Relacionamentos: Qual o problema de comparar o(a) atual com o(a) ex?

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Certos relacionamentos afetivos marcaram muito as nossas vidas. Marcaram a tal ponto que nos moldamos ao jeito da outra pessoa, adquirindo os seus gostos, suas preferências, seus valores e suas opiniões. Ouço muitos dos meus clientes que não sabem mais quem são após o rompimento de uma relação duradoura. Quanto iniciam um novo relacionamento, frequentemente comparam a nova pessoa com aquela que se relacionaram no passado.

Esse tipo de comparação costuma trazer uma série de problemas. Em primeiro lugar, trata-se de uma comparação imprecisa, já que não estamos comparando eventos atuais com eventos passados. A nossa lembrança do que houve no passado costuma se distorcida e enviesada. Em geral, quando estamos aborrecidos com o atual, lembramos das qualidades do(a) ex. Por outro lado, quando queremos nos convencer de que devemos investir no(a) atual, lembramos dos defeitos da(o) ex.

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Além de imprecisa, a comparação prejudica a nova relação, uma vez que dificulta a pessoa a se abrir para novas experiências. Se temos o(a) ex como referencial, podemos nos opor, de forma desnecessária, a frequentar novos lugares, ouvirmos tipos diferentes de músicas, assistir outros filmes, conhecermos novas pessoas etc.

Fica muito difícil se envolver emocionalmente com uma nova pessoa se ela tem que superar ou mesmo se equiparar a alguém do passado quanto a diferentes aspectos da relação. Obviamente as pessoas são diferentes e a comparação entre elas é, no mínimo, injusta.

Quando a comparação é feita do modo aberto, as consequências costumam ser mais graves ainda. É improvável que alguém não se aborrecesse com um comentário assim “Meu ex-namorado me levava café na cama e você nem levanta junto comigo quando eu acordo”, por exemplo. Brigas motivadas por comparações assim costumam desgastar o relacionamento. Esse tipo de discussão seria perfeitamente evitável se a pessoa não expressasse a comparação e, principalmente, não fizesse comparações entre as duas pessoas.

O jeito de viver um relacionamento é muito próprio e decorre da história de indivíduo. Não temos muito controle sobre o modo como a outra pessoa se relacionará afetivamente conosco. Esperar que ela consiga adivinhar o modo como queremos ser tratados, que ela tenha bom senso e pior, que nos trate fomos tratados em antigas relações, é completamente ineficaz. A frustração advinda da outra pessoa não ter atendido as expectativas é acompanhada, frequentemente, de cobranças e, consequentemente, de brigas e de mais desgaste na relação.

Temos todo o direito de preferir sermos amados de determinadas maneiras. As maneiras que nos forem realmente importantes, precisam ser explicitadas por nós de maneira clara e num momento de calmaria e não durantes as discussões. Ao fazemos desse modo, temos mais chance que conseguirmos da outra pessoa as mudanças em seus comportamentos que queremos. Por outro lado, não devemos expor nossas preferências a partir da comparação com relacionamentos anteriores porque, além de ineficaz, pode resultar em acaloradas discussões.

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Ao contrário do que muitas pessoas que viveram relacionamentos duradouros com alguém pensam, elas podem ser muito felizes como uma nova pessoa. Entretanto, para conseguirem isso, não podem assumir uma postura passiva colocando nas mãos o outro a responsabilidade de serem felizes. Ser feliz dá trabalho, mas é possível. Entretanto, vivermos presos às histórias do passado não costuma ajudar muito a sermos felizes no presente.

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