Mudanças indicam que pets estão na fase idosa; saiba quais cuidados são importantes

Mudanças indicam que pets estão na fase idosa; saiba quais cuidados são importantes

Tutores devem ficar atentos a alimentação e vermifugação dos animais nesta etapa da vida

Os animais de estimação recebem cada vez mais cuidados de seus tutores, o que tem prolongado a vida dos pets. Como consequência, os cuidados com os pets idosos têm que ser redobrados. Mas, afinal, como perceber que um animal de estimação está entrando na terceira idade?

Segundo a médica veterinária e professora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Ana Paula Sarraff, os tutores precisam ficar atentos a algumas mudanças nos pets. Algumas dessas características se assemelham, inclusive, às de um ser humano.

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“Eles ficam mais lentos, caminham menos, brincam menos e dormem mais tempo do que o usual. Também ficam com dificuldade auditiva e os reflexos ficam mais retardados também. Podem alterar um pouco a personalidade ficando mais mansos, irritados ou mais nervosos, por exemplo”, explica.

Apesar de não causar cegueira, com o avanço da idade também ocorre o envelhecimento da lente do olho, chamada de cristalino. É por isso que os olhos ficam mais opacos, como explica a médica. “Muitas pessoas acreditam ser catarata, mas é somente o envelhecimento mesmo, processo que se chama esclerose do cristalino. Mas o animal ainda enxerga”.

Porte do animal

A chegada a terceira idade varia, conforme explica a médica veterinária, de acordo com o porte do animal. Quanto maior for o pet, mais rápido ele chega a fase idosa, independente da raça. Dessa forma, não há uma idade definida para entrar nesta fase da vida. “Um golden retriever de nove anos é idoso, enquanto um poodle da mesma idade pode viver até 15, 16, 17 anos e gatos muitas vezes até 20 anos”, exemplifica Ana Paula.

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O sexo do animal também não interfere na maioria dos animais que atingem a velhice. Tanto machos quanto fêmeas podem apresentar complicações semelhantes. Mas, segundo a médica, algumas doenças podem ser mais comuns, como é o caso de cardiopatias, que são mais comuns em machos.

Cuidados na terceira idade do pet

Os tutores podem tomar algumas medidas para cuidar melhor dos animais idosos. Entre elas está a alimentação. Segundo a médica veterinária, a ração deve ser fornecida de acordo com a idade e o porte dos pets. A vacinação e a vermifugação (remédios para controlar de verminoses) devem permanecer anuais.

“Muitos tutores acham que pelo fato do animal estar idoso não precisa mais receber vacinas nem vermífugo. Isso é um erro, pois os idosos podem apresentar nessa fase doenças pelas quais as vacinas previnem”, alerta a médica.

Outra dica são os check-ups anuais. Segundo Ana Paula, isso é importante pois nesta fase da vida os animais podem apresentar doenças cardíacas, respiratórias, na cavidade oral, problemas endócrinos, ortopédicos ou oncológicos (desenvolvimento de tumores e cânceres). “Muitas doenças tem tratamento e podem ser detectadas no início se forem pesquisadas. É muito importante, ao menos uma vez ao ano, o veterinário fazer um exame clínico completo e pedir exames complementares de sangue e de imagem”, acrescenta.

Além disso, em geral, é necessário que os tutores procurem a ajuda de um médico veterinário sempre que os animais apresentem alguma alteração de saúde. E nunca mediquem os pets sem a prescrição do profissional, pois as medicações tem doses específicas para os animais e algumas não podem ser utilizadas em animais.

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Passeios devem continuar

Mesmo que os pets estejam mais quietos e sem vontade de se movimentar, é também ideal que seus tutores mantenham com eles uma rotina de passeios. Isso, entretanto, deve ser feito respeitando as condições de saúde do animal. “O importante é acompanhar o animal e respeitar sua disposição”, alerta.

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