A importância da editora independente

Em um país de tamanho continental com um números de leitores não representativo em comparação ao seu tamanho, a atuação das editoras independentes é de suma importância para a manutenção da literatura brasileira.

44% da população brasileira quase não lê, com uma média inferior a cinco livros lidos por ano por pessoa, produzir literatura no Brasil não é das tarefas mais fáceis. Temos um mercado totalmente contaminado pelo modelo de publicação Vanity Press, onde o autor paga pela publicação, e pela oferta em larga escala de literatura estrangeira, o autor nacional fica em segundo plano dentro das grandes redes de livrarias e grandes editoras.

Em um cenário tão espinhoso, o autor nacional consegue através de muito jogo de cintura, se posicionar com as redes sociais e grupos de leituras on line onde pode se auto promover. Veja bem onde quero chegar: valorização da literatura nacional.

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O autor nacional que não é apadrinhado por alguém da grande mídia, ou que não tenha contato, dificilmente conseguirá entrar em uma grande editora nacional por mérito próprio. Por conta disso uma das possibilidades para ter sua história publicada é pela forma independente ou através de uma editora independente.

E aqui cabe ao autor brasileiro conseguir achar uma editora que consiga fazer algo dentro do profissionalismo. Mais uma vez por conta do formato de publicação Vanity Press, temos um mar de editoras que só querem receber pela impressão dos livros e não se preocupam em fazer um bom serviço de revisão, entregando um livro não preparado para os leitores o que acaba contribuindo para o estigma de que literatura nacional não presta.

Porém, ainda há algumas poucas editoras independentes sérias que buscam o engrandecimento da nossa literatura, fazendo um trabalho de garimpo por novos autores e autoras, que tem o cuidado de trabalhar os textos até o ponto em que ele possa ser entregue ao leitor.

Entendam, o melhor dos mundos seria aquele em que as grandes editoras buscam por autores nacionais como as independentes que trabalham seriamente. O melhor dos mundos seria termos editoras independentes com capital suficiente para fazer publicações no formato tradicional. Como nós escritores temos que acabar pagando pela publicação de nossos livros, que paguemos pelo menos para as editoras que fazem um serviço decente.

O que posso deixar de conselho a todos os escritores e escritoras que acompanham a coluna, e a todos aqueles que desejam ter algo publicado é: pesquisem as editoras que forem publicar, perguntem para quem já tem algo publicado e não caia em conto do vigário.

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A coluna de hoje é uma resposta a uma situação que explodiu essa semana, uma editora independente de São Paulo cobrou todos os custos de publicações dos autores que a procuravam, e simplesmente não entregava o livro pronto. Há casos de autores que aguardam seus livros chegarem há mais de nove meses.

O papel da editora independente é o de fomentar o nosso mercado com publicações originais, de escritores e escritoras que não conseguem a oportunidade pelas grandes vias. Diga não as falsas editoras e diga sim as editoras que trabalham de verdade.

Compre mais livros de editoras independentes, leia mais autores e autoras nacionais, nossa literatura precisa da sua ajuda.

Paulo Souza

BDF na Rede

         

Sobre o Colunista

Paulo Souza, 28 anos, produtor cultural, editor e escritor. Possui publicado o livro ‘Ponto para ler contos’ (Kindle, 2016) e participou da ‘Antologia Sombria’ (Empíreo, 2017) e vários contos disponíveis no blog Ponto Para Ler. É criador e editor chefe do Ponto Para Ler e seu respectivo canal no YouTube em parceria com a Animars Produções.
Nasceu e vive em Brasília, cidade que ama.

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