Por que Literatura?

Literatura é uma das sete artes (as outras seis são: Arquitetura, Música, Teatro, Pintura, Escultura e Cinema) e talvez seja a que possui o maior potencial de transformação, porque desenvolve a reflexão e a capacidade crítica. Esta bagagem, por sua vez, será capaz de influenciar as decisões do indivíduo pelo resto da vida. Quanto mais desenvolvido, maior será a sua capacidade de compreender e se relacionar com o mundo. Muita gente tem uma história de transformação relacionada com algum livro.

Outro atributo relevante das obras literárias é o fato de servirem como ponto de partida para outras artes. O “Quebra-Nozes” é um espetáculo de Ballet criado por Tchaikovsky que conta uma história lúdica e romântica. Seja música, dança, cinema, pintura… se tem uma história por trás, fundamentando, então estamos falando de Literatura.

O ballet conta uma história em que a fantasia e magia, típicas do romantismo, contam as aventuras de um quebra-nozes de aparência humana, vestido como um soldado, mas que tem as pernas e a cabeça de tamanho desmensurado.

Repare na letra da música “Com açúcar, com afeto” de autoria de Chico Buarque: a métrica impecável, como se fosse um poema de Olavo Bilac. Muitas vezes, os aspectos literários das artes nos passam despercebidos.

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A educação forma o indivíduo para servir à sociedade, mas é a cultura que atribui aos meios sociais, uma personalidade capaz de influenciar o comportamento de cada pessoa. É a cultura que define se determinadas regiões praticam mais honestidade do que outras, quais lugares são melhores para se viver.

Vamos considerar a Literatura como o Registro Histórico da sociedade: em um dado momento da vida, ela demonstra, com sinceridade, o que pensa, como sente o indivíduo que viveu naquele tempo. Desta forma, o escritor recebe a influência do meio em que vive, traduz essa influência em linhas e eterniza seu ponto de vista por meio da publicação.

As obras literárias complementam a história, seja por confirmação, seja por questionamento: os relatos medievais ressaltam as glórias dos exploradores portugueses. Dois séculos depois, Fernando Pessoa registra em seu poema “Mar Português” o seguinte texto, pleno de autocrítica:

Ó mar salgado, quanto do teu sal

São lágrimas de Portugal!

Por te cruzarmos, quantas mães choraram,

Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar

Para que fosses nosso, ó mar!

A partir de hoje, vamos desenvolver temas relacionados à Literatura, seja como elemento histórico, seja como influência ao comportamento de um povo, seja como entretenimento. Participe dos nossos debates.

 

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