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Consumo Consciente

Café com Feira: espaço para produtos em sintonia com o consumo consciente

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As manhãs de sábado ganharam uma atmosfera acolhedora e familiar para quem passa no comércio local da QI 9/11 do Lago Sul. Há cerca de um ano teve início o Café com Feira, projeto que reúne empreendedores criativos de vários segmentos, de alimentos a cosméticos, de joias têxteis a temperos artesanais. Todos têm um ponto em comum: são selecionados a dedo por serem uma alternativa de consumo consciente.

A iniciativa é uma realização da empreendedora Deise Lima, 45, sócia do Grand Cru Brasília – Importadora de Vinhos e Wine Bar. “O Café com Feira é o meu mundo pessoal se apresentando para o meu mundo profissional”, comenta a jornalista por formação e empreendedora por vocação que foi incubada pelo bichinho do consumo consciente e da sustentabilidade e se comprometeu a reduzir a própria pegada ecológica.

Deise aprendeu a costurar as próprias roupas e, quando compra alguma peça, compra do pequeno e de quem faz. Usa cosméticos naturais, que não agridem o meio ambiente ou a própria saúde. A alimentação é orgânica, comprada direto de produtores. O descarte é coisa séria. “Virei a louca do lixo em casa”, confessa, bem-humorada.

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Essa jornada pessoal foi o impulso para Deise organizar o Café com Feira. Mas não foi fácil. Ao longo de dois anos ela tentou obter parceiros junto aos fornecedores do Grand Cru, sem êxito. Até que conheceu o trabalho da Rede Terra, Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Apoio à Agricultura Familiar que comercializa alimentos produzidos em um assentamento do Movimento Sem Terra (MST). Foi a primeira banquinha do projeto.

Com a perseverança de Deise, o Café com Feira começou a ganhar corpo e a crescer de forma orgânica. “Os empreendedores passaram a me procurar para expor produtos. Eu passei a fazer a curadoria dos expositores. Hoje, utilizo todos os produtos que estão expostos e, mais do que isso, conheço as histórias das pessoas por trás de cada item vendido na feira”, atesta.

O empenho de Deise em difundir a filosofia do consumo consciente e a curadoria guiada por esse propósito são a alma do Café com Feira. A operação do Grand Cru teve que se adaptar e, inclusive, ganhou novos fornecedores, dos produtos expostos na feira, como o leite e os torrões de açúcar (confira a lista completa ao final desta matéria). A casa noturna passou a oferecer café da manhã e diversificou a clientela. “Tive um ganho para a minha marca e consegui trazer um público diferente, famílias com crianças e cachorros”, orgulha-se.

Atualmente, o Café com Feira está com lotação esgotada. Os expositores não pagam para participar, mas passaram a se cotizar para levar melhorias para o local e custear a operação. Está em negociação a contratação de um fornecedor para elaborar o mobiliário da feira. Atualmente, são utilizado pallets e a montagem e desmontagem da estrutura dá uma trabalheira danada.

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Há alguns meses, a feirinha ganhou ambientação sonora do che Burato, nome artístico de DJ Felipe Burato, que faz discotecagem e paisagens sonoras. Ele é o responsável pelo som ambiente com uma seleção voltada para a música brasileira. Esse é outro investimento que os expositores estão se cotizando para pagar.

Conheça os expositores do Café com Feira:

Castália – Padaria Artesanal: pães e massas folhadas de fermentação natural.

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Cerrado Ecológico – Produtos Naturais: produtos com boa procedência e sem conservantes a um preço justo.

Fazenda Cicinha: laticínios vindos da fazenda localizada no Novo Gama (GO), onde as vacas são as estrelas e recebem cuidados com carinho e zelo.

Granola Kalinca: receita californiana aprimorada na Serra dos Pirineus (GO) é composta por cereais, sementes e castanhas. Cada grão é torrado separadamente, respeitando suas propriedades nutricionais e de sabor.

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Isadora Marar – Produção gastronômica: tortas, pão de mel e massinhas caseiras e cerâmicas do Studio Pod da Patrícia Osório.

Kombuchar: kombuchá, bebida probiótica, obtida a partir da fermentação do chá.

La Florida – Empanadas Artesanais: empanadas produzidas com ingredientes orgânicos.

Maiah Saboaria : sabonetes, cremes dentais, linha de bálsamos – pós-barba, hidratante, para o contorno dos olhos e rosto, hidratante com protetor solar, hidratante lavanda, labial e para pés e áreas ressecadas, desodorante, manteiga hidratante, e bioperfume.

Mercearia Colaborativa: loja colaborativa que serve de vitrine para pequenos produtores locais exporem seus produtos, como linguiças e temperos artesanais.

Origens do Sabor – Rosanna Tarsitano: queijos e produtos artesanais em sintonia com o movimento slow food.

Rede Terra: alimentos orgânicos da agricultura familiar.

Sucrier de Provence: torrões de açúcar.

Teresa Thomaz Gastronomia: patês, terrines e outras delícias feitas com ingredientes orgânicos.

Vai ter tea: seleção de vários de tipo de chá.

Vicente Ateliê: peças decorativas e bijuterias com técnicas de tecelagem manual.

Serviço

Café com Feira
Sábados, das 9h às 13h
Comércio local da SHIS QI 9/11 – Lago Sul
Estacionamento em frente ao Grand Cru Brasília – Importadora de Vinhos e Wine Bar
Como chegar

 

Consumo Consciente

Quadrado Circular: promoção de consumo sustentável e consciente

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O coletivo Quadrado Circular foi criado para movimentar a economia colaborativa e unir o movimento de desapego ao desejo de uma cidade cada vez mais viva, pulsante, colaborativa, criativa e auto sustentável. A iniciativa do quarteto feminino formado pela gaúcha de Porto Alegre (RS) Clara Cardoso, 35, servidora pública; a paulistana Ariana Frances, 35, advogada; e as brasilienses Patrícia de Paula Gomes, 34, jornalista e publicitária; e Mônica Vasconcelos Ribeiro, 38, economista, tem o objetivo central de promover formas de consumo mais sustentável e consciente.

“A ideia é promover encontros públicos nos quadrados de Brasília onde as pessoas circulem e possam experimentar um novo olhar sobre as relações de consumo”, explica Clara, que conversou com a coluna Consumo Consciente e destaca que embora seja um pequeno negócio e cheio de potencial para crescer, a ideia não é só ser mais um bazar e brechó que se limite a vender roupas.

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“Como um movimento aberto que se renova a cada edição, circula na cidade e interage com seus moradores, o Quadrado Circular é vivo como nossa Brasília. Ele também é encontro, ocupação de espaços públicos, bate-papo, diversão, parcerias, cores, ação social, curadoria, alegria, estampas e oficinas que estimulem uma relação mais consciente e afetuosa com as nossas próprias roupas.”
Quadrado Circular

Responsabilidade social

Em paralelo às edições do bazar, o coletivo promove campanha de doações em benefício de entidades que atendem populações vulneráveis do Distrito Federal. Para esta edição, que será realizada no próximo sábado, 26, estão sendo recebidas doações de roupas masculinas, femininas e infantis que serão encaminhadas para o Coletivo da Cidade, voltada para moradores da Estrutural. Os interessados em doar podem depositar os itens em uma caixa de coleta disponível no local de realização do evento, o restaurante Jámon Jámon (109 Norte). (confira o serviço completo ao final desta matéria)..

O Quadrado Circular também cria conteúdo nos canais do coletivo nas redes sociais (Facebook e do Instagram) para provocar as pessoas a repensarem as suas formas de consumo e a exercitarem um novo olhar sobre as roupas.

As sócias têm muito cuidado em todas as etapas da produção. “Desde o momento em que recebemos as colaboradoras que entregam as roupas para a venda no dia do bazar; na curadoria das peças que serão expostas; na estipulação dos preços, que devem ser acessíveis; na escolha do estabelecimento parceiro com valores alinhados aos nossos; no planejamento da programação do dia; nas questões ambientais que envolvem o evento, como por exemplo, a não utilização de sacolas plásticas e a arrecadação de sacolas de papel já usadas para reutilizarmos no dia”, descreve Clara.

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Bazar Andaluz

A terceira edição do Quadrado Circular será realizada neste próximo sábado, 26, das 10h às 18h, em parceria com o restaurante Jamón Jamón Tapas y Copas (109 Norte). O evento reproduzirá um pedaço da Andaluzia, região da Espanha conhecida pelas fervilhantes feiras permeadas pela música, dança e comidas típicas, além dos mundialmente famosos mercados de pulgas. Ao longo do dia, moda, poesia, flamenco e gastronomia vão proporcionar uma experiência singular para os brasilienses conhecerem – ou recordarem – uma das mais vibrantes províncias espanholas.

O Bazar Andaluz trará leitura de poesia com a escritora Guta Assirati, competição de uma das danças mais típicas da Andaluzia, a sevilhana, e show de flamenco com a produtora Calle Triana. Na gastronomia, sabores da Espanha diretamente para a 109 Norte, com a tradicional paella assinada pela chef Simone Garcia, do Jamón Jamón, que será feita ao ar livre, como nas feiras de Sevilla. Um convite a salir de tapas y copas, com porções individuais (R$25) do prato e drinques típicos, como a sangria.

Serviço

Bazar Andaluz
Data: sábado, 26/08
Horário: das 10h às 18h
Local: Jamón Jamón Tapas y Copas
Endereço: SCLN 109 Bloco D
Entrada franca
Classificação Indicativa: Livre

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Programação

Bazar de desapegos femininos – 10h às 18h
Leitura de Poesias com a escritora Guta Assirati – 11h
Concurso de Sevilhana e Show de Flamenco – a partir das 13h
Festival de Paella – a partir das 12h
Arrecadação de doações de roupas em benefício do Coletivo da Cidade

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Consumo Consciente

Garimpo Consciente – Edição 4 – 15/8/2017

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Limonada Transparente

O Limonada Project é um projeto de cultura contemporânea que aborda a economia criativa de diferentes maneiras. Os eventos promovidos por essa turma misturam empreendedores, designers, artistas, estilistas e criativos. A ideia é incentivar o frescor, a troca de ideias e a valorização dos produtos locais com curadoria. Uma das iniciativas do projeto é o Trans.pa.ren.te, que será realizado no Boulevard Shopping Brasília, de quinta-feira a domingo (17 a 20 de agosto). A iniciativa tem o intuito de dialogar com marcas e consumidores por meio de ações alinhadas ao #ConsumoConsciente. Esta colunista participará do debate de abertura do evento, às 19h, que abordará o tema “Negócios de Impacto e a arte de fazer com amor”, junto com as estilistas Marcela Torres (BRUMA), Carol Nemoto (Miwa) e Flavia Amadeu (Flavia Amadeu Design).


Necessaire consciente

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Já pensou em reformular a sua bolsinha de maquiagem com produtos que não testam em animais? A coluna montou uma sugestão de produtos com selo cruelty free (não testa em animais), alguns deles veganos (sem produtos de origem animal). Confira a relação de marcas garimpadas pela coluna Consumo Consciente e também de alguns sites para comprar esses produtos.

Marcas
Ada Tina Cosméticos – não testa em animais e é livre de parabenos e ingredientes de origem animal. Os protetores solares são o carro-chefe e muito indicados por dermatologistas.
Baims – prioriza o uso de insumos e matérias-primas naturais ou orgânicas, não testadas em animais e livres de ingredientes tóxicos. Tem linha completa para rosto, lábios e olhos, além de pincéis.
Bioart – tem uma linha completa de maquiagem vegana que inclui, além de pó facial compacto, bases líquidas, blush, corretivo, gloss, máscara de cílios, sombra e primer.
Dermage – produtos elaborados para a realidade climática e tipos de pele dos brasileiros e são não-comedogênicos, hipoalergênicos e sem teste em animais. A linha de protetores solares tem diversas opções.
Dona Orgânica – linha de cosméticos naturais com substâncias não nocivas à saúde e que não geram impacto ao meio ambiente.
Herbia – cosméticos orgânicos, veganos e naturais
Organela – linha completa de maquiagem natural, orgânica e vegana.
Simple Organic – linha completa de maquiagem natural, orgânica e vegana como batom, corretivos, delineadores, demaquilante, iluminador e máscara de cílios.

Lojas
Beleza do Campo ⋅ Cativa ⋅ SantOrgânico ⋅ Terráquea


 

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Horta urbana

O Equinócios: Atividades em Comunidade é um projeto de longa duração que integra ações artísticas, sociais e ambientais direcionado às pessoas em situação de rua, como oficinas de agroecologia, fotografia, arte urbana circo e música.Um dos maiores sucessos é a área de agroecologia, que promove a produção orgânica de ervas medicinais, aromáticas e comestíveis para oferecer a essa população. A horta fica no Centro Pop, um centro público de especialização que atende a população em situação de rua em Brasília, e recebe ajuda financeira da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura desde 2014. Com a crise e grana curta, foi criada uma campanha de crowdfunding (financiamento coletivo) na plataforma Catarse.


Moda sustentável

O Fashion Revolution Brasil abriu chamado para novos designers brasileiros exporem trabalhos que unam criatividade à consciência socioambiental e proponham novas maneiras de produzir e consumir moda.O KICK OFF // Novos Designers terá a curadoria e seleção dos trabalhos inscritos pelo Fashion Revolution Brasil e Brasil Eco Fashion Week, que será a primeira semana de moda sustentável do Brasil e será realizada em São Paulo (SP), de 21 a 24 de novembro de 2017. Serão selecionados até 20 projetos para participar da Mostra Novos Designers durante a BEFW. As inscrições podem ser feitas até o dia 9 de setembro.

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Do quintal para a mesa

A Com Sabor de Poesia é uma marca de produtos orgânicos, caseiros e temperados com afeto e poesia e está com novidade. Além dos deliciosos doce de cupuaçu com castanha, mangochutney e as geleias, agora tem tomates secos ao sol, em conserva de azeite de oliva virgem português. Depois de consumir os tomates resta um maravilhoso azeite condimentado para saladas e pratos especiais. Venda exclusiva no Espaço Cultural Leão da Serra. Contato: (61) 98529-1752


Vale ler

Ética e Transparência – Entenda o desejo do novo consumidor de moda (Fashion Revolution)
Comunidade urbana totalmente autossuficiente surge na Holanda (Ciclo Vivo)
É preciso plantar florestas para colher água (Revista Época)
Mexeram no queijo mineiro. E ele está muito melhor (Paladar Estadão)
Três grandes mulheres do mundo da moda para conhecer e admirar (GW)
Negócios de impacto social: nem filantropia, nem utopia (Estadão)
Empreste pequenas quantias para microempreendedores do mundo todo com o Kiva (Tutorial do Bem)
O que fazer quando seu negócio social dá certo demais? O Pé de Feijão, de hortas urbanas, quer descobrir (Projeto Draft)
O que impediu o coletor menstrual de ser conhecido antes? (Korui)
Sobre estilistas e o fim da produção de roupas (Roupartilhei)
Vandana Shiva mostra em fazenda-modelo como alimentos esquecidos podem ser recuperados (Época)

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Confira os eventos em sintonia com o consumo consciente na página da colunista Iara Vidal no Facebook

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Consumo Consciente

The True Cost: o custo da moda

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#CineConsumoConsciente

O audiovisual é um poderoso aliado da conscientização das pessoas sobre a urgência em frear o consumismo e adotar práticas de Consumo Consciente, em especial os documentários. Periodicamente, a coluna trará uma dica de filme com um mapa para saber mais sobre iniciativas, pessoas e dados citados nesses documentários. A ideia é facilitar a experiência de saber mais sobre histórias que alertam e inspiram, informam e conscientizam. O segundo título do #CineConsumoConsciente é The True Cost.

O documentário The True Cost, de 2015, descostura o modo de produção do mundo da moda. Graças a uma campanha bem sucedida de financiamento coletivo (crowdfunding) na plataforma Kickstarter foi possível realizar o documentário, que ao longo de 1h32 de duração conduz o expectador a refletir sobre as roupas que usa e as pessoas que as fabricam.

O impulso para produzir o documentário foi o trágico desabamento do edifício Rana Plaza, em Dhaka (Bangladesh), no dia 24 de abril de 2013, após inúmeras advertências sobre rachaduras graves na estrutura. O local abrigava cerca de cinco mil empregados da indústria da moda, sendo quatro grandes fábricas exportadoras e algumas lojas.

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A tragédia deixou 1.133 mortos e 2.500 feridos e motivou a produção de The True Cost e a campanha Fashion Revolution. O intuito é mostrar ao mundo que a mudança é possível através da criação de um futuro mais sustentável e da criação de conexões que exigem transparência. O documentário, com direção e roteiro de Andrew Morgan, traz entrevistas com personalidades que vale a pena acompanhar fora da telinha.


Livia Firth

A eco ativista Livia Firth (à esquerda, de vermelho) usa seu feed no Instagram para fazer contraponto à fast fashion. Esse look é um vestido vintage que ela herdou de um amigo e compartilha com a irmã.

A produtora executiva de The True Cost e fundadora da empresa de consultoria ambiental e ética Eco-Age. A ativista italiana é casada com o ator inglês Colin Frith e impacta o universo das celebridades com ações pelo consumo consciente na moda. Ela lidera projetos como o Green Carpet Challenge, em que famosos transformam tapetes vermelhos em uma plataforma para mostrar o glamour da ética, da sustentabilidade e do bem-estar social por meio da moda. No seu feed do Instagram, ela estará vestida com roupas recicladas, velhas, antigas e desgastadas. Ah, e a #GOT é para Global Organic Textiles, viu?

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Stella McCartney

A estilista é uma das principais vozes da moda consciente, sobretudo entre as celebridades.

A estilista londrina herdou convicções ecologicamente corretas do pai, o roqueiro e ex-Beatle Paul McCartney, e da mãe, a fotógrafa Linda Eastman. Vegetariana, não utiliza matérias-primas de origem animal e não perde a chance de tentar convencer os colegas estilistas a abrirem mão das bolsas de couro e dos casacos de pele. Como cresceu cercada de celebridades, é nesse mundo de glamour que defende e propaga as ideias do consumo consciente.

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Recentemente, ela anunciou parceria com a Parley for the Oceans, uma comunidade que reúne representantes de indústrias criativas para aumentar a conscientização sobre os oceanos e colaborar em projetos que podem acabar com sua destruição.

Ela comanda a marca Stella McCartney, lançada em 2001 e presente em cinquenta países. As peças dela combinam sensualidade e recato em peças de alfaiataria muito bem feitas. Antes de virar profissional, ingressou no mercado da moda foi aos 15 anos, quando trabalhou na primeira coleção de alta costura do estilista Christian Lacroix. Cursou moda na Faculdade de Arte e Design Central St Martins de Londres e seu projeto de conclusão do curso teve suas peças desfiladas pelas amigas Naomi Campbell e Kate Moss. Em recente entrevista, ela confessou vergonha pelo episódio e acha que exagerou no glamour.  Em 1997, debutou como estilista na tradicional grife francesa Chloé, lugar que já havia sido ocupado por Karl Lagerfeld, um ícone dos fashionistas.

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Vandana Shiva

A ativista indiana é uma formadora de opinião importante para refletir sobre a preservação do meio ambiente.

A ativista ambiental e anti-globalização nascida na índia é física, doutora em filosofia e ecofeminista. Nas últimas três décadas, ela tentou ser a mudança que queria ver no mundo. Quando achou que a ciência e a tecnologia dominantes atendiam os interesses dos poderosos, fundou, junto com outros acadêmicos a  Research Foundation for science, Technology and Ecology (RFSTE) [Fundação de Pesquisa para Ciência, Tecnologia e Ecologia], uma organização participativa e de pesquisa de interesse público. Quando encontrou corporações globais que queriam patentar sementes, culturas ou formas de vida, começou a Navdanya, ong com a missão de proteger a biodiversidade, defender os direitos dos agricultores e promover a agricultura orgânica.

A jornada da Navdanya / RFSTE levou à criação de mercados para os agricultores e a promover alimentos saborosos, saudáveis ​​e de alta qualidade para os consumidores. A iniciativa conecta a semente à cozinha, a biodiversidade à gastronomia. E, agora, faz parte do movimento Slow Food para comemorar a qualidade e a diversidade cultural da comida indiana.

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A trajetória de Vandana Shiva pelo caminho da sustentabilidade ecológica começou com o Movimento Chipko na década de 1970, quando as mulheres na região do Himalaia protegiam as florestas abraçando árvores. Para ela, a ecologia e o feminismo são inseparáveis. A ativista se autodefine uma ecofeminista e defende a expressão Diversed Women for Diversity (Diversas Mulheres pela Diversidade, em tradução livre), que expressa a combinação dos direitos das mulheres e os direitos da natureza e celebra a diversidade cultural e a diversidade biológica.

“A defesa dos direitos da natureza e dos direitos das pessoas se reuniu para mim na Democracia da Terra – a democracia de toda a vida na Terra, uma democracia viva que apoia e é apoiada por cultura viva e economias vivas.”
Vandana Shiva

Dentre as inúmeras honrarias internacionais que já recebeu está o Right Livelihood Award (chamada de Prêmio Nobel Alternativo) e sua participação no Top 100 mulheres ativistas, do jornal britânico The Guardian. Reconhecida internacionalmente como figura de destaque no movimento antiglobalização, Vandana Shiva tem se envolvido com atividades pela preservação das florestas da Índia e programas sobre biodiversidade.

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Orsola de Castro

Fundadora do Fashion Revolution, Orsola é pioneira no upcycling no Reino Unido e no mundo.

A fundadora e diretora criativa do movimento Fashion Revolution é pioneira na prática de upcycling, desde 1997 quando lançou a marca From Somewhere, que utiliza descarte de marcas de luxo para criar novas peças. Ela acredita que a indústria da moda pode liderar o avanço do pensamento sustentável. Para ela, a moda tem um papel tão crucial, pois é a pele que escolhemos, um reflexo de nossa imagem pessoal.

Orsola avalia que as roupas afetam 100% da população, então o setor só tem como crescer em estatura e expansão. Também é a única indústria que tem a obsolescência programada em sua essência, exigindo assim mudança e reinvenção constante. É a máquina de produção em massa perfeita. Todo mundo quer uma casquinha da moda.

A sustentabilidade é um atributo que Orsola acredita que seja essencial para a moda. Trata-se de uma indústria jovem, que não tem mais de 35 anos se comparada à indústria automotiva, que tem 130 anos, e o cinema, de 100 anos. Há uma chance real desse segmento  de acertar ainda na infância e liderar o pensamento sustentável.

A ativista destaca que a moda é a segunda indústria mais poluidora do mundo, mas também gera empregos para milhões de pessoas, principalmente mulheres, então o impacto nas pessoas e no planeta é enorme. Quanto aos consumidores, que ela prefere chamar de cidadãos, na visão de Orsola são parte ativa da solução em cada pequena escolha que fazem. Pode ser comprando menos, comprando melhor, levando essa campanha para casa… Existem muitas formas de se envolver para cada um de nós se quisermos fazer parte da mudança.

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Entrevista para a Vice


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Sustentável: documentário sobre a terra e como salvá-la

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Consumo Consciente

Quadro político retrógrado é obstáculo para o Brasil alcançar o ODS 17 – Parcerias em prol das Metas

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Relatório Luz da Sociedade Civil sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável aponta que os compromissos assumidos externamente pelo Brasil encontram grande resistência de um quadro interno político retrógrado, com constantes ameaças a direitos humanos, econômicos, sociais, culturais e ambientais, ameaçando inclusive iniciativas passadas exitosas. Confira a sexta e última reportagem da série #ODSNoBrasil, que aborda o ODS 17: Parcerias em prol das Metas.

Ao longo dos últimos anos, salvo por iniciativas em setores específicos, o país pouco explorou seu potencial de integração nas cadeias globais de valor de acordo com o que estabelece o ODS 17: Parcerias em prol das MetasEssa análise foi feita pelo Relatório Luz da Sociedade Civil sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, divulgado pela primeira vez no dia 6 de junho, em Brasília, que elenca questões que restringem a possibilidade de êxito para alcançar as metas do ODS 3. Elaborado pelo Grupo de Trabalho da Sociedade Civil para a Agenda 2030 (GTSC A2030), coalizão que acompanha o cumprimento, pelos países signatários, da Agenda 2030, plano de ação para as pessoas, o planeta e a prosperidade estabelecido pela Organização das Nações Unidas, o documento trata das metas priorizadas este ano pela ONU.

O documento foi lançado no momento em que o Brasil se preparava para prestar contas sobre a implementação dos ODS ao Fórum Político de Alto Nível da ONU em evento realizado no dia 17 de julho na sede da ONU, em Nova York (EUA). O Fórum é responsável por acompanhar os avanços e os desafios dos países na implementação da resolução A/70/15 que estabeleceu 17 grandes Objetivos e 169 metas a serem alcançados pelos 193 países signatários até 2030.

Sobre o ODS 17 – Parcerias em prol das Metas, o documento destaca que os maiores esforços foram concentrados na abertura de mercados e de regras para o comércio no plano multilateral, no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), e em acordos preferenciais com países em desenvolvimento. Enquanto isso, multiplicavam-se acordos preferenciais a nível global, diante dos impasses da Rodada de Doha.

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O economista Claudio Fernandes, assessor de políticas na Gestos – soropositividade, comunicação e gênero, que monitora o ODS 17 no Brasil, avalia que a implementação da Agenda 2030 requer uma guinada no entendimento sobre cooperação econômica.

“Precisamos incentivar a inovação e a parceria, ao invés de continuar agindo da mesma maneira de sempre. Mais do mesmo não é solução. Cooperação integrada, parcerias com países do sul global, mais financiamento para pesquisa e participação efetiva da sociedade civil organizada nas instâncias de planejamento e execução de políticas públicas é apenas algumas das medidas a serem incentivadas para atingir este objetivo 17.”
Claudio Fernandes, Gestos – soropositividade, comunicação e gênero

O protecionismo brasileiro em relação às tarifas de importação, com uma complexa lista de tributos, eleva a alíquota de produtos para até 70% do valor original. A crise fiscal soma-se a questões estruturais que limitam a mobilização de recursos para atingimento das metas da Agenda 2030, tais como um sistema tributário complexo para o setor privado e com efeitos regressivos para a população, isto é, com maior impacto na renda dos mais pobres.

Recomendações da Sociedade Civil para atingir o ODS 17

O ODS 17 – Parcerias em prol das Metas visa fortalecer os Meios de Implementação e revitalizar a Parceria Global para o Desenvolvimento Sustentável. O tema é objeto de análise todos os anos. Para o Brasil alcançar as metas da Agenda 2030, o GTSC A2030 recomenda um conjunto de ações coordenadas e interdependentes. O relatório enfatiza que não basta identificar as medidas a serem tomadas. Requer governança do país que defina prioridades e a execução das iniciativas necessárias.

  • Aumentar os esforços de cooperação sul-sul em áreas de potencial de cooperação, com foco também na inovação e aumento da produtividade nacional.
  • Garantir transparência e prestação de contas sobre os acordos de cooperação estabelecidos pelo Brasil.
  • Alinhar os instrumentos de planejamento da gestão pública, como, por exemplo, os Planos Plurianuais, aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).
  • Assumir papel de liderança na implantação do Acordo de Paris a nível regional, alinhando as políticas internas aos compromissos assumidos.
  • Garantir a soberania, transparência e os princípios de sustentabilidade nos processos de integração do país às cadeias globais e regionais de valor e estabelecer acordos alinhados aos direitos humanos e ao desenvolvimento socialmente justo, economicamente inclusivo e ambientalmente responsável.
  • Implementar reforma que promova a justiça tributária, com simplificação, transparência e neutralidade, sob os princípios da progressividade, garantindo assim a mobilização dos recursos necessários para alcançar as metas da Agenda 2030.
  • Fortalecer os processos de Educação Ambiental para a Sustentabilidade, norteados pelo Tratado Internacional de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global.
  • Resgatar, fortalecer e valorizar metodologias participativas como os Fóruns DLIS (Desenvolvimento Local, Integrado e Sustentável), os Núcleos Territoriais para os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e os processos de Agenda 21 local.

O documento também trata do cenário de desemprego, trabalho indigno, retrocessos nos campos da segurança alimentar, justiça social e ambiental e desconstrução de conquistas básicas nos campos dos direitos humanos, inclusive dos direitos sexuais e reprodutivos.

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Das 17 metas dos ODS, sete estão em foco este ano no Fórum Político de Alto Nível: ODS 1 – Erradicação da Pobreza, ODS 2 – Fome Zero, ODS 3 – Boa Saúde e Bem-Estar, ODS 5 – Igualdade de Gênero, ODS 9 – Indústria, Inovação e Infraestrutura, ODS 14 – Vida debaixo d’água e ODS 17 – Parcerias em prol das Metas.

Confira as outras reportagens da série #ODSNoBrasil

Importância estratégica do mar brasileiro ainda está longe de ser devidamente reconhecida
Extinção de organismos para as mulheres coloca em risco igualdade de gênero
Fome Zero está em risco com o cenário de retrocesso no Brasil
Crise político-econômica coloca em risco a erradicação da pobreza no Brasil
Objetivos do Desenvolvimento Sustentável: Desempenho do Brasil é preocupante

Saiba mais

www.brasilnaagenda2030.org

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Consumo Consciente

Garimpo Consciente – Edição 3 – 20/7/2017

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Roda da Paz na Ceilândia

Este ano o tradicional Passeio Ciclístico da Rodas da Paz acontecerá pela primeira vez na Ceilândia, a maior cidade do Distrito Federal Os participantes pediram na avaliação do Passeio de 2016 e a ONG atendeu. Dia 30 de julho, com concentração às 8h em frente à estação de Metrô Ceilândia Centro, os ciclistas vão pedalar juntos por ruas mais seguras e humanizadas. O tema desse ano é sem pressa, todo mundo chega bem! As 100 primeiras pessoas que se inscreverem ganharão a camiseta do evento, que poderá ser adquirida por R$ 15.

Todo ano, o evento reúne milhares de ciclistas. Trata-se de um momento importante de levantar a causa da paz no trânsito e reforçar o compromisso do governo com melhorias nas condições de mobilidade urbana sustentável. O passeio transforma-se numa verdadeira festa, que conta com a presença de ciclistas de todas as idades e, também, de patinadores, skatistas e corredores. Além disso, é gratuito, aberto a toda população do DF, e independe da inscrição prévia. Mas, vale lembrar, apenas inscritos participam do sorteio de brindes.
Formulário de inscrição

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Horta comunitária do Guará

Produzir alimentos orgânicos para comunidade de forma interativa, na qual os voluntários possam plantar e colher de forma solidária, como instrumento de garantir atividades de bem-estar, sustentabilidade e saúde para crianças e adultos. Esse é o propósito da Horta Comunitária do Guará, localizada na QE 38 e reativada recentemente. A iniciativa tem como objetivos estimular hábitos alimentares saudáveis; fortalecer o convívio comunitário; exercitar a cooperação e o trabalho em equipe; favorecer a aquisição de novos conhecimentos técnicos de plantio e manejo; e incentivar os participantes ao cultivo da horta em suas residências. Interessados em participar do projeto podem ingressar no grupo de WhatsApp


Turismo Social

Interessado em uma experiência de trabalho voluntário aliado a turismo de base comunitária? Entre os dias 3 e 12 de setembro de 2017, a Íris Social promoverá a Expedição Amazônia, um itinerário imersivo de 10 dias no coração da Floresta Amazônica, na reserva extrativista Tapajós-Arapiuns, no Pará.

A expedição irá até o Centro Experimental Floresta Ativa (CEFA) para construir um viveiro para 150 mil mudas nativas. Esse trabalho proporcionará a produção de mudas para replantios agroflorestais nos roçados das comunidades e contribuirá para restaurar a mata e mostrar maneiras sustentáveis de gerar renda e fortalecer a relação dos habitantes com a floresta.

Além de trabalhar, tem também um roteiro que inclui os aspectos marcantes da cultura local: dormir em rede, viagens de barco pelos rios da bacia amazônica, comida típica e atividades culturais tradicionais, como a Piracaia (churrasco de peixe na margem do rio), a Farinhada (processo de manufatura da farinha de mandioca) e o carimbó (dança típica).

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Todas as atividades turísticas e culturais utilizam o modelo de turismo comunitário e contam com os moradores da reserva extrativista para servirem de guias. Além de autenticidade, a experiência garante renda e empoderamento para essas comunidades.


Cosméticos ecológicos

A loja virtual É Coisa Bio seleciona marcas e distribui cosméticos, produtos de higiene e limpeza saudáveis e que causam o menor impacto ambiental possível. Uma das novidades é a linha de esmaltes veganos da Surya, livres de substâncias nocivas para a saúde e de ingredientes de origem animal com opção de cores diversas. Vale conhecer.


Vale Ler

Belo Horizonte terá táxis totalmente elétricos (Engenharia É)
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Confira os eventos em sintonia com o consumo consciente na página da colunista Iara Vidal no Facebook

 

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Consumo Consciente

Importância estratégica do mar brasileiro ainda está longe de ser devidamente reconhecida

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Relatório Luz da Sociedade Civil sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável aponta que o papel e a relevância estratégica do mar brasileiro ainda estão longe de serem devidamente reconhecidos pela sociedade e elenca questões que restringem a possibilidade de êxito para alcançar as metas do ODS 14 – Vida debaixo d’água. Confira a quinta reportagem da série #ODSNoBrasil.

O documento avalia que os indicativos de degeneração dos ecossistemas marinhos brasileiros e do Atlântico Sul apontados no primeiro relatório de Avaliação Global do Oceano (dez/2015), organizado pela Organização das Nações Unidas (ONU), impressionam e apontam que ainda há pouco esforço coordenado em entender os efeitos das mudanças ambientais globais nesta região, quando comparados a outras regiões oceânicas do planeta.

O Relatório foi elaborado pelo Grupo de Trabalho da Sociedade Civil para a Agenda 2030 (GTSC A2030), coalizão que acompanha o cumprimento, pelos países signatários, da Agenda 2030, plano de ação para as pessoas, o planeta e a prosperidade estabelecido pela Organização das Nações Unidas, o documento trata das metas priorizadas este ano pela ONU.

O documento foi lançado no momento em que o Brasil se preparava para prestar contas, em julho de 2017, sobre a implementação dos ODS ao Fórum Político de Alto Nível da ONU, responsável por acompanhar os avanços e os desafios dos países na implementação da resolução A/70/15 que estabeleceu 17 grandes Objetivos e 169 metas a serem alcançados pelos 193 países signatários até 2030. O evento foi realizado esta semana em Nova York (EUA).

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Recomendações da Sociedade Civil para atingir o ODS 14

Para o Brasil alcançar as metas do ODS 14 – Vida debaixo d’água, que visa conservar e usar sustentavelmente os oceanos, mares e recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável, o GTSC A2030 recomenda um conjunto de ações coordenadas e interdependentes. O relatório enfatiza que para o Brasil atingir as metas do ODS 14 não basta identificar as medidas a serem tomadas, exige que a governança do país as definam como prioritárias e designem e executem os necessários recursos para sua implementação.

  • Definir indicadores das metas que possam ser monitorados de forma mais precisa.
  • Elaborar e implementar sistema de monitoramento dos indicadores.
  • Garantir o controle social das políticas públicas com interface com as metas do ODS 14.
  • Ampliar a participação de organizações da sociedade civil e organizações científicas na tomada de decisões para implementar mecanismos relacionados ao ODS 14 nas esferas municipal, estadual e federal.
  • Fortalecer o diálogo em nível nacional sobre a implementação da agenda 2030 entre representantes dos comitês do governo, da sociedade civil e do  Grupo de Integração do Gerenciamento Costeiro (GI-GERCO).
  • Implementar espaços participativos no âmbito das atividades da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar.
  • Discutir definição de conceitos, diretrizes e normas para o Uso Compartilhado do Ambiente Marinho (Resolução CIRM nº 1/2013).
  • Fortalecer o marco normativo direcionado exclusivamente aos oceanos e mares definindo medidas concretas de gestão, em especial nos temas afeitos à Agenda 2030.
  • Estabelecer agenda de diálogo consistente para a implementação das Diretrizes Nacionais para a Pesca Artesanal, conforme elencado no relatório ‘Pesca Vital’, elaborado pelos pescadores e pescadores de todo o Brasil.

O documento também trata do cenário de desemprego, trabalho indigno, retrocessos nos campos da segurança alimentar, justiça social e ambiental e desconstrução de conquistas básicas nos campos dos direitos humanos, inclusive dos direitos sexuais e reprodutivos.

Das 17 metas dos ODS, sete estão em foco este ano no Fórum Político de Alto Nível: ODS 1 – Erradicação da Pobreza, ODS 2 – Fome Zero, ODS 3 – Boa Saúde e Bem-Estar, ODS 5 – Igualdade de Gênero, ODS 9 – Indústria, Inovação e Infraestrutura, ODS 14 – Vida debaixo d’água e ODS 17 – Parcerias em prol das Metas.

Confira as outras reportagens da série #ODSNoBrasil

Extinção de organismos para as mulheres coloca em risco igualdade de gênero
Fome Zero está em risco com o cenário de retrocesso no Brasil
Crise político-econômica coloca em risco a erradicação da pobreza no Brasil
Objetivos do Desenvolvimento Sustentável: Desempenho do Brasil é preocupante

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Saiba mais

www.brasilnaagenda2030.org

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Consumo Consciente

Cerrado Ecológico: iniciativa familiar de revenda de produtos saudáveis

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O Cerrado Ecológico – Produtos Naturais é um projeto familiar. A família que empreende nesse selo brasiliense encara duas doenças, uma autoimune e outra rara, que demandam dietas equilibradas e suplementação. O casal e os dois filhos transformaram o desafio do dia a dia em oportunidade de empreender no ramo da alimentação saudável.

A mãe e empreendedora brasiliense Karinna Novais, 40; o pai, servidor público teresinense Geraldo Figueiredo, 53, e os filhos brasilienses, Thiago, 20, estudante de Direito, e Lucas, 12, estudante. Essa é a equipe que empreende unida no Cerrado Ecológico. “Depois de seis anos de nossa Time Line quase estagnada, sentamos e resolvemos que era necessário um rumo diferente para a vida da família”, recorda Karinna, que conversou com a coluna Consumo Consciente.

Karinna e Geraldo avaliaram os pontos positivos de trabalhar com a prática do empreendedorismo com os filhos. Tudo é feito em família: controle de estoque, pagamentos, atendimento a clientes e várias tarefas do dia a dia de um empreendedor. “Mesclar meritocracia de forma colaborativa, é, também, preparar a nova geração para lidar com equipes, colegas de trabalho. Hoje, o mundo não investe mais no capital humano, mas precisa voltar seus olhos a isso. Acreditamos que podemos fazer algo melhor e iremos”, diz Karinna.

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Família empreendedora da Cerrado Ecológico.

Da criação do nome, logo, proposta, local, tempo de cada um que seria dedicado ao projeto, e que errar faz parte de todo processo. Foi tudo discutido em família, é um projeto familiar”.
Karinna Novais, empreendedora do Cerrado Ecológico

A seleção dos produtos do Cerrado Ecológico é feita com todo o cuidado, requer o garimpo de marcas e ajuda de nutricionistas. “As empresas que escolhemos têm de apresentar alimentos íntegros, bom relacionamento, comércio e preço justos, além de, claro, produtos naturais com qualidade de ingrediente e de vida”, pontua.

Um dos critérios para a seleção dos produtos à venda no Cerrado Ecológico é o rótulo. “É a melhor forma do cliente saber o que consome, assim como a procedência dos produtos”, esclarece.

Outro ponto fundamental para a curadoria dos produtos é o compromisso com o meio ambiente. “Por exemplo, empresas que usam embalagens recicláveis, que produzem spaguetti de pupunha com cuidado para não degradar aquela matéria-prima, que trabalham com marcas certificadas e com orgânicos”, elenca.

O ideal da Cerrado Ecológico é revender produtos para facilitar a vida das pessoas que encaram as panelas em casa, para que cozinhem de forma mais criativa e cheia de sabores. “Tentamos demonstrar que não é necessário um consumo desenfreado. Equilíbrio é a palavra-chave”, finaliza.

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Marcas à venda no Cerrado Ecológico

BrSpices
PalmaSul
GheeMeMore
FinoCoco
Big Tree Farms
Now Foods
Mano Velho Orgânicos
A Tal Castanha
Ginger Temperos
MamaGê

Serviço

Cerrado Ecológico
[email protected]
Whatsapp: (61) 993983223
Instagram: @cerradoecologico
Facebook: https://www.facebook.com/cerradoecologico

Onde comprar

Cerrado Ecológico no Café com Feira
QI 09/11, Lago Sul
Deck do Grand Cru
Das 8h às 13h

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Consumo Consciente

Garimpo Consciente – Edição 2 – 13/7/2017

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Garrafas de vidro não retornáveis em xeque em bares e restaurantes

Representantes de bares e restaurantes do Distrito Federal decidiram parar de vender, temporariamente, cervejas, refrigerantes e águas minerais em garrafas de vidros não retornáveis. A medida não se aplica a bebidas importadas ou a cervejas artesanais. Os comerciantes lançaram o Manifesto pela política de logística reversa de embalagens de bebidas nos restaurantes e explicam que como o DF não tem nenhuma unidade de reciclagem de vidro, essas embalagens quando descartadas são tratadas como resíduos sólidos indiferenciados e encaminhadas aterramento. “Além de todo o impacto ambiental, o descarte nos lixões e aterros provocam sérios riscos aos catadores”, alerta o texto. Outra questão é o  contexto da Lei Distrital n° 5.610/2016, conhecida como Lei dos Grandes Geradores. “Esta situação contribui para onerar os estabelecimentos que comercializam produtos embalados em recipientes de vidro; grande número de bares e restaurantes poderiam ser tratados como pequenos geradores se não houvesse o peso dessas garrafas em seu lixo indiferenciado”. Além disso, cervejas, refrigerantes e águas embaladas em garrafas de vidro não retornáveis têm como alternativa para comercialização garrafas de vidros retornáveis e latas e garrafas plásticas, ambas com viabilidade para reciclagem. “Na hierarquia da gestão de resíduos sólidos é preferível reutilizar a reciclar”, justifica o manifesto.


Café com Feira Solidário


Neste sábado, 15 de julho, a edição da charmosa Café com Feira será especial, com coleta de cobertores e casacos para serem doados a instituições que atuam no atendimento a pessoas em vulnerabilidade social. O outro gesto será  voltado para a proteção de gatos e outros animais domésticos, resgatados do abandono pela ONG Clube do Gato. Os expositores da feirinha colocarão em seus estandes produtos cujo lucro será revertido para essa causa. No capítulo gastronomia, um petit gateau especial ficará à venda exclusivamente de 15/07 até 15/08, também gerando recursos para a recuperação dos bichinhos.

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Café com Feira Solidário
Das 9h às 13h
Comércio local da SHIS QI 9/11 – Lago Sul
Estacionamento em frente ao Grand Cru Brasília – Importadora de Vinhos e Wine Bar
Como chegar


Borracha Amazônica

 

A designer brasiliense Flavia Amadeu acaba de relançar peças da primeira coleção de joias orgânicas: pulseiras e colares coloridos e cheios de bossa. Além disso, a coleção de cerâmica Seringueira está à venda no Clandestino Café e Música. Garanta a sua peça na loja on-line Flavia Amadeu Design.


Roteiro de produtos artesanais mineiros

A Origens do Sabor está organizando a expedição Despertando os Sentidos – Origens do Sabor Expedição Serra da Canastra. A iniciativa é voltada para conhecer de perto os produtores mineiros de queijos, cafés e cervejas artesanais e tem a curadoria da cheese hunter Rosanna Tarsitano. Os participantes poderão curtir os prazeres da Serra da Canastra, localizada em São Roque de Minas (MG). “Teremos oficinas, degustações e eventos com os produtores artesanais da região”, antecipa Rosanna em postagem no seu perfil no Facebook. Estão previstos oficina e almoço na Fazenda Capão Grande. Saídas de Brasília com opções de outros estados sob solicitação.
Expedição Despertando os Sentidos – Origens do Sabor Expedição Serra da Canastra
[email protected]
(61) 99906-0669


Crowdfunding para agrofloresta

O projeto Criação de Agrofloresta com Atitude em São Sebastião (DF) alia dois conceitos: ambiental e o social. O foco desta iniciativa, apoiada pelo Solidário, é gerar, distribuir renda e proporcionar trabalho para famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica, por meio da formação de cooperativas e associações. A proposta é produzir e comercializar a produção de alimentos orgânicos cultivados em hortas baseadas no conceito de sintropia – que ensina a viver de floresta produzindo alimentos na própria floresta – a partir do reflorestamento, recuperação dos solos, das nascentes, da fauna e da flora; trazendo assim o verdadeiro conceito de desenvolvimento sustentável, em que todos ganham e, de forma prática, se combate à fome, à violência e, por fim, à miséria. Este projeto vai além dos projetos ambientais, ele cura a terra e as pessoas da miséria e escassez. Se você tem interesse em contribuir, ainda dá tempo de fazer sua doação.

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Espaço para empreendedores alinhados ao consumo consciente

A Lojinha da Virada Verde está com inscrições abertas para expositores interessados em participar da loja pop-up em parceria com o Abramente, evento que está na segunda edição e é voltado para reunir pessoas que atuam de forma inovadora, empreendedora e de forma compartilhada e que abordará temas como comunicação, tecnologia, empreendedorismo, futurismo, economia criativa, colaborativismo etc. A loja temporária funcionará entre os dias 27 de julho e 6 de agosto no Shopping Pier 21 (Setor de Clubes Sul), das 12h às 22h. Interessados devem preencher este formulário


Brasília na High Design Expo 2017

A segunda edição da feira High Design – Home & Office Expo será realizada em São Paulo (SP) entre os dias 8 e 10 de agosto de 2017 e contará com a participação do designer brasiliense Marcelo Bilac. O representante do Quadradinho vai lançar neste evento a Cadeira Boomerang, desenvolvida com linhas curvas e suaves e sustentada por três pés na forma de um bumerangue.


Vale ler

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Laboratório de Moda Sustentável (ABIT)
Caderno ‘O Futuro da Moda’  (MALHA)
Justiça europeia proíbe chamar “leite” aos derivados da soja (Terra Viva)
O futuro da moda está no encontro entre o “feito à mão”, a tecnologia e a sustentabilidade (Hypeness)
Prédio sustentável é construído no Paraná em apenas 8 dias (Engenharia É)
O mapa que mostra a concentração de plástico na superfície dos oceanos (Nexo Jornal)
Quais dificuldades hortas urbanas têm enfrentado para serem implementadas no Brasil (Nexo Jornal)
Desastres Naturais no Brasil: um ciclo de tragédias anunciada (Nexo Jornal)
China inaugura estação de energia solar em forma de panda (UOL)
China constrói primeira cidade 100% sustentável do mundo (Casa Vogue)

Marcas assinam acordo para melhorar condições de trabalhadores (ELLE)
Duas em cada três pessoas já são adeptas da economia compartilhada (The Greenest Post)
A AHLMA quer vender roupas produzidas com materiais orgânicos e reciclados (Projeto Draft)
Marcas plus-size se unem e abrem loja multimarcas focada no segmento (Fashion Foward)
Um guia alternativo para comprar em brechós (Elle)
Armário coletivo: marcas vão emprestar roupas no Rio (O Globo)
Esta marca faz moda sustentável com preços de fast-fashion (Elle)
Empenhados em cuidar do meio ambiente (Inpev)


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Consumo Consciente

Extinção de organismos para as mulheres coloca em risco igualdade de gênero

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O Brasil tem avançado para alcançar a igualdade de gênero e capacitar todas as mulheres e meninas conforme previsto no Objetivo do Desenvolvimento Sustentável 5 – Igualdade de Gênero, ao menos sob o aspecto formal. O país é signatário dos principais instrumentos internacionais, instituiu o Plano Nacional de Políticas para as Mulheres (reproduzido em contrapartes estaduais e municipais), introduziu leis que criminalizam a violência de gênero, criando uma rede intersetorial de prevenção, apoio e investigação. Confira a quarta reportagem da série #ODSNoBrasil.

Essa análise foi feita pelo  Relatório Luz da Sociedade Civil sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável , que elenca questões que restringem a possibilidade de êxito para alcançar as metas do ODS 5. Elaborado pelo Grupo de Trabalho da Sociedade Civil para a Agenda 2030 (GTSC A2030), coalizão que acompanha o cumprimento, pelos países signatários, da Agenda 2030, plano de ação para as pessoas, o planeta e a prosperidade estabelecido pela Organização das Nações Unidas, o documento trata das metas priorizadas este ano pela ONU.

O documento é lançado no momento em que o Brasil se prepara para prestar contas, este mês, sobre a implementação dos ODS ao Fórum Político de Alto Nível da ONU, responsável por acompanhar os avanços e os desafios dos países na implementação da resolução A/70/15 que estabeleceu 17 grandes Objetivos e 169 metas a serem alcançados pelos 193 países signatários até 2030.

O alcance das metas do ODS 5 – Igualdade de Gênero, apesar dos organismos de políticas para as mulheres terem se multiplicado e abrangerem hoje estruturas nas três esferas, os desafios para que os avanços programáticos se fortaleçam e resultem nas mudanças que demandam a Agenda 2030 são imensos.

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Desde 2015, muitos dos organismos para as mulheres foram extintos ou perderam sua autonomia. Recursos destinados ao fortalecimento das mulheres na agricultura familiar e agroecologia sofreram comprometimento, e o ministério antes responsável pela execução destas políticas foi extinto, sem que um novo órgão federal assumisse estas atribuições.

O Brasil ocupa a quinta posição global em número de homicídios de mulheres, é o quarto lugar em números absolutos de mulheres casadas até a idade de 15 anos e é o que mais mata mulheres transexuais e travestis. A violência de gênero é naturalizada na sociedade, que recorrentemente atribui às mulheres e meninas a responsabilidade pela violência sofrida.

Recomendações da Sociedade Civil para atingir o ODS 5

Para minimizar o risco de o Brasil não alcançar as metas do ODS 5 – Igualdade de Gênero, que visa alcançar a igualdade de gênero e capacitar todas as mulheres e meninas, o GTSC A2030 sugere um conjunto de ações coordenadas e interdependentes. O relatório enfatiza que para o Brasil atingir as metas do ODS 5 não basta identificar as medidas a serem tomadas, exige que a governança do país as definam como prioritárias e designem e executem os necessários recursos para sua implementação.

  • Assegurar e promover a discussão de gênero e diversidade sexual, baseada nos direitos humanos, nos ambientes escolares.
  • Garantir a efetividade da Lei Maria da Penha, implementando adequada e suficientemente todos os elementos da rede intersetorial de enfrentamento da violência doméstica e familiar, assegurando recursos (humanos, financeiros, equipamentos e serviços) necessários para eliminar a violência e promover direitos das mulheres nos diversos campos (educação, saúde, assistência social, trabalho etc).
  • Capacitar profissionais dos serviços públicos para identificar e lidar com as repercussões das desigualdades de gênero, raça, classe, geracionais, entre outras, na vida das mulheres e meninas.
  • Elaborar diagnóstico das leis existentes e realizar reformas que removam ambiguidades e lacunas que permitem a violação dos direitos das mulheres e meninas.
  • Impedir a aprovação de leis e normativas que retrocedam a agenda de direitos humanos, em especial os direitos das mulheres, meninas, população negra e população LBT, tais como as que:
    • visam tipificar prover informações sobre o aborto seguro;
    • buscam revogar as disposições sobre a assistência às pessoas em situação de violência sexual – incluindo tornar crime o aborto qualquer situação;
    • tentam restringir o conceito de família à união entre um homem e uma mulher;
    • estabelecem proteção à vida desde a concepção e
    • proíbem a discussão de gênero e diversidade nas escolas, entre outras.
  • Estabelecer marco teórico e técnico para lidar com o casamento na infância e adolescência e sensibilizar a população sobre suas consequências prejudiciais;
  • Empoderar mulheres e meninas para que acessem informação e serviços de apoio, denunciem violências e tenham autonomia sobre suas vidas;
  • Implementar políticas públicas, com dotação orçamentária adequada, que garantam que mulheres e meninas tenham acesso à educação de qualidade, profissionalização e emprego decente em igualdade de condições;
  • Garantir o direito das mulheres de participar em igualdade de condições nas decisões sobre políticas públicas, inclusive nas áreas de segurança química e saúde;
  • Ofertar serviços de saúde integrais, amigáveis e não discriminatórios para meninas e mulheres, especialmente no que se refere aos seus direitos sexuais e direitos reprodutivos, garantindo acesso a métodos anticonceptivos e ao aborto legal;
  • Torna legal e acessível o aborto seguro em todas as situações, sem estigma e discriminação a todas as mulheres e meninas que assim o desejem;
  • Assegurar o cumprimento da legislação eleitoral sobre cotas de representação por sexo nas candidaturas, por partido ou coligação e reformar o sistema político para garantir a equidade de participação das mulheres, desde organização social e partidária até as candidaturas em processos eleitorais.

O documento também trata do cenário de desemprego, trabalho indigno, retrocessos nos campos da segurança alimentar, justiça social e ambiental e desconstrução de conquistas básicas nos campos dos direitos humanos, inclusive dos direitos sexuais e reprodutivos.

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Das 17 metas dos ODS, sete estão em foco este ano no Fórum Político de Alto Nível: ODS 1 – Erradicação da Pobreza, ODS 2 – Fome Zero, ODS 3 – Boa Saúde e Bem-Estar, ODS 5 – Igualdade de Gênero, ODS 9 – Indústria, Inovação e Infraestrutura, ODS 14 – Vida debaixo d’água e ODS 17 – Parcerias em prol das Metas.

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Consumo Consciente

Fome Zero está em risco com o cenário de retrocesso no Brasil

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Pela primeira vez em sua história, o Brasil deixou de ter a marca da fome como uma de suas principais mazelas sociais. Mas o cenário atual é de retrocesso. O Relatório Luz da Sociedade Civil sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável divulgado pela primeira vez no dia 6 de junho, em Brasília, elenca questões que se não forem levadas em conta, há risco de, em um curto espaço de tempo, o Brasil retornar ao Mapa da Fome e não alcançar o ODS 2. Confira a terceira reportagem da série #ODSNoBrasil.

Elaborado pelo Grupo de Trabalho da Sociedade Civil para a Agenda 2030 (GTSC A2030), coalizão que acompanha o cumprimento, pelos países signatários, da Agenda 2030, plano de ação para as pessoas, o planeta e a prosperidade estabelecido pela Organização das Nações Unidas, o documento trata das metas priorizadas este ano pela ONU.

O documento é lançado no momento em que o Brasil se prepara para prestar contas, em julho de 2017, sobre a implementação dos ODS ao Fórum Político de Alto Nível da ONU, responsável por acompanhar os avanços e os desafios dos países na implementação da resolução A/70/15 que estabeleceu 17 grandes Objetivos e 169 metas a serem alcançados pelos 193 países signatários até 2030.

“Um dos maiores orgulhos para os brasileiros, nos últimos anos, foi o reconhecimento pela ONU de que estamos saindo do mapa da fome. Mas o atual governo está jogando no lixo essa conquista, ao aplicar uma política de intensa exclusão social para os mais pobres, ao mesmo tempo que destrói políticas de segurança alimentar e nutricional que se transformaram em referências em todo o mundo, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o programa de Cisternas no Semi-Árido Nordestino”.
Francisco Meneses, da ActionAids Brasil, que monitora os ODS 1 (Erradicação da Pobreza) e ODS 2 (Fome Zero)

De acordo com o relatório, há sete questões que impactam negativamente para que o Brasil alcance o ODS 2 – Fome Zero para acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhorar a nutrição e promover a agricultura sustentável.

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  1. As prioridades do atual governo e a forte bancada de parlamentares no Congresso Nacional identificados com o agronegócio geram constantes ameaças e preocupações.
  2. A agricultura ter como força hegemônica o agronegócio, cuja base de produção são os transgênicos e o uso intensivo de agrotóxicos.
  3. Os efeitos da medida de congelamento dos gastos sociais e as reformas da Previdência e Trabalhista, que poderão impedir o acesso aos alimentos pelos mais pobres, trazendo de volta a insegurança alimentar grave e um quadro institucional desfavorável para a necessária transição para uma alimentação mais adequada e saudável.
  4. O agravamento da desproteção pelo Estado dos povos mais vulneráveis, como os indígenas e comunidades tradicionais.
  5. Os ataques às unidades de conservação e o aumento do desmatamento.
  6. A morosidade dos processos de adequação ambiental no campo e a manifesta recusa do atual governo em não aprimorar o acompanhamento de indicadores cruciais para o reconhecimento da realidade brasileira.
  7. O esvaziamento de canais de participação da sociedade, com o consequente divórcio entre as políticas implementadas e as prioridades que emergem do tecido social.

O relatório aponta ainda que o Brasil tem produzido legislações e normas explicitamente na contramão dos ODS, com impactos nos sistemas de saúde, educação e seguridade social.

Recomendações da Sociedade Civil para atingir o ODS 2

Para minimizar o risco de, em um curto espaço de tempo, o Brasil retornar ao Mapa da Fome e não alcançar o ODS 2, o GTSC A2030 exige um conjunto de ações coordenadas e interdependentes. O relatório enfatiza que para o Brasil atingir as metas do ODS 1 não basta identificar as medidas a serem tomadas, exige que a governança do país as definam como prioritárias e designem e executem os necessários recursos para sua implementação.

  1. Investir num desenvolvimento econômico que garanta inclusão social, geração de emprego, trabalho e renda.
  2. Implementar uma política de desenvolvimento que retome os níveis de emprego de 2014, reverta a tendência atual de crescimento do emprego informal e mantenha a recuperação do salário mínimo.
  3. Garantir esforços coordenados para resolver o drama dos povos indígenas e quilombolas, em diversas regiões do país, frente ao avanço de monoculturas sobre suas terras e as violências de toda ordem que daí decorreram.
  4. Lançar e financiar o Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara), construído em 2015 por organizações da sociedade e órgãos do governo.
  5. O crescente desmatamento a partir da aprovação do novo Código Florestal em 2012 e os recentes esforços da bancada ruralista no Congresso Nacional de eliminar unidades de conservação e tomar para si o processo de demarcação de terras indígenas precisam ser substituídos por um processo de transição para um modelo agroecológico em nossa agricultura.
  6. Executar de forma coordenada um plano de promoção de alimentação adequada e saudável, envolvendo educação alimentar; incentivo à produção de frutas, verduras e legumes; campanhas sobre alimentação saudável e os riscos da má alimentação; regulamentação da publicidade de alimentos e melhora da rotulagem e adoção de medidas fiscais promotoras da alimentação adequada e saudável.
  7. Revogar o Código Florestal de 2012, que resultou no aumento do desmatamento e impedir imediatamente os avanços das propostas da bancada ruralista no Congresso Nacional de eliminar unidades de conservação e centralizar o processo de demarcação de terras indígenas.

O documento também trata do cenário de desemprego, trabalho indigno, retrocessos nos campos da segurança alimentar, justiça social e ambiental e desconstrução de conquistas básicas nos campos dos direitos humanos, inclusive dos direitos sexuais e reprodutivos.

Das 17 metas dos ODS, sete estão em foco este ano no Fórum Político de Alto Nível: ODS 1 – Erradicação da Pobreza, ODS 2 – Fome Zero, ODS 3 – Boa Saúde e Bem-Estar, ODS 5 – Igualdade de Gênero, ODS 9 – Indústria, Inovação e Infraestrutura, ODS 14 – Vida debaixo d’água e ODS 17 – Parcerias em prol das Metas.

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www.brasilnaagenda2030.org

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