Transitando: Ligeirinhas de sexta

Imobilidade Urbana

Nesta sexta-feira o Diário Oficial da União amanheceu com uma MP (Medida Provisória) publicada que agradou em cheio as prefeituras e governos de Estados.

O presidente Michel Temer e o Ministro das Cidades, Alexandre Baldy alteraram trechos do Estatuto da Metrópole, de 2015, sendo esta, a lei que institui as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana, de 2012.

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A MP publicada no (DOU) dentre suas determinações, fixa em 31 de dezembro de 2021 o prazo máximo para que governos estaduais elaborem e aprovem plano de desenvolvimento urbano integrado das regiões metropolitanas ou das aglomerações urbanas, sob pena de incorrerem em improbidade administrativa. Sem a mudança, o prazo terminaria neste mês.

Na verdade, a velha máxima de se “empurrar com a barriga” parece ser a tônica do Palácio do Planalto. Pelo visto, medidas que deveriam nortear o setor vão ficar literalmente para depois.

 

Metrô-DF

Na Capital da República, o GDF segue enxugando gelo no quesito de transporte sobre trilhos. Nos últimos dias foram divulgados números oficiais sobre a compra de peças para a manutenção do já combalido metrô de Brasília.

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A compra de 205 peças reservas para sistemas de tração, freio e acoplamento, entre outros custou a bagatela de R$ 4.104.206,57 e foi feita diretamente com a Companhia do Metropolitano de São Paulo, que tem trens similares aos da Série 1000 do Metrô-DF, fabricados pela antiga Mafersa.

O governo de Brasília afirma que o volume de investimentos no sistema metroviário do DF foi cinco vezes maior em 2017, comparando-se com os últimos anos. De R$ 4,5 milhões anuais, em média, de 2013 a 2016, por exemplo, o número aumentou para R$ 22,2 milhões no ano passado.

Pelo visto, a julgar pelo investimento, de grão em grão a galinha dos ovos de ouro vai enchendo o papo.

 

Os sem ônibus

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Contraditando seus propósitos, a Secretaria de Mobilidade Urbana do DF juntamente com o DFTRANS tomou medidas antipáticas e desumanas com a população de Brasília.

Ao retirar das vias e cidades o transporte do trabalhador devido a redução da frota no período de férias escolares e recesso de algumas repartições públicas o caos tomou conta do trânsito.

Ao invés de aproveitarem este vácuo da demanda de passageiros na bilhetagem eletrônica, já paga antecipadamente aos barões do transporte público do Distrito Federal, o GDF não incentiva o uso coletivo dos transportes para quem utiliza seu próprio veículo para fazer suas atividades diárias.

Resultado, as ruas estão abarrotadas de carros, em sua maioria sendo usada por uma só pessoa, contraditando a famosa pregação de deixar seu carro em casa para aliviar nossas vias públicas.

O que chama atenção, é que ao reduzir a frota, precisa ser explicado se também já foram reduzidos os pagamentos da bilhetagem eletrônica estudantil e a gratuidade dos idosos e deficientes. Porque na realidade, as paradas e abrigos de ônibus estão lotados e seus usuários sendo obrigados a usar o transporte com excesso de passageiros e mal acomodados, como se o cidadão fosse uma sardinha enlatada, sem contar os atrasos.

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O descaso

Chama atenção em Brasília, principalmente nas cidades de Vicente Pires e Águas Claras a falta de respeito de alguns condutores de veículos automotores ao estacionar em cima das calçadas. A falta de estacionamento não se justifica, sendo que o pedestre sofre para ter garantido o direito de ir e vir com tranquilidade.

Não fosse só isso, os portadores de necessidades especiais também estão à deriva para se locomoverem pela falta de execução de projetos de acessibilidade.

Como podemos conceber isto, vez que, estamos na Capital da República onde seu órgão gestor e principal e financiador dos projetos de mobilidade urbana, para quem não sabe, o Ministério das Cidades, exige que o GDF cumpra a legislação pertinente.

Em tempos de campanha eleitoral, pode ter a certeza que a promessa vira e na televisão será mostrado uma Brasília perfeita…   

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