Nossa brasilidade, Academia Brasileira de Letras e algumas curiosidades

Valorizar nossa literatura é saber o que define nossa brasilidade e ter conhecimento sobre o que representa nossa cultura.

Meu objetivo com a coluna é o de trazer o máximo de informação possível sobre a nossa literatura, enaltecer e engrandecer nossa brasilidade. Sempre digo que devemos prestigiar mais a nossa cultura e valorizar o Brasil, porque sinto que todos nós damos mais valor a obras estrangeiras do que às nossas.

Claro que não devemos ser extremistas e ler somente o que é produzido aqui, mas temos que saber identificar o que é bom. Existem vários autores, tanto nacionais como estrangeiros, que são ótimos. Não devemos deixar que a alienação nos envolva em um pensamento de que apenas tal escritor é bom, ou que somente país tal é que possui bons escritores, afinal todos somos capazes de desenvolver uma boa literatura.

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Mas hoje o foco do pensamento é o Brasil e falarei sobre a Academia Brasileira de Letras. Em meu ponto de vista, a ABL é uma das maiores instituições voltada para promoção da nossa cultura literária, como disse o próprio Machado de Assis no momento de sua fundação:

Não é preciso definir esta instituição, iniciada por um moço, aceita e completada por moços, a Academia nasce com a alma nova, naturalmente ambiciosa. O vosso desejo é conservar, no meio da federação política, a unidade literária. Tal obra exige, não só a compreensão pública, mas ainda e principalmente a vossa constância. A Academia Francesa, pela qual esta se modelou, sobrevive aos acontecimentos de toda casta, às escolas literárias e às transformações civis. A vossa há de querer ter as mesmas feições de estabilidade e progresso. Já o batismo das suas cadeiras com os nomes preclaros e saudosos da ficção, da lírica, da crítica e da eloquência nacionais é indício de que a tradição é o seu primeiro voto. Cabe-vos fazer com que ele perdure. Passai aos vossos sucessores o pensamento e a vontade iniciais, para que eles o transmitam aos seus, e a vossa obra seja contada entre as sólidas e brilhantes páginas da nossa vida brasileira – Machado de Assis.

Podem me chamar de sonhador, mas acredito que um dia poderei ver a nossa literatura ganhar reconhecimento internamente antes de ganhar fama nas prateleiras internacionais.

Para finalizar separei algumas curiosidades sobre a ABL:
  1. A Academia Brasileira de Letras (ABL) foi fundada em 1897 pelos escritores Machado de Assis e Lúcio de Mendonça, inspirada na Academia Francesa de Letras. Seu objetivo é cultuar a língua portuguesa e a cultura brasileira.
  2. Todas as quintas-feiras os membros da ABL se reúnem para um chá na sede da instituição, no Rio de Janeiro. Na ocasião, eles discutem literatura, língua portuguesa e outros temas da vida brasileira. O ritual existe desde a criação da academia.
  3. Olavo Bilac dizia que os escritores eram chamados de imortais “porque não tinham onde cair mortos”. Hoje em dia, todos têm direito a serem enterrados no mausoléu da ABL, no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.
  4. O alfaiate Francesco Rosalba é o responsável pela confecção do uniforme de gala – ou fardão, como é conhecido – usado pelos imortais em ocasiões formais. De 1979 a 2005, apenas o pernambucano Ariano Suassuna havia se recusado a usar as roupas costuradas por Rosalba.
  5. O modelo do fardão é inspirado na roupa dos carabineros de Calábria, Itália. Compõem-se de uma casaca verde musgo bordada com fios de ouro, camiseta, suspensório e um chapéu estilo Napoleão.
  6. Alguns imortais foram enterrados usando seus fardões. É o caso de Assis Chateaubriand. O problema é que, como ele não usava a roupa havia muitos anos, quando foram vestir o cadáver, tiveram que cortar a parte de trás para caber.
  7. Na biblioteca da academia, há coleções que pertenceram a Machado de Assis, Olavo Bilac e Manuel Bandeira. Entre as obras raras, figura uma edição de 1572 de “Os Lusíadas”, de Camões.
  8. Em 2005, o apresentador e humorista Jô Soares publicou o romance “Assassinatos na Academia Brasileira de Letras”. O lançamento da obra foi realizado no mesmo local onde ocorrem os crimes da trama: o Petit Trianon, sede da Academia Brasileira de Letras. A história conta o caso de um serial killer cujo alvo preferencial são os membros da ABL.
  9. Passaram-se 80 anos até que uma mulher fosse eleita para ocupar uma cadeira na Academia. A primeira foi Rachel de Queiroz, em 1977.
  10. Os “imortais” têm, em média, 77 anos de idade. Eles são eleitos com, em média, 63 anos.

Para quem quiser conhecer melhor o templo da literatura brasileira ai vai o link: http://www.academia.org.br

Fonte: Guia dos Curiosos

Paulo Souza

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Sobre o Colunista

Paulo Souza, 28 anos, produtor cultural, editor e escritor. Possui publicado o livro ‘Ponto para ler contos’ (Kindle, 2016) e participou da ‘Antologia Sombria’ (Empíreo, 2017) e vários contos disponíveis no blog Ponto Para Ler. É criador e editor chefe do Ponto Para Ler e seu respectivo canal no YouTube em parceria com a Animars Produções.
Nasceu e vive em Brasília, cidade que ama.

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