrito no papel.

Então para você que se interessou na temática da psicologia econômica, ela está ligada à psicologia do consumidor, mas não é igual. A psicologia econômica trata do comportamento ligado ao dinheiro: fases do desenvolvimento econômico (como e quando é que as crianças entendem que o cartão de crédito é um dinheiro finito), empreendimentos, significado do dinheiro, endividamento, estilos de consumo (materialismo e anti-consumo, i.e. escolher não comprar). A psicologia do consumidor está mais ligada às fases do consumo, a escolha do produto, perceber a necessidade de comprar, satisfação e qualidade do serviço e produto. Portanto, são muito próximas, mas não idênticas e cada uma tem a sua revista (Journal of Economic Psychology; Journal of Consumer Psychology).

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Literatura em português ainda é rara, mas não inexistente, alguns nomes podem lhe ajudar a procurar: Vera Rita Ferreira tem uma leitura psicanalítica sobre a temática, em diferentes perspectivas da psicologia social podemos nominar Alice Moreira, Fabio Iglesias, Inês Hennigen, Marcelo Vinhal Nepomuceno. É possível que você encontre algo em espanhol (caso tenha dificuldade com o inglês). Temos vagarosamente trabalhado em sistematizações sobre a relação com o dinheiro e esperamos em breve contribuir com a construção de conhecimento e intervenções na temática que é muito cara (nos diversos sentidos) aos brasileiros.


AMALIA RAQUEL PÉREZ-NEBRA Doutora em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações pela UnB em conjunto com a Universidade Autónoma de Madri. Professora do Programa de Pós Graduação em Psicologia do UniCEUB,  atua como pesquisadora nas áreas de psicologia do trabalho, psicologia social aplicada , organizacional e do consumidor. Email: amalia.perez@ceub.edu.br

Trace suas metas, entre em ação e alcance seus objetivos!

Encontre-me no Instagram: @valorizeseusonho

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