Metas de Leitura para 2018

Para enriquecer o ano que mal começou, criei uma lista de livros que quero ler, ao passar dos meses irei compartilhar as experiências com vocês. Fiquem a vontade para lerem junto comigo.

Para criar esta lista com doze livros, busquei somente autores daqui de Brasília. Um autor por mês, uma experiência literária brasiliense por mês. Vamos as leituras, no final de cada mês irei trazer minhas impressões.

Janeiro – Cara de crachá (Roberto Klotz)

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Há 35 anos Von Silva, carimba na mesma repartição. Com ele, descobrimos o que há por trás do crachá de um funcionário público.

Fevereiro – Noites de sol (Bruno Brucis)

Estava tremendo, mas absolutamente certa da minha escolha. Coloquei a máquina na altura da minha testa e respirei fundo. Em um único movimento, removi um peso de meus ombros. Dali, não tinha volta – estava meio careca e inteiramente solteira. Tinha que terminar o serviço. Sentia vontade de chorar, mas era choro bom. Me senti mais leve e mais louca do que nunca.

Março – Re+Começar (Jander Gomez)

Roger é um jovem que saiu muito cedo de sua casa por medo de contar a sua mãe que era gay. Desde então, radicado em Brasília, estudou, se formou e casou-se com Renan. Alguns anos depois de casados, Renan sofre mal súbito e morre. Dois anos depois do trágico acontecimento, Roger ainda vive o luto de perder seu único e verdadeiro amor e decide reencontrar suas origens. Em 21 dias Roger entrará em um turbilhão de emoções que o levarão a descobrir sua identidade, seus anseios, e a possibilidade de viver um recomeço. Essa é uma história sobre um jovem que quer superar seus medos e recomeçar e de um garoto que quer amar esse jovem, mas tem medo de começar.

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Abril – Mulher com Brânquias (Patrícia Baikal)

Rita, professora universitária, começa a ter visões de uma realidade paralela, como se estivesse o tempo todo mergulhada num aquário. Em casa, no trabalho ou na rua, ela se vê rodeada por seres aquáticos e especialmente pelo “grande peixe”, uma criatura fantasmagórica que a persegue, mas que ninguém mais enxerga. Como se não bastasse, sua pele é tomada por escamas aos poucos, de forma dolorida e fantástica. Brânquias surgem em seu corpo, e isso pode significar o início ou o fim de uma jornada.

Maio – Mulheres que Mordem (Beatriz Leal)

Buenos Aires. Brasília. Anos 70, anos 80, 2006.

Quatro mulheres, quatro mordidas. Uma neta adotada, uma mãe torturada, uma mãe adotiva e uma avó exaurida pela busca. Quatro pontos de vista entrelaçados em uma narrativa intensa e delicada, que joga luz sobre passagens sombrias da história recente latino-americana.

Junho – Je t’aime, Paris (Teca Mechado)

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Com um pai milionário encrencado com a Justiça e seus bens bloqueados, Ana Helena precisa aprender a viver com poucos recursos e decide se refugiar em Paris. Peraí! Como viver com pouco dinheiro em Paris? Não tem jeito! Arles acaba sendo a alternativa mais modesta. Mas a tranquilidade dessa pacata, porém charmosa, cidade do interior da França logo dá lugar a um turbilhão de acontecimentos envolvendo um novo amor, obras de arte importantes e homens tão ambiciosos que farão de tudo para colocar as mãos no que desejam.

A grande aventura leva Ana Helena de volta a Paris, com perseguições alucinadas, romance, estratégia, muita ação, drama e reviravoltas.

O que você faria para salvar um grande amor e alguns milhões de euros?

Julho – Allegro ma non troppo (Paulliny Gualberto Tort)

“Brasília como cenário principal. A-cidade-que-não-é-mais-maquete pulsa neste primeiro romance de Paulliny Gualberto Tort. Boa leitura.” – Nicolas Behr.

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Agosto – Os filmes em que morremos de amor (André Giusti)

Este livro reúne 30 anos de produção poética do autor André Giusti.

Setembro – Não vou mais lavar os pratos (Cristiane Sobral)

“Sim, eu pedi para escrever este texto porque sou um admirador da Cristiane Sobral e da poesia dela. Como você também será daqui a pouco, tenho certeza.

Todo bom prefácio nada diz. Quem tem que dizer é a poesia da Cristiane. E isso ela faz com todas as letras.

Portanto, este texto inócuo é justamente o contrário da poesia dessa moça talentosa, simpática e, sobretudo, corajosa que é a Cristiane Sobral.

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Vamos aos poemas, então!” – Nicolas Behr.

Outubro – Catarses crônicas (Vânia Gomes)

Com mão firme e olhar agudo, a contista e cronista mineira Vânia Gomes, residente em Brasília e dublê de bióloga e funcionária pública, compartilha com o público pela primeira vez sua visão do mundo, da vida e da política, mesclando seu delicioso sotaque mineiro e a proverbial leveza do gênero a uma profundidade digna dos melhores filósofos e analistas da atualidade. Com apresentação de Noga Sklar.

 

Novembro – A casa da vida (Adriana Kortlandt)

Glorinha ficou órfã muito cedo, sendo abandonada na porta de um convento em Juazeiro do Norte, terra de Padre Cícero. Acolhida por um padre, adotada por um casal, foi amada e rejeitada sob o mesmo teto. Um dia, caminhando entre os pequizeiros, encontrou uma bebê largada, desnutrida e nua em um cesto de capim. Tomada de compaixão e instinto de amor, Glorinha, com apenas 8 anos de idade, porém amadurecida pelos sofrimentos da vida, acolheu e resgatou uma criança pela primeira vez… a partir daí, não parou mais. Em A casa da vida”, a escritora e psicóloga Adriana Kortlandt nos conta, do ponto de vista da personagem, a história real de Maria da Glória Nascimento de Lima, a Glorinha, que transformou suas dores em força para resgatar crianças em situação de risco, fundar uma instituição e mudar o destino de mais 2.500 pessoas”.

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Dezembro – Última hora (José Almeida Júnior)

Última Hora é um romance histórico que nos leva ao Brasil do início da década de 1950, visto por dentro da rotina, tramas e intrigas do jornal Última Hora. Criado pelo presidente Getúlio Vargas em plena turbulência política, a publicação tem como editor-chefe Samuel Wainer, aqui retratado em detalhes. Foi Wainer quem deu nome à famosa coluna A vida como ela é…, de Nelson Rodrigues, também convidado para formar o elenco dos colaboradores.

O jornal enfrenta opositores como Carlos Lacerda, que também se opunha ao governo Vargas, mas este não é o único problema de Marcos, o protagonista. Jornalista torturado na ditadura Vargas, ao ser convidado por Samuel Wainer, Marcos primeiramente se recusa, mas acaba aceitando fazer parte da redação. Tendo que lidar com as exigências da militância e com dificuldades financeiras, o caminho tortuoso deste personagem é o pêndulo ideológico e moral que não o afronta apenas na redação, mas também em seu relacionamento familiar.

Se preparem para um ano repleto de literatura. Se precisarem saber onde adquirir qualquer um dos livros, entre em contato que eu irei ajudar, ou intermediar a compra direto com os autores.

BDF na Rede

         

Sobre o Colunista

Paulo Souza, 28 anos, produtor cultural, editor e escritor. Possui publicado o livro ‘Ponto para ler contos’ (Kindle, 2016) e participou da ‘Antologia Sombria’ (Empíreo, 2017) e vários contos disponíveis no blog Ponto Para Ler. É criador e editor chefe do Ponto Para Ler e seu respectivo canal no YouTube em parceria com a Animars Produções.
Nasceu e vive em Brasília, cidade que ama.

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Maio, 2018

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