Carnaval ecológico! Conheça formas de brilhar nas festas sem agredir a natureza

Carnaval ecológico! Conheça formas de brilhar nas festas sem agredir a natureza

Purpurinas feitas à base de plantas e com mineral são opções para quem quer se divertir ajudando o meio ambiente

A moda é brilhar! Seja em looks sofisticados ou na pele, o brilho está em alta e promete ganhar ainda mais as ruas com purpurinas e glitters durante o Carnaval junto de acessórios como cílios de LED e bodies temáticos. As novidades para a festa mais esperada do ano são os produtos ecológicos feitos para evitar a poluição ao meio ambiente: diferentemente da purpurina e do glitter comuns, feitos de plástico, as novas opções se desfazem na água e, por isso, não se acumulam nos oceanos.

Reunimos ideias para inovar na produção de quem quer se divertir sem peso na consciência e ensina a usar os itens sem agredir a natureza.

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Veja na galeria!

Purpurina ecológica x purpurina de plástico

Não é só na composição que o novo brilho difere dos microplásticos. Tatiana Baumworcel, dona da marca carioca Purpurine, explica as particularidades da purpurina ecológica. “Ela é feita com alga marinha e pó de pedra, de mineral, que colore.

Os brilhos da Purpurine, feitos pela Pura BioGlitter, não poluem o meio ambiente como os brilhos comuns

Não tem contraindicação porque ela é 100% natural. A não ser que alguém tenha alergia à alga marinha ou a mineral, mas acho bem difícil acontecer”, diz. “Ela brilha menos do que a purpurina normal, e tem o formato de pedacinhos pequenininhos”, acrescenta Tatiana. As opções ecológicas da Purpurine são fabricadas pela marca Pura BioGlitter e as cores pó de unicórnio, sereia e turquesa estão disponíveis para compra no site em vidro de 10 ml por R$ 20.

Pura BioGlitter criou diversas tonalidades de purpurina ecológica
A marca Purpurine revende os colares de vidro com purpurina fabricados pela Pura BioGlitter. Cada unidade de 10ml custa R$ 20
As purpurinas da Glitra são produzidas à base de celulose de eucalipto renovável e se desmancha ao entrar em contato com o solo e água sem contaminar a natureza
As purpurinas da Glitra são produzidas à base de celulose de eucalipto renovável e se desmancha ao entrar em contato com o solo e água sem contaminar a natureza
Purpurina comestível não é ecologicamente correta

Diferente do que pode parecer, por poder ser ingerida, a purpurina comestível não é inofensiva ao corpo e ao meio ambiente. “Apesar de ser comestível, ela é feita de açúcar ou sal, e colocar isso no rosto não é uma boa ideia porque pode manchar a pele. E ela é feita de plástico também. Então, não é biodegradável”, destaca Tatiana Baumworcel.

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Brilho a base de folha de eucalipto

Pensando na natureza em todos os ciclos de produção da purpurina, a Glitra investiu na confecção de brilho feito de plantas e usa papel e latas recicladas para embalar seus produtos. Apesar de a técnica de corte dos pedacinhos ser a mesma da purpurina convencional – “impressão metalizada cortada em micropartículas sextavadas (com seis lados)” -, o material utilizado faz toda diferença no resultado final.

“Ele é impresso num filme à base de celulose de eucalipto renovável e não plástico. Ou seja, feito de plantas, ele se degrada no contato com o solo e a água. Todo o processo de produção é cuidadoso, pensando no menor impacto ambiental possível”, indica a marca que tem entre seus clientes Camila Pitanga e Bela Gil, conhecida por adotar medidas naturais em seu dia a dia. As purpurinas contendo 8g em cada latinha nas tonalidades turquesa, rosa, ouro e prata podem ser compradas no site da Glitra por R$ 45 cada ou o kit completo por R$ 170.

O vidro da pasta brilhosa nas cores de prateada, azul e vermelha tem 40ml e custa R$ 32; já o pote da dourada tem 30 ml e também é vendida por R$ 32

Glitter de Pó de Mica

O Pó de Estrela, da marca baiana Zim Color, é feito de purpurina à base de mica sintética

Uma opção de brilho ecológico é o da baiana Zim Color, feito de pó de mica sintética. “Ele é um glitter mineral com as vantagens de ser supermacio, render muito mais e dar bem menos trabalho pra sair da pele”, destaca Luiza d’El Rei, representante da marca. A venda pelo site é efetuada somente com a compra das três cores disponíveis – prata perolado, dourado e bronze – por R$ 51 mais o valor do frete. No Rio, a loja Miallegra vende cada potinho de 10g por R$ 20 a unidade.

O Pó de Estrela, da marca baiana Zim Color, é feito de purpurina à base de mica sintética

Pasta brilhosa de aloe vera e minerais

Mas nem só de purpurina vive o Carnaval. Além das diversas tonalidades de purpurina ecológica, a Pura BioGlitter também criou uma pasta brilhosa vegana feita à base de aloe vera e minerais para quem quer cair na farra com pinturas na pele. As pastas nas cores branco, vermelho e azul furta-cor são vendidas em potes de 40 ml por R$ 32, e a pasta dourada custa R$ 32 na embalagem de 30 ml – no momento, o produto está esgotado, mas a marca informa que fará reposição. Já as purpurinas – revendidas também em São Paulo pela Studio.co por R$ 14 o vidrinho com 7g – são comercializadas no site da marca em dois preços diferentes: a unidade com 3 ml custa R$ 10 e, a de 10ml, R$16.

Protetor solar colorido, gel e barra brilhosos

Para quem quer brincar e se proteger ao mesmo tempo, a Shock pensou no Color Stick, um protetor solar com FPS 30 e colorido nos tons laranja, roxo, branco, azul, verde e rosa, vendidos em bisnagas de 30g por R$ 30; e nas tonalidades salmão, verde-água e lilás, criados em edição especial para a Farm, vendidos por R$ 33. “Por tratar-se de um protetor com filtro físico e não químico, sua fórmula não contém oxibenzona, que é extremamente nociva para a vida marinha. Ou seja, você pode usar o produto à vontade, sem se preocupar com os corais do fundo do mar”, garante a marca. Outra opção da Shock é o Glitter Gel, que também tem filtro solar – FPS 25 – e é vendido por R$ 40 cada embalagem com 100 ml. No mesmo estilo, a Lush disponibiliza uma barra iluminadora, a Shimmy Shimmy, feita de manteigas de cacau e karité com glitter de pó de mica. O produto vegano que deixa a pele brilhosa e hidratada é vendido em 30g no valor de R$ 52.

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Como remover o bioglitter

O processo para fixar a purpurina natural na pele é parecido com a forma usada para o brilho comum, diz Tatiana: “Só colocar um gel, manteiga de cacau, primer, alguma pomada hipoalergênica… Tudo que não contenha álcool e seja grudento”. Ela ainda dá a dica para quem, assim como a atriz Giulia Gayoso, é adepta da filosofia vegana: “Quem quiser ser 100% vegan pode usar algum aloe vera ou manteiga de karité. Ou outras coisas mais ecológicas”. Para tirar pedacinhos coloridos é ainda mais fácil: basta lavar com água que eles se desfazem.

Como remover a purpurina de plástico

Existe também formas de diminuir o impacto ao meio ambiente após utilizar a purpurina convencional, feita de plástico. “É preciso tirar o brilho com lenço umedecido de maquiagem e, o que sobrar, com fita adesiva. Depois, descarta no lixo seco”, indica Tatiana, da Purpurine. “O outro método é usar um filtro de pano para coar café no ralo do box do banheiro, vedar o entorno com adesivo e deixar ali ate acabar de tomar banho. Depois tem que esperar secar e descartar a purpurina que está nele no lixo seco também, de preferência o lixo de plástico para ir para a reciclagem.”

Veja algumas ideias para você brilhar neste carnaval!

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