Anand Rao

Texto de autoria de Elias Daher, colunista da coluna LiterArte de setembro de 2016 a junho de 2017

Brasília revelou muitos talentos que , embora não tenham nascido aqui, partiram desta cidade para ganhar o mundo: Oswaldo Montenegro nasceu no Rio, mas mudou-se para a capital aos 15 anos, de onde começou sua profícua produção artística. Milton Guedes, outro carioca, foi exímio skatista, antes de mostrar suas habilidades com o saxofone para mundo. Cássia Eller cantava no “Bom demais”. Renato Matos mora aqui até hoje e incluiu em seu leque artístico, a Literatura. Mel da Terra fez sucesso nacional com sua Estrela Cadente. Isso sem falar nos Paralamas do Sucesso, Capital Inicial, Plebe Rude, Legião Urbana, Liga Tripa, Ney Matogrosso, Zélia Duncan, Fagner, e muito mais gente de valor que, apesar de terem origens das mais diversas, passaram por aqui antes do sucesso.

Brasília inspira e ainda guarda muitos talentos: Geraldo Carvalho, Mário Noya, Michele Chitko são prova disso. Artistas de quilate internacional que vivem aqui e produzem shows impecáveis para o público local.

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No Campo da arte, Anand Rao diz o seguinte: É preciso ser o primeiro, oferecer originalidade ao público, para fazer sucesso e ainda deu o exemplo. Um artista de New York passou um trator sobre talheres e deixou a prataria toda retorcida e com isso… conseguiu vender seu produto em um museu de arte. Hoje, essa iniciativa, não tem mais valor, porque alguém já foi lá e fez.

E é sobre Anand Rao que esta coluna vai tratar, Músico, Poeta, agitador cultural, amigo, mas sobretudo, um homem criativo, que todo dia, oferece ao cenário cultural de Brasília, uma novidade. Como músico, Anand é um ícone singular: É capaz de colocar melodia em letras oferecidas pelo público em seus shows, instantaneamente. É a veia nordestina dando suporte a este repentista que tempera sua música com a sofisticação do Jazz. Já esteve na OAB produzindo ritmo sobre acórdãos e decisões judiciais.

Como poeta, pertence à geração mimeógrafo, vendeu seus livros nos bares e até hoje se emociona e incentiva quem insiste na arte de escrever, de se divulgar.

Como amigo, digo apenas que vale a pena conhecê-lo. Ele irá temperar sua vida com amor, sinceridade, humor e com muita inspiração. Sincero como é, sei que vai me chamar de puxa-saco, mas eu não ligo. Estou sendo sincero como ele é.

Finalmente o agitador cultural… um homem que conhece o caminho por onde passou Oswaldo, Paralamas e Legião. Idealizador do show do arroto na UnB, dono do bar Woodstock, ele agora transformou sua casa em um espaço cultural, onde produz o Portal Cultura Alternativa, faz entrevistas (sem preconceito nem frescura) e produz festas que reúnem artistas de todo segmento. Não tenho dúvidas de que a atuação dele é relevante. Seu projeto mais recente foi transformar o banheiro da residência em espaço poético, onde vários artistas escreveram suas linhas nos azulejos, com caneta permanente. É adoravelmente doido!

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Sobre o Colunista

Paulo Souza, 28 anos, produtor cultural, editor e escritor. Possui publicado o livro ‘Ponto para ler contos’ (Kindle, 2016) e participou da ‘Antologia Sombria’ (Empíreo, 2017) e vários contos disponíveis no blog Ponto Para Ler. É criador e editor chefe do Ponto Para Ler e seu respectivo canal no YouTube em parceria com a Animars Produções.
Nasceu e vive em Brasília, cidade que ama.

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