Bonecas transgênero ‘são presas’ no Paraguai

Bonecas transgênero 'são presas' no Paraguai

Em nome da “Moral e dos bons costumes” prefeita manda fechar loja que vendia o produto

Hoje a notícia da janta dos Iguaçuenses foi o fechamento de uma loja na Ciudad Del Este no Paraguai, a famosa agora, Casa Lyon pela prefeita Sandra Zacarias. Esta loja fica há 6,5 km da minha casa em Foz do Iguaçu. Motivo, vendas de Bonecas Trans; este fato me chamou atenção. Como irmãs siamesas tudo que acontece entre elas, reverbera do outro lado da fronteira.

Ausente do jornalismo investigativo desde 2009 senti a saudade dos tempos em que corria atrás da informação e esta era uma boa notícia. Mas que diabos eram bonecas trans!? Isto de fato existia!? Consegui falar com a proprietária, Bruna Wan. Com voz doce e muito educada, esclareceu-me os fatos e apenas desceu as portas de sua loja para evitar tumultos, haja vista a quantidade de políticos oportunistas em casos como estes e alguns colegas da imprensa que tinham naquele momento a famosa bolinha de Cristal para saber que tal cena Shakespereana iria ali acontecer. Perguntei-lhe se não foi algo pensado no intuito de uma extorsão, ela não soube responder ou não quis responder para evitar qualquer constrangimento e fui pesquisar no Santo Google.

A boneca objeto de toda a controvérsia. Foto: Reprodução / Facebook
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Recentemente o governo de Goiás adquiriu no Natal 1,6 caixas destas bonecas classificadas como trans. Mais quem as classificou? Muitas polêmicas giraram em torno desta aquisição. Na cidade de Jataí, no sul de Goiás, elas não puderam nem ser abertas porque os Vereadores enviaram um ofício à prefeitura da cidade impedindo a entrega dos brinquedos às crianças. “Ficamos indignados com este tipo de apologia, por se tratar de material distribuído a crianças”, disse o vereador Gildenício Santos (PMDB) na época.

E assim ocorreram em outras cidades como Anápolis e até numa cidade grudada a Brasília, Novo Gama, um morador indignado que não se identificou, postou um vídeo na internet reclamando do brinquedo. “Esta é a boneca que o governo de Goiás está dando. Dá pra ver: menina, de batom, usando rosa… Mas aí você vai tirar a roupa para sua filha brincar… Tem cabimento? Prefeitura de Novo Gama distribuindo um negócio destes!”, questiona, mostrando o pênis da boneca. “A minha filha ganhou; até foi na escola, mais não deixei com ela. Joguei fora; fui na loja e comprei outra pra ela”, relatou outro pai. Tudo isto, pesquisei agora pela internet para saber um pouco desta trans polêmica ou polêmica trans.

Com o relato da proprietária para o portal Brasília de Fato, não foi difícil ligar os pontos. Porque dá presença de tantos políticos na sua porta? Quem chamou a imprensa? Estavam eles a serviço mesmo de quem? Particularmente eu não entraria na loja para adquirir a “tal” boneca trans. Primeiro que é de um mal gosto terrível para se dá de presente para uma filha, segundo que as crianças devem achar chatas pra caramba receberem bonecas nos tempos de hoje e depois sou contra qualquer tipo de apologia. Tenho uma amiga em Brasília que nasceu Hermafrodita e na hora o pai quando viu gritou, é homem e vai se chamar José. José (nome fictício para preservá-lo) foi crescendo e descobriu que a genitália masculina não funcionava e sim a feminina, que era Maria. Montei nos idos dos anos 90 uma peça de minha autoria em sua homenagem Maria José ou José Maria.

E por fim perdemos a briga para o mundo digital, pois assim como no Brasil, no Paraguai as crianças não são diferentes e não cantam mais “Ciranda, cirandinha”. Elas hoje querem o que há de mais moderno em termo de tecnologia digital e neste campo, passaram a ensinar os pais, interessante isto. Ai sim, os políticos Paraguaios junto com a prefeita Sandra Zacarias deveria mandar retirar todas aquelas bugigangas tecnológicas das lojas que afastam as crianças do diálogo com os pais e a família, que os fazem crianças anti-sociais, que serão adultos amanhã só Deus sabem como, isto sim é preocupante. Mas fazer este enfrentamento com o comércio local nenhum político ousaria a fazê-lo.

Ele é talvez mais pernicioso do que a venda da “tal’ boneca trans, se é que ela é trans mesmo. Soube que no momento da confusão alguém gritou que era homofobia por parte do reclamante e da prefeita em relação ao confisco da boneca. Cuidado prefeita, o grupo que saiu de dentro do armário é um dos maiores consumidores no mundo hoje e podem tirar a sua cidade do mapa de compras e alguém pode achar homofóbico sim, assim como alguém achou que a boneca era trans, perderam ali uma grande chance de fazer do limão uma limonada. Segue para os nossos leitores o vídeo deste embate.

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Assista fechamento da loja

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