Pirataria X Moda

Pirataria X Moda

“Melhor uma bolsa de palha a uma imitação de bolsa de grife! A falsificação é contrafashion.” Sophie Gachet

Assunto polêmico, mas que requer atenção. Segundo dados da Interpol, a venda de produtos pirateados movimentam U$522 bilhões no mundo e hoje é um problema global.

E o que isso tem haver com moda? Sabemos que a pirataria está presente em setores diversos: automobilístico, de cigarros, tv por assinatura, brinquedos, eletrônicos, bem como no vestuário – principalmente nas bolsas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE


Podemos encontrar uma Louis Vuitton, Fendi, Chanel, Prada, Gucci, Dolce & Gabanna, Dior em suas lojas oficiais e também em suas versões réplicas, inspired, cópias A, AA, AAA até as mais gritantes falsificações em feiras e na internet.

E são muitos os motivadores que levam as mulheres a adquirirem uma bolsa de grife, seja ela original ou não. Status, desejo, modismo, ser aceita em um grupo específico, futilidade, sonho ou gostar de produtos de luxo. Esses motivos são particulares e todos devem ser respeitados.

Mas quando pensamos de maneira mais abrangente, podemos notar que consumir um produto falsificado não é algo tão inofensivo quanto parece.

Segundo dados da Receita Federal, o Brasil deixa de criar 2 milhões de empregos formais por ano e perde R$ 30 bilhões em arrecadação por ano por causa da pirataria, além de alimentar a cadeia de crime organizado, causa evasão fiscal, prejudica a indústria nacional e a geração de empregos. Sabemos também que a alta carga tributária do país de certa forma e de maneira indireta, induz a pirataria, sonegação, entre outros. São inúmeros impostos federais, estaduais e municipais. As empresas pagam boa parte dos lucros em tributos todo ano. E por consequência, precisam comercializar seus produtos com valores mais elevados, o que leva o consumidor final a optar por outros mais baratos, inclusive falsificados.

Além das questões sociais e trabalhistas envolvidas na pirataria, que são seríssimas, ainda existem outros pontos negativos na aquisição desses produtos, como ausência de nota fiscal, de controle de qualidade, não ter como trocar ou fazer um conserto. E o mercado informal não é regulado pelo Código de Defesa do Consumidor.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE


 

E no âmbito da moda, New York e Paris são as cidades que mais sofrem com esse problema. US$ 1 bilhão por ano só em impostos, fora o que a indústria e o comércio deixam de faturar em NY.  Basta visitar o South of Houston, famoso bairro Soho, e ser abordado por vendedores ofertando imitações “perfeitas” das bolsas francesas e italianas, para entender um pouco a prática desse comércio clandestino. E apesar de contar com empresas de investigação especializadas em pirataria, nos EUA a penalidade para essa prática é somente a apreensão dos objetos, o que não inibe muito a venda ilegal.

Já na França a dinâmica é diferente. O país tem a legislação mais rigorosa do mundo contra a pirataria. Até o consumidor pode ser penalizado, não apenas os que fabricam ou vendem os produtos. Qualquer pessoa flagrada comprando ou apenas usando um artigo falsificado em território francês, está cometendo um crime. A pena pode ser de até três anos de prisão, além do pagamento de uma multa que pode chegar ao equivalente a R$ 900 mil. E isso vale para os turistas também.

Tamanha rigidez deve-se ao fato de que a pirataria está intimamente ligada ao crime organizado. Os franceses tem a consciência de que esses produtos são fabricados à custa do trabalho infantil, e também, na Europa, do trabalho de imigrantes clandestinos, que vendem os produtos e que são explorados pela máfia da falsificação.

[gm album=261]

E aí vem a pergunta: E quem não tem condições de comprar somente produtos originais? Uma bolsa, por exemplo? O que fazer? Desde que ganho honestamente, cada pessoa usa seu dinheiro como bem entende. A forma como cada um consome é uma questão de prioridades, desejos e consciência.

Não sou a favor do endividamento só para adquirir uma peça original, comprometendo muitas vezes a saúde financeira e harmonia de uma família inteira. Do que adianta desfilar com uma bolsa linda e chique e a conta corrente ou cartão de crédito estourados?

E será que vale mesmo a pena comprar uma bag que você mesmo sabe que é falsa, mesmo que para os outros pareça verdadeira?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE


Talvez a melhor saída seja investir em uma bolsa de marcas mais acessíveis, bonita, de qualidade e que faça seu estilo ou esperar um pouco mais e guardar o dinheiro para comprar uma que deseje muito na loja original com direito a caixas lindas embaladas pra presente.

Curiosidade: Modelos como Neverfull da Louis Vuitton, Classic Flap da Chanel ou mesmo Kelly da Hermès, nunca entram em liquidação ou são vendidas em ponta de estoque, por mais chique que esta ponta de estoque pareça. Pelo contrário, ficam mais caras a cada ano que passa. Essas marcas não vendem bolsas “de segunda linha” com “pequenos defeitos. Mas podem sim ser encontradas usadas em brechós físicos ou virtuais, inclusive aqui no Brasil. Só tomem cuidado para não comprarem gato por lebre.

Reflexão: Seja você mesma!

 


Por:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE


Danielle Adjuto é bacharel em Comunicação Social – IESB, certificada em Jornalismo de Moda pelo EnModa/SP e pós graduada em Fashion Designer -IESB/IED, com módulo em Milão. Possui formação em Coaching pelo IBC. Atua e se destaca no cenário de Brasília como jornalista e inicia sua promissora carreira como coach de imagem.

2 Comentários

Clique aqui para adicionar um comentário

BDF na Rede

         

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Dezembro, 2017

Filtrar eventos

16dez(dez 16)22:0017(dez 17)22:00Festa das Patroas Brasília com Maiara & Maraisa e Marilia Mendonça

X

Send this to a friend