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Jabuti, lento e preguiçoso em relação a evolução

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Após diminuir o número de premiações de 29 para 18, de juntar as categorias de infantil e juvenil em uma só e uma declaração homofóbica nas redes sociais, Luiz Armando Bagolin, curador do Prêmio Jabuti, põe em cheque mais uma vez o galardão que nos últimos anos acumula críticas.

Na última segunda (11), Volnei Canônica, importante ilustrador publicou uma coluna no portal Publishnews sobre a desvalorização da literatura para crianças e jovens nos 60 anos do Jabuti, onde recebeu uma reposta homofóbica do curador da premiação nas redes sociais.

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Para ilustradores e autores dos públicos infantis e juvenis, o novo regulamento deixa de reconhecer a ilustração como linguagem independente da palavra e desvaloriza os livros voltados a crianças e adolescentes, que não poderiam ser comparados entre si.

“São diferentes livros para diferentes públicos”, afirma Canônica.

Para provar que ilustração é mais que algo técnico, mas um discurso em si, Canônica e o companheiro, o escritor e ilustrador Roger Mello, vencedor do Hans Christian Andersen, o maior prêmio mundial de literatura infantil, em 2014, têm publicado imagens de obras clássicas em que a ilustração tem papel importante, como o Livro dos Mortos egípcio. Foi em uma dessas postagens que se deu a controversa mensagem de Bagolin.

“É curioso constatar que o Livro dos Mortos (Egito – 1.040 a.C. – 945 a.C.), um dos primeiros livros de que se tem registro na história da humanidade, fartamente ilustrado, com protagonismo equivalente das ilustrações em relação à palavra, nos faz perceber que desconsiderar a importância da imagem como elemento artístico-narrativo é, não só um desconhecimento da história do livro, como um preconceito de nossos dias”, escreveu Canônica.

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Diante de tudo o que vem acontecendo podemos apenas constatar que, se o Prêmio Jabuti continuar com a mesma curadoria, e, acumulando críticas dos mais diversos seguimentos de profissionais da cadeia de produção do livro, ele se apequenará e perderá o status de grande prêmio que já foi um dia.

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Canto Escuro: Uma história para além das investigações

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Corrupção e prostituição em Brasília são temas em novo romance policial do escritor Daniel Barros

No dia 14 de maio, em Brasília, o escritor Daniel Barros lança seu mais recente livro: o romance Canto Escuro.

Desde Mar de Pedras, seu romance anterior publicado há quatro anos, o autor vinha se dedicando a essa nova trama. “Disse para mim mesmo”, comentou o escritor em recente entrevista, “que se este não fosse meu melhor livro, eu não o publicaria”.

 Diferente dos livros anteriores, Barros admite que este romance tem um enredo mais denso, menos agradável ao leitor que busca apenas o entretenimento na experiência da leitura. Nas palavras do autor, não se trata de um livro “difícil de ler”, mas de uma narrativa que provoca inquietações e, é bom que se diga, reflexões meio amargas.  

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 “É a visão de um homem que vê o mundo à sua volta se esboroar aos poucos, ao se deparar em sua repartição com um suposto esquema de corrupção”, adianta Barros. “O personagem se sente impotente diante dos fatos e descrente com o rumo dos acontecimentos. Paralelo a esse processo, ele vê seu casamento ruir e sua vida ir perdendo o sentido”.

O autor também se orgulha de ter se empenhado e não medido esforços para lapidar o livro ao longo dos quarenta e oito meses que abrangeram sua gênese e produção. “Não me poupei. Busquei cortar cada excesso, cada gordura, cada desejo de panfletar, evitando assim deixar o autor transparecer mais do que os personagens”, conclui.

Referências

Na orelha do livro, a autora Cristiane Krumeauer destaca: “Quem conhece a ficção policial de Daniel Barros, sabe que ele tem tanta fluidez no discurso que acaba indo além das investigações do crime. A descrição detalhada da cena inclui desde o toque na textura lisa da parede à cortina que balança com suavidade ao vento, ou até o palpitar aflito do coração da personagem, prestes a ser flagrada. O romance, dividido em partes, não é linear, o que deixa a leitura mais instigante. O leitor vê, com olhos curiosos e atentos, que essas partes se complementam, oferecendo respostas às lacunas propositalmente jogadas ao ar. Integridade e corrupção; ficção e realidade, dualidades que fazem parte do nosso dia-a-dia e que estão presentes neste estupendo romance. Uma realidade nem sempre sedutora, mas que prende o leitor do começo ao fim, retratada com maestria”. 

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Amanda Pessoa é outra autora que evidencia as qualidades deste romance. No texto de quarta capa, ela diz: Em Canto Escuro, a história de Paulo Henrique é contada de maneira tão pungente, que a identificação do leitor com ele é inevitável, para o bem e para o mal. Suas falhas, suas vontades, seus desejos, são todos retratados de forma exageradamente humana e o leitor se sente convidado para acompanhar todas as situações pelas quais ele passa, ainda que não aprove os meios que ele usa para alcançar alguns fins. O enredo de Canto Escuro é construído de forma a impactar quem lê, algo que acontece com maestria – a vontade de ser mais específica é grande, mas seria um pecado tirar de você, colega leitor, a chance de descobrir facetas humanas presentes na nesta obra e que são vistas em tantas pessoas, mas na maioria das vezes negadas”. 

Segue abaixo um trecho do romance

– Boa noite, doutor Paulo Henrique. Vai fazer serão?

– Pois é, ia levar trabalho para casa, mas resolvi terminar aqui mesmo. […] Eu te aviso quando estiver de saída.

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– Não precisa. Daqui vejo a luz da sua sala. Quando o senhor apagar, saberei que tá saindo. Bom trabalho, senhor.

E dessa forma o vigilante acabou alertando Paulo Henrique, que não se lembraria de acender a luz de seu escritório antes de ir para a sala da diretora. Correu para sua sala, acendeu a luz e demonstrando normalidade apareceu na janela, de onde pôde ver e acenar para o vigilante lá embaixo. Mais rápido ainda chegou à direção, por hábito, quase acendeu a luz, mas se conteve. Por sorte, Miriam era uma secretária atenciosa e havia fechado as cortinas do escritório, o que facilitaria o uso da lanterna sem despertar suspeita com os clarões. Abriu a bolsa com os apetrechos e começou a montar o equipamento. Suas mãos suavam e de imediato se arrependeu de não ter tomado uns tragos antes para se acalmar. [….] Ainda tomou cuidado para que o facho da lanterna não fosse em direção às janelas. Não podia demorar muito, pois o vigilante poderia mudar de ideia e resolver realizar a ronda com ele ainda no prédio. Terminado o trabalho, verificou se tudo estava em ordem. Trancou o escritório e desceu para apagar a luz da sua sala. Já no elevador lembrou: “Puta-merda! Esqueci a pasta!”. Imediatamente começou a apertar os botões do elevador para ele parar em algum andar antes do térreo. Finalmente, parou; ele saltou e correu pelas escadas. No andar térreo, o vigilante, ao ver que o elevador descia, dirigiu-se para a porta para recepcionar Paulo Henrique. Para a sua surpresa, o elevador estava vazio.

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Sobre o autor

Daniel Barros nasceu a 4 de outubro de 1968, na cidade de Maceió, estado de Alagoas, filho de um oficial da Polícia Militar de Alagoas, Ivan Marinho de Barros, e da professora Maria Tereza Costa de Barros. É engenheiro agrônomo formado pela Universidade Federal de Alagoas (1992). Em Brasília, onde reside desde 1998, pós-graduou-se em Segurança Pública, área em que atua profissionalmente há vários anos.

Foi colaborador, como fotógrafo, de O jornal e Gazeta de Alagoas.

É autor dos romances O sorriso da cachorra (2011) e Mar de pedra (2015), ambos pela editora Thesaurus. Participou das coletâneas Contos Eróticos, Enquanto a noite durar  (contos sobrenaturais) e Os bastidores do crime (contos policiais, livro do qual foi organizador). Integra as antologias poéticas Sombras & desejos, Toda forma de amor e  Confissões.

É membro do sindicato dos escritores DF.


Serviço:
Canto escuro, romance (244 p., 42 reais). Daniel Barros – Editora Penalux.
Disponível em:
www.editorapenalux.com.br/loja/canto-escuro 
Lançamento: Dia 14 de maio, às 19h, no restaurante Fausto & Manoel Sudoeste, em Brasília/DF.

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Brasiliense lança livro de poesia inspirado na mitologia da Fênix

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Rogério Bernardes lança, no dia 27 de abril, em Brasília, o livro de poesias “Cinzas de fazer Fênix”, último livro da Trilogia Alada

O poeta Rogério Bernades apresenta aos leitores toda sua sensibilidade e inspiração no seu livro de poesia intitulado “Cinzas de fazer Fênix”, fechando a trilogia que ele apelidou de “A Trilogia Alada”. O livro será lançado no Empório Buongustaio, café de Águas Claras, no dia 25 de abril (sábado), a partir das 15h, com entrada gratuita e aberto à comunidade.  

O autor de 43 anos, nasceu em São Gonçalo/RJ e é caçula de dois filhos, tendo crescido em uma família humilde. Mudou-se para a capital do Rio aos 17 e aos 33 anos conseguiu uma vaga no funcionalismo público do DF, morando em Brasília desde 2009, cidade que o acolheu e que hoje ele ama como se fosse um brasiliense nato.

Foi justamente na cidade que Rogério abandonou o péssimo hábito de jogar no lixo os poemas que escrevia, por acreditar que não eram bons. Apaixonado por livros desde criança, descobriu a poesia de grandes nomes como Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Fernando Pessoa, Mario Quintana, logo se identificou pelo gênero, tendo Cora Coralina como sua maior inspiração.

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O autor conta que escreve poesia “como quem precisa renascer todos os dias por meio de palavras”. E foi justamente isso que o motivou, mesmo que com receio de expor seus trabalhos, a publicar a obra “Olhar de Andorinha (editora Scortecci). Três anos depois, o autor lançou a obra “Cantigas de ninar dragões” (editora Penalux), dando continuidade à expressão poética do primeiro, com textos sobre o próprio ato de fazer poesia e também inquietações sobre o mundo, a sociedade e o amor em seus diversos sentidos. Agora em 2019 o autor volta a cena literária com a obra “Cinzas de fazer Fênix”.

A Trilogia Alada

Após se mudar para Brasília, Rogério iniciou um lento e criterioso processo de compilação de poemas escritos por ele que culminou em 2014 no seu primeiro livro “Olhar de andorinha”. “Por ser o meu primeiro ‘filho’, guardo por ele um amor paternal e, por isso mesmo, não deixo de notar, hoje, que por ter sido o primeiro, ele guarda uma aura de ingenuidade que pode ser, ao mesmo tempo, sua fraqueza como publicação poética ou sua força”, conta o autor. Ele comenta que continuou a escrever os esboços do segundo livro e viu que os textos se comunicavam com os anteriores publicados, como uma espécie de evolução de amadurecimento não só de sua escrita, mas também de enxergar o mundo.

O segundo livro, “Cantigas de ninar dragões”, é, segundo o autor, um compilado de poemas que eram, em maior ou menor grau, partes de uma grande ode à vida, ao amor, à resistência em tempos difíceis, à empatia. “Todos os poemas ainda não publicados eram ‘cantigas’ para domar, adormecer, ninar os problemas meus e os do mundo”, conta o autor. O poema que dá título ao livro é colocado ao final da publicação, como uma espécie de resumo dessas ‘cantigas’.

E agora em 2019 o autor apresenta o final desse ciclo, que na verdade, é um recomeço. Tal como a figura mitológica da Fênix. A “trilogia alada” é assim chamada por apresentar três figuras aladas: A andorinha, o dragão e a Fênix.

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Porém, o autor não quer parar por aí. Existem outros poemas que farão parte de livros futuros. Rogério diz que manterá as ideias de liberdade, respeito, autoconhecimento e empatia, assim como as discussões sobre as mazelas e rachaduras do mundo em que vivemos. “Após a andorinha, o dragão e a Fênix, outras figuras aladas podem surgir, porque a diversidade poética da liberdade por meio de asas inventadas não se esgota”.

Sobre a obra

‘Cinzas de fazer Fênix’ fecha a chamada ‘trilogia alada’ de Rogério Bernardes, dentro da qual também se encontram os livros ‘Olhar de andorinha’ e ‘Cantigas de ninar dragões’. Entretanto, sabiamente, a Fênix aqui aparece, neste último ato, não para apresentar um final, mas um recomeço. Combinando a liberdade de uma andorinha e a brasa de um dragão, a Fênix também se consagra com o elemento surpresa: a nova vida, o renascimento, a volta das cinzas. Assim é o livro do sensível Rogério Bernardes: um aprendizado sobre os ciclos da vida e a necessidade da presença do fogo, da cinza, do voo e, sobretudo, do renascer em nossas jornadas. Esta edição conta com belíssimas e vivas ilustrações de Lu Valença, assim como prefácio do produtor cultural Paulo Souza e texto de orelha da atriz Tarcila Tanhã.

Sobre o autor

Carioca, mas brasiliense de coração, Rogério Bernardes é caçula de dois filhos. Mora na capital desde 2009 e descobriu-se poeta na cidade que o acolheu. Sua primeira obra, “Olhar de andorinha”, foi publicada em 2014 pela editora Scortecci. Três anos depois o autor volta com a obra “Cantigas de ninar dragões”, pela Penalux. O livro recebeu diversas críticas positivas de leitores e críticos por tratar as inquietações sobre o mundo, a sociedade e o amor em seus diversos sentidos. Em 2019 o autor lança a obra “Cinzas de fazer Fênix”, novamente pela Penalux, encerrando o que o autor chama de “Trilogia Alada”.

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Serviço
Lançamento: Cinzas de fazer Fênix
Local: Empório Buongustaio (Águas Claras)
Data: 27 de abril (sábado)
Horário: a partir das 15h
Entrada gratuita.
Dados da obra
Título: Cinzas de fazer Fênix
Autor: Rogério Bernades
Editora: Penalux.
Páginas: 110
Ano: 2019
Preço de capa: R$ 40,00

 

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Chamamento Público | SindEscritores

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Sindicato dos Escritores do Distrito Federal prorroga para o dia 09/03/19, chamamento público para registro de obras as serem indicadas para a Universidade de Brasília.

Em uma parceria inédita, o SindEscritores irá fazer uma apanhado ,através de um chamamento público, de obras de escritores do DF para compor uma lista de indicações a UnB para comporem acervo a ser utilizado na composição das provas do vestibular e PAS. Dessa forma o sindicato fortalece laços entre a universidade, profissionais da escrita e a comunidade.

As obras que passarem pelo filtro serão indicadas a UnB, onde a universidade goza de todos os direitos de utiliza-las ou não. Confira como enviar seu livro para apreciação:

CHAMAMENTO PÚBLICO

Considerando que Chamamento Público é um procedimento administrativo destinado a selecionar pessoa física ou jurídica para fins de cadastramento ou prestação de informações no interesse de quem chama e de quem é chamado;

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Considerando que o presente Chamamento Público objetiva o RECADASTRAMENTO de todos os filiados e CADASTRAMENTO de novos escritores ao SINDESCRITORES-DF, NO PRAZO IMPRORROGÁVEL DE 10 (dez) dias corridos, a fim de que o Sindicato dos Escritores do Distrito Federal possa instruir processo administrativo perante a UnB – Universidade de Brasília, em que serão indicadas obras já publicadas e que contenham ISBN – International Standard Book Number;

Considerando que somente serão indicadas à UnB – Universidade de Brasília, obras de escritores filiados ao SINDESCRITORES-DF (terão um olhar preferencial) e/ou escritores radicados no DF ou ainda cuja produção tenha relação direta com o Distrito Federal, conforme dados da reunião entre o SINDESCRITORES e UnB, devidamente divulgada e disponibilizada no sítio do Sindicato, cujos termos encontram-se disponíveis em:  https://sindescritores.com/2019/01/24/reuniao-na-unb-sobre-a-entrada-de-textos-de-escritores-brasilienses-no-pas-e-vestibular/;

1 – Qualificação e outros dados do autor:
– Nome do autor:
– Foto do autor:
– Biografia do autor (5-7 linhas):
– Telefone de contato:
– E-mail para contato:

2 – Qualificação da obra/livro (Fornecer os dados que seguem, para cada obra que indicar):
– Foto da obra:
– Ficha técnica:
– Resumo (máx 5 linhas):
– Faixa etária indicada:
– Indicação da Série escolar/EJA-Educação de Jovens e Adultos, apropriada à obra:
– Indicação do conteúdo pedagógico que poderá ser trabalhado com a obra em escolas ou em provas:
– Indicar se a obra é ambientada se passa em Brasília, se possui alguma referência expressa ou tácita à cidade:

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3 – As obras indicadas deverão ser entregues na sede do SINDESCRITORES-DF, sito à SCN Quadra 02 Bloco D Loja 310, 1º Pavimento Shopping Liberty Mall (Cyber Office na Praça da Alimentação) – Asa Norte, CEP: 70712-904 – Brasília – DF

4 – a Presidência do SINDESCRITORES-DF isolada ou juntamente com suas Diretorias, objetivando preservar sua credibilidade e a qualidade da literatura a dser indicada, comporá Comissão ou Grupo de Trabalho para selecionar as obras que serão indicadas à UnB, de acordo com os  03 (três) critérios que segue:
4.1 – A qualidade do conteúdo da obra em cotejo com os dados fornecidos por seu autor:
4.2 A qualidade de correição da língua portuguesa;
4.3 –  A estética da apresentação da obra (não serão aceitos livros com qualquer espécie de avaria, sujeira).

As obras selecionadas semestral ou anualmente para serem indicadas à UnB, serão divulgadas no site do SINDESCRITORES-DF. 

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MARCOS LINHARES
PRESIDENTE

GRUPO DE TRABALHO RESPONSÁVEL:
Verônica Vincenza – Diretora de Literatura Infantil
Augusto Niemar – Diretor de Literatura Afro-Brasileira
Paulo Souza – Diretor Financeiro
Judivan J. Vieira – Diretor Jurídico

Fonte: Sindicato dos Escritores do DF

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6ª Mostra de Literatura na Estrutural

Brasília de Fato

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6ª Mostra de Literatura na Estrutural

Evento cultural invade o público do antigo lixão

No dia 24 de fevereiro, a Cidade Estrutural receberá a 6ª Mostra de Literatura com o objetivo de formar novos leitores e desenvolver nas crianças e adolescentes o gosto pelos livros. A Mostra é totalmente gratuita e conta com a participação de escritores como Karla Calasans, Andrey do Amaral, Antônio Leitão, Alex Bonifácio, entre outros. Com o apoio da Secretária de Cultura do Distrito Federal, a 6ª Mostra quer atingir cidades cujo acesso à cultura é nulo ou quase nenhum.

Sem contar com a importância de difundir a literatura brasiliense na comunidade com escritores premiados, a 6ª Mostra de Literatura tem o propósito de difundir a literatura local entre leitores locais. Com escritores de expressão, desenvolver a Mostra de Literatura com um ciclo de debates com temas envolvendo a literatura e os Direitos Humanos, próximo ao antigo lixão da Estrutural. A intenção é também constituir novos leitores, desenvolvendo o gosto pela leitura, formando plateia em ações intergeracionais, desenvolvendo arranjos criativos por meio de ciclo de bate-papos literários e promovendo acessibilidade e inclusão cultural.

A 6ª Mostra de Literatura ainda tem o apoio das editoras Nova Alexandria, Volta & Meia, Belas-Letras, Ciência Moderna, Pergunta Fixar e Ibrasa e da Associação São Francisco. A curadoria fica por conta do professor de literatura Andrey do Amaral, que também é arte-educador do projeto.

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Local: Quadra 12 Conjunto D lote 45, Cidade Estrutural

Dia:24/02/2019
Horário: a partir de 9h

Evento grátis e acessível com audiodescrição

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Vanessa Teodoro Trajano lança seu novo livro, Ela não é mulher para casar

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A partir de personagens empoderadas ou que beiram à loucura, os 24 contos permeiam o universo do erotismo e da psiquê humana, uma vez que tendem a investigar os desejos mais íntimos das mesmas.

Ela não é mulher pra casar é o quarto livro da Vanessa Teodoro Trajano e trata sobre mulheres que fogem, de forma consciente ou não, dessa antiga e persistente segregação de que algumas são pra casar e outras nem tanto. 

Vanessa Teodoro Trajano é natural de Teresina-Piauí e atualmente reside em em Brasília-DF. Além de escritora, é professora de língua portuguesa com mestrado em Estudos Literários pela Universidade Federal do Piauí. Participou do projeto Arte da Palavra promovido pelo SESC em 2017, em que viajou por diversas cidades do Brasil como palestrante e oficineira, e do 25ª Encuentro Internacional de Mujeres Poetas na Colômbia em 2018. Possui ao total 10 publicações, entre antologias e obras individuais, as quais se destacam: Mulheres Incomuns (2012, contos), Poemas Proibidos (2014) e Doralice (2015, romance). Ela não é mulher pra casar (2019) é o seu quarto livro.

Trecho do Livro

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“(…) Ela não é bem a mulher pra casar e ser a mãe dos meus filhos, mas, de certa forma, eu a amo. Longe de mim, é claro. Pois ela bebe além da conta, é muito autodestrutiva e prega uma liberdade que, na verdade, é mero pretexto pra cair sem culpa na putaria. Às vezes, ela é impulsiva, enfadada, in-tra-gá-vel. Noutras vezes, ela é doce, leve, carinhosa; nem parece ser a mesma pessoa.
Eu penso que ela é um abismo: tem que ter coragem pra se jogar. Fico pensando seriamente se eu tenho. Mas ela é linda, linda como só ela consegue ser. E ela mente pra mim às vezes. Diz que é só minha, como pode? E todos aqueles homens que escreve em seus livros? Ela chora. Diz que eu não acredito porque, certamente, eu é quem faço isso e desaparece. Eu fico, confuso, endoidecido, mas… Teimo em não dar o braço a torcer. Então ela volta toda calorosa, fingindo não ter acontecido nada. Quando toco no assunto novamente, ela já muda de expressão como se os olhos consentissem.Ela permanece em silêncio, mas ainda bem que o corpo fala. E, desse dia em diante, eu entendi tudo. Eu fui usado. Ela queria me pôr na sua coleção de amantes”.


Serviço
Lançamento livro: Ela não é mulher para casar
Local: Martinica Café – SCLN 303, Bloco A, Loja 04, Brasília-DF
Dia: 15 de fevereiro de 2019
Hora: 19 horas

 

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Isabella de Andrade lança novo livro, primeiro romance, em São Paulo e Brasília

Brasília de Fato

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Isabella de Andrade lança novo livro, primeiro romance, em São Paulo e Brasília

A obra Pelos olhos de ver o Mar tem orelha escrita pelo poeta Nicolas Behr e será lançada na capital no dia 23 de fevereiro, no Ernesto Cafés Especiais, com o evento Feito por Elas – Mulheres na Literatura

O romance de estreia de Isabella de Andrade, Pelos olhos de ver o Mar, chega às mãos do leitor acompanhado por grandes nomes da literatura brasiliense. A obra, com orelha escrita por Nicolas Behr, apresentação de Paulliny Gualberto Tort e posfácio de Cristiane Sobral, cria relações com o primeiro livro da autora, Veracidade, lançado em 2015, também pela Editora Patuá. O romance será lançado em São Paulo (16/02), no bar e livraria Patuscada, palco da festa literária que comemora 8 anos de existência da premiada Patuá. Na semana seguinte, dia 23/02, é a vez de Brasília. O lançamento se destaca como ponto principal do evento Feito por Elas – Mulheres na Literatura, criado em parceria entre o projeto oCiclorama e Ernesto Cafés Especiais, com programação de 15h às 20h.

Na orelha do livro, o poeta Nicolas Behr dá o tom da narrativa e destaca: “Mar-palavra que transborda, por não caber em si, por não se contentar com o real. Mergulhe fundo neste livro, pois o mar da poeta é o seu e o nosso inconsciente, onde navegamos entre cadernos de memórias, personagens, lembranças e diários escritos numa linguagem que flui, como um rio subterrâneo dentro do próprio mar”.

No sábado (23/02), além do lançamento, o espaço será palco de uma feira literária com escritoras de Brasília, duas rodas de conversa e um encontro em formato de clube literário. O lançamento do romance Pelos olhos de ver o Mar e a feira literária acontecem durante todo o dia, de 15h às 20h e, entre as expositoras, estão: Isabella de Andrade, Coletivo Maria Cobogó, Patrícia Baikal, Clara Arreguy, Rosângela Vieira Rocha, Cristiane Sobral e Adriana Caitano.

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Isabella de Andrade é a autora do romance Pelos olhos de ver o Mar. Foto: Divulgação

Isabella de Andrade é a autora do romance Pelos olhos de ver o Mar. Foto: Divulgação

A primeira roda de conversa, às 16h, será sobre o tema: “Falar de amor em tempos de divisão”, com mediação de Adriana Caitano e Isabella de Andrade. A seguir, a partir de 17h, uma edição inédita do primeiro Clube do livro do Mulherio das Letras, com debate do livro Por cima do Mar, de Deborah Dornellas. Para encerrar as atividades do dia, uma roda de conversa sobre as Possibilidades do Mercado Editorial, com mediação de Clara Arreguy.

Sobre o livro

A história transita por três gerações de mulheres que se conectam entre a vida compartilhada na pequena cidade litorânea de Miraflores. O teatro da cidade é um personagem à parte e ganha destaque no desenrolar da trama, ganhando outro significado e indo além da função de cenário. Amores antigos, descobertas, vontade de mudança, liberdade e transformação. Temas presentes no cotidiano ganham ainda mais importância em um contexto de reconhecimento interno das personagens.

Em sua apresentação, a escritora Paulliny Gualberto Tor destaca: “Isabella de Andrade mergulha no lirismo que lhe é próprio e explora as possibilidades dos sentidos. Navegando entre a prosa e a poesia, inunda o texto com formas, cores e texturas. É possível sentir o cheiro das mangas e das goiabas na praça, o gosto do sal e a ternura da maresia, de modo que Miraflores também nos pertence – e nos aprisiona”.


Serviço
Lançamento Pelos olhos de ver o Mar
Em São Paulo: dia 16/02, no bar e livraria Patuscada, a partir das 16h
Em Brasília: dia 23/02, no Ernesto Cafés Especiais (115 sul), a partir das 15h

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Evento Feito por elas – Mulheres na Literatura
Local: Ernesto Cafés Especiais (SQS qd. 115 Bloco C 14 – Asa Sul)
Data: 23/02
Horário: a partir das 15h
Entrada: Gratuita
Classificação indicativa: Livre

Saiba mais: www.ociclorama.com
Redes sociais: @isabella_deandrade e @ociclorama
Vendas: Em mãos (com a autora), ou pelo site: http://editorapatua.com.br

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Brasília sendo representada no Prêmio São Paulo de Literatura

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Ontem (06/09) foram anunciados os finalistas do Prêmio São Paulo de Literatura e, para minha grande alegria, temos dois ótimos escritores aqui do nosso quadradinho. A grande Cinthia Kriemler e o autor revelado pelo Prêmio Sesc de 2017 José Almeida Júnior.

Eu preciso antes de tudo bradar: Toma essa Brasília linda sendo representada!

A coluna de hoje é simplesmente a melhor forma que eu tenho de homenagear esses dois queridos que são daqui da minha terra, os dois com valores literários únicos e necessários nesses tempos de instabilidade latente.

Cinthia Kriemler com sua literatura dura, seca, de dar voz ao invisível, é na minha humilde opinião uma das maiores autoras brasileiras contemporâneas. Ela consegue mostrar o lado que não queremos ver da sociedade e das pessoas, mas que precisam ser discutidos, seu romance finalista é prova disso. Não por menos segue lado a lado com outra escritora que admiro muito, Ana Paula Maia.

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José Almeida Júnior, que vem trazendo ao debate, de forma mais contundente e técnica, o papel do romance histórico como mecanismo de reaproximação com a nossa história. Papel importantíssimo este que o escritor se colocou tendo em vista a tragédia que ocorreu no Museu Nacional, precisamos reverenciar nossa história e José Almeida Júnior vem para reforçar que este é um dos papeis da nossa literatura.

Dois nomes de peso como finalistas, dois nomes daqui de Brasília, me sinto tão feliz que é quase como se eu tivesse visto meu nome na lista, a Cinthia é uma grande amiga minha, que já disse a ela que me sinto honrado em viver no mesmo momento que ela. José Almeida Júnior é um grande cara que venho me aproximando mais por conta da literatura, um escritor que está com o seu destino já guardado na nossa literatura.

Não menos importante, preciso também parabenizar o Tiago Feijó, no momento estou lendo seu livro e posso dizer, estou prestes a chegar na metade da história e só pelo que li já é digno de estar como finalista deste concurso.

Para finalizar um breve recado, a literatura nacional está sendo salva pelas editoras independentes.

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Lista dos finalistas:
Na categoria Melhor Livro do Ano

Ana Paula Maia, com Assim na terra como embaixo da terra (Record);
Carol Bensimon, com O clube dos jardineiros de fumaça(Companhia das Letras);
Evandro Affonso Ferreira, com Nunca houve tanto fim como agora (Record);
Heloisa Seixas, com Agora e na hora (Companhia das Letras);
Joca Reiners Terron, com Noite dentro da noite (Companhia das Letras);
Leonardo Brasiliense, com Roupas sujas (Companhia das Letras);
Marcelo Mirisola, com Como se me fumasse (Editora 34);
Márcia Barbieri, com O enterro do lobo branco (Patuá);
Micheliny Verunschk, com O peso do coração de um homem (Patuá) e
Milton Hatoum, com A noite da espera (Companhia das Letras).

Os finalistas na categoria Melhor Livro do Ano de 2017 – Autores Estreantes com mais de 40 anos

Carlos Eduardo Pereira, com Enquanto os dentes (Todavia);
Cinthia Kriemler, com Todos os abismos convidam para um mergulho (Patuá);
Cristiano Baldi, com Correr com rinocerontes (Não Editora);
Cristina Judar, com Oito do sete (Reformatório);
Jose Roberto Walker, com Neve na manhã de São Paulo (Companhia das Letras) e
Leonor Cione, com O estigma de L. (Quelônio).

Os finalistas da categoria Melhor Livro do Ano de 2017 – Autores Estreantes com até 40

Aline Bei, com O peso do pássaro morto (Nós);
José Almeida Júnior, com Última hora (Record);
Mauro Paz, com Entre lembrar e esquecer (Patuá) e
Tiago Feijó, com Diário da casa arruinada (Penalux).

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Paulo Souza

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O que é a imortalidade?

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Conceição Evaristo não precisa de aval de ninguém, ela já é imortal para a literatura brasileira.

Hoje a Acadêmia Brasileira de Letras (ABL) anunciou o nome da pessoa que ocupou o lugar que poderia representar a renovação da instituição fundada por um negro em 1897, caso a escolhida fosse Conceição Evaristo.

Sem muito delongar, todos os meios de comunicação já disseram quem é o escolhido e quantos votos ele recebeu. Não vou entrar neste mérito, irei entrar no mérito do que é ser um imortal para a nossa mais importante academia de letras.

Primeiro, você deve manifestar o seu interesse em se tornar um imortal através de um telegrama, frequentar as atividades da acadêmia e se mostrar presente em um circulo de autores, e assim quem fizer a campanha politica mais bem feita, que conseguir conquistar os votos sera eleito o mais novo imortal. Ao que aparenta, ser lido é apenas um detalhe como ter um verdadeiro valor literário.

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Vamos então algumas ponderações que fiz hoje, você escritor e escritora, e vocês leitores também, respondam a estas perguntas:

Qual a importância de se ser um imortal na literatura?

Os imortais atuais cumprem o papel que você pensou na pergunta anterior?

Você sabe quem são os imortais atuais?

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Você lê os imortais?

O que faz a ABL hoje para melhorar o cenário literário brasileiro, que você saiba?

Estranho que a medida que vamos respondendo as perguntas vemos que a ABL hoje se resume em um simples castelo de areia, importante para quem tenta manter a estrutura em pé, mas nada de mais para quem passa pelo lado.

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A chance que a instituição tinha para reconhecer seu distanciamento para com a realidade literária brasileira, abrir uma porta de diálogo com os novos tempos foi totalmente por água a baixo. Dos jovens escritores e uma boa parcela dos autores contemporâneos que já estão na estrada há um bom tempo, o que se vê e ouve são narizes torcidos e falas de quem não tem pretensão em ser um imortal pela ABL, a maioria está preocupada em ser lida.

E ler, coisa essa que a ABL parece não se preocupar nestes momentos, é mais importante para eles o envio do telegrama e a presença de eventos já sem prestígio, do que agregar autores com leitores e verdadeiro valor literário.

Entre ser imortal e ser lido, eu prefiro ser um mortal lido.

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Todo o meu apoio a verdadeira imortal de nossos tempos, Conceição Evaristo Imortal!

Paulo Souza

 

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Literarte

Bienal do Livro começa hoje em Brasília

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Com grandes nomes da literatura contemporânea, a 4º Bienal Brasil do Livro e da Leitura, em Brasília, pretende romper bolhas ideológicas virtuais e reais com a proposta de aproximar grupos com afinidades distintas. O evento começa hoje (18) e vai até o dia 26.

“Hoje, pela polarização política, fragmentação das famílias, incertezas do mercado de trabalho, as pessoas acabam se fechando em bolhas e acabam entendendo os outros por meio de estereótipos”, diz um dos curadores da Bienal Sergio Leo. “As pessoas estão muito confusas e temerosas com o futuro. Acabam se reunindo não pela identidade, mas por um inimigo em comum, seja o homossexual, o imigrante, inventam espantalhos e brigam, cobrem de estereótipos e transformam grupos em verdadeiros vilões”.

O evento irá trazer pela primeira vez ao Brasil autores como o premiado nigeriano Chigozie Obioma, autor do romance Os Pescadores. Também pretende propor reflexões sobre o tema Os outros somos nós, que faz um convite “a mergulhar nas experiências alheias para sentir suas dores e desejos”, como descreve a organização.

O curador explica que a intenção foi buscar autores “que fugiam do estereótipo e que fossem capazes de fazer com que os leitores alcançassem uma identificação, que entendessem melhor determinado segmento da população, seja da população negra, feminina, indígena, LGBT [Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais ou Transgêneros]”.

Fazem parte da programação os autores Josélia Aguiar, curadora da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que segundo Sergio Leo, falará sobre o livro ainda não lançado sobre o escritor Jorge Amado; Miriam Alves, que participará da mesa O racismo na cultura; Ana Maria Gonçalves, na mesa Distopias femininas; Daniel Munduruku, que abordará o índio na literatura, entre outros.

Além dos encontros com os autores, haverá um mercado literário. Segundo a diretora geral da Bienal, Suzzy Souza, parte dos expositores da feira de livros estão participando pela primeira vez da Bienal, “trazendo mais diversidade de títulos disponíveis à venda”.

Homenageada

A homenageada deste ano é a professora brasiliense Gina Vieira Ponte, criadora do premiado projeto Mulheres Inspiradoras, que incentiva a leitura de grandes autoras da literatura mundial e brasileira e instiga as crianças e adolescentes a contarem a própria história. A professora fará uma palestra hoje, às 19h.

“Os professores estão na ponta, criam leitores, estimulam o gosto pela leitura. Nem todos têm em casa pais que incentivam a ler. A escola é um espaço fundamental da criação desse gosto pela literatura”, diz Sergio Leo.

Expectativa

A expectativa da organização do evento é receber, ao longo de nove dias, aproximadamente 200 mil pessoas, superando os 180 mil visitantes recebidos em 2016. Neste ano, o orçamento da Bienal é de R$ 2,5 milhões, redução de 30% em relação à última edição, realizada em 2016.

“O Distrito Federal vive um momento muito especial no que se refere à produção literária e cultural de um modo geral, isso também facilitou. Nosso orçamento para esse ano, apesar de menor não significou uma programação menor, ao contrário, cresceu”, diz Suzzy.

Programação

A programação da Bienal conta com mais de 280 atividades: 18 mesas e mais de 40 autores convidados; mais de 25 lançamentos entre Café Bienal e Banca da Conceição, além de sarau e performances literárias, espetáculos teatrais e infantis e infanto-juvenis e exibições diárias de filmes. Dezenas de outros lançamentos acontecem, de forma autônoma, nos estandes das livrarias e editoras, distribuídos em nosso mercado literário.

Há também novidades. Nesta edição, a Bienal estreia o Espaço HQ, com a presença de nomes relevantes das histórias em quadrinhos brasileiras da atualidade; e o Espaço Z, com a participação de autores e youtubers que usam a internet como plataforma de divulgação de suas obras e compartilhamento de ideias e conteúdos.

A programação conta ainda com shows, com destaque para o Palco D’Elas, com cantoras e grupos com protagonismo feminino, além de DJs mulheres; e para o Café Bienal, com choro, jazz e música instrumental.

A 4ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura ocorre até o dia 26, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. A entrada é gratuita mediante cadastro pelo site do evento. O cadastro vai gerar um ingresso individual válido para todos os dias da Bienal, basta sempre levá-lo impresso ou no celular.

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Literarte

Maria Cobogó: escritoras lançam selo editorial para valorizar literatura brasiliense

Brasília de Fato

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Literatura

Sete mulheres que moram no DF criaram coletivo. Nesta quarta, cada uma divulgará um livro com selo do grupo

O concreto de Brasília ganhou luz a partir de uma invenção pernambucana que se transformou na cara do quadradinho: os cobogós. Símbolos da arquitetura candanga, os buraquinhos presentes nas fachadas dos prédios da Asa Sul e da Asa Norte foram parar também no nome de um selo editorial brasiliense comandado por sete escritoras apaixonadas pela capital – o Maria Cobogó.

Insatisfeitas com a falta de espaço da produção brasiliense no ramo literário, Alessandra Roscoe, Ana Maria Lopes, Christiane Nóbrega, Claudine M. D. Duarte, Elisa Maria Mattos, Marcia Zarur e Solange Cianni se uniram para criar o coletivo editorial, que será oficialmente anunciado nesta quarta-feira (8), junto com o site da iniciativa.

Durante o evento, cada uma delas lançará um livro com o selo do grupo (veja ao fim da reportagem detalhes das obras). E, para a ocasião, as escritoras escolheram um local que é patrimônio da cultura boêmia candanga: o Beirute. A partir das 18h, elas apresentarão o trabalho gestado, desde outubro de 2017, para dar visibilidade à literatura do Distrito Federal.

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“O DF conta com escritores maravilhosos, que têm uma qualidade excepcional. Mas o Brasil desconhece isso. Todos os prêmios, o reconhecimento, e as vendas se concentram no eixo Rio–São Paulo”, disse uma das integrantes do coletivo, a jornalista Ana Maria Lopes.

Literatura candanga

As dificuldades enfrentadas no processo de publicação de livros por meio de editoras, a falta de visibilidade da produção brasiliense e o amor por contos, poesias e romances motivaram o coletivo de escritoras a insistir na ideia da criação do selo.

Em outubro de 2007, as sete moradoras do DF se encontraram, em João Pessoa (PB), no evento Mulherio das Letras – grupo literário em nível nacional voltado para a reunião e o auxílio de mulheres ligadas às letras, sejam elas escritoras, editoras, acadêmicas ou mesmo designers.

Desde então, estreitaram os laços, deram as mãos e decidiram, em Brasília, seguir juntas para “arejar as letras, ventilar as palavras e iluminar a amizade”, conforme escreveram no site do Maria Cobogó.

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Detalhe de Cobogó, em prédio na 308 Sul, em Brasília

“Maria Cobogó está surgindo hoje. Pretendemos continuar divulgando e levando essa literatura para todas as feiras e eventos. Queremos mostrar que Brasília tem voz, tem quem escreve e tem literatura de qualidade”, apontou Ana Maria Lopes.

Juntas, as sete mulheres sob o codinome de Maria dizem representar a força de todas as “Marias” do DF.

“São as mulheres, as avós, mães e filhas do nosso quadradinho.”

Com o selo, elas querem divulgar as obras das integrantes e publicar títulos de gêneros variados de outros escritores brasilienses. O coletivo vai contar com um conselho que analisará cada um dos livros publicados.

Livros

Obras publicadas pelo selo Maria Cobogó, à venda nesta quarta (8)

  • A árvore voadora (infantil)
    Alessandra Roscoe
  • Mar remoto (poemas)
    Ana Maria Lopes
  • Branca de leite (infantil)
    Christiane Nóbrega
  • Desencontos (minicontos)
    Claudine M. D. Duarte
  • Meu reverso (poemas)
    Maria Elisa Mattos
  • Amor concreto (crônicas)
    Márcia Zarur
  • Clodoaldo pé descalço (infantil)
    Solange Cianni

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