Onde estão as livrarias de Brasília?

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Texto de autoria de Elias Daher, colunista da coluna LiterArte de setembro de 2016 a junho de 2017

A crise chegou às grandes redes de livrarias: A FNAC anunciou que vai encerrar suas atividades no Brasil e há rumores sobra a fusão entre a Saraiva e a Cultura. A explicação mais razoável é que o produto livro está sendo cada vez menos consumido.

Há algum tempo, as grandes livrarias conseguiam sobreviver mesmo diante de crises no mercado editorial, pois, para colocar o livro em destaque em uma das gôndolas centrais, o autor tinha que pagar até R$ 2.000,00 por semana. Com uma enorme quantidade de autores querendo se promover, as livrarias tinham receita mesmo sem vender livros.

De acordo com o SNEL: Sindicato Nacional dos Editores de Livros, 2017 apresentou uma pequena queda no mercado livreiro, em termos de volume de vendas (0,26%). No entanto, houve leve aumento no faturamento (+2,63%), em comparação ao mesmo período de 2016. Isso significa que as livrarias venderam menos, mas venderam mais caro. – Definitivamente não é uma boa estratégia para tempos de crise, e o resultado é esse que estamos vendo.

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Antigamente as grandes redes eliminavam aos poucos, as pequenas livrarias: Aconteceu com o Café com Letras na 203 sul, com a livraria presença, entre outras.

A cada lançamento da saga Hairy Potter, por exemplo, o preço de custo das pequenas livrarias era mais alto do que o preço final nas grandes redes. Esse fenômeno acontecia devido ao volume de compras, que reduzia bastante o preço dos lançamentos. Agora é a vez dos tubarões sofrerem as intempéries do mercado editorial.

A Cotidiano da 201 sul, o Sebinho, compõem os poucos exemplos dos que resistiram. Nessas livrarias, é possível negociar bons espaços para autores de Brasília, que publicaram por selos independentes.

Outro ponto que merece destaque com relação ao tema desta matéria, é o fato do Luiz Amorim (T-Bone) ter transformado seu açougue e cada um dos pontos de ônibus da W3 norte em livraria. Um exemplo da nossa Brasília a ser seguido e copiado em outras localidades.

BDF na Rede

         

Sobre o Colunista

Paulo Souza, 28 anos, produtor cultural, editor e escritor. Possui publicado o livro ‘Ponto para ler contos’ (Kindle, 2016) e participou da ‘Antologia Sombria’ (Empíreo, 2017) e vários contos disponíveis no blog Ponto Para Ler. É criador e editor chefe do Ponto Para Ler e seu respectivo canal no YouTube em parceria com a Animars Produções.
Nasceu e vive em Brasília, cidade que ama.

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