Então, você tomou um pé na bunda?

rejeição amorosa

Algumas considerações sobre a rejeição amorosa – Parte I

Uma das situações mais difíceis de lidar é o fim de um relacionamento por iniciativa da outra pessoa. Boa parte das pessoas não consegue superar de forma rápida e sem sofrimento uma rejeição como essa. A conclusão imediata de quem sofreu a rejeição é a de que não é bom o suficiente para manter a relação ou manter o sentimento da outra pessoa. Mas do que a dor pela perda da companhia da outra pessoa, do carinho, do sexo, dos amigos em comum e da família, o mais sofrido é passar a se achar uma pessoa pior ou inferior.

Superar a perda da companhia da outra pessoa é difícil, porém, contornável se a pessoa que sofreu a rejeição se empenha em se divertir, conhecer novos lugares, novas pessoas, passar mais tempo com familiares e amigos. Porém, deixar de se sentir pior ou inferior exige que a pessoa que rejeitou mude de ideia e reate o relacionamento. Superar esse aspecto da rejeição é particularmente difícil por duas razões:

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Em primeiro lugar, o fato de alguém não querer mais estar contigo não quer dizer que você seja pior ou inferior. Mesmo que a pessoa não te ame mais, isso não quer dizer que você é feio, sem graça, ruim de cama etc. Ao mesmo tempo, a pessoa te querer de volta também não significa que você é bonito, divertido, bom de cama etc. Alguém romper contigo simplesmente significa que essa pessoa não quer mais ter um relacionamento com você, o que não quer dizer, em absoluto, que outras pessoas não possam vir a te amar e a querer se relacionar contigo. Logo, o casal reatar o relacionamento melhorará a autoestima de quem foi rejeitado apenas temporariamente. Novos problemas no relacionamento o fará ter a mesma sensação de inferioridade. Na realidade, precisamos aprender nos conhecer e nos valorizarmos independentemente da avaliação dos outros. A retomada do relacionamento não nos ajudará nisso.

Em segundo lugar, com exceção dos términos manipulativos, que será objeto de novos textos, quando uma pessoa rompe um relacionamento com a outra, raramente muda de ideia. A própria mudança de comportamento de quem sofreu a rejeição torna menos provável que a outra pessoa a aceite de volta. Ao nos considerarmos inferiores devido ao término, começamos a nos empenhar a reverter a situação, geralmente exibindo comportamentos muito diferentes daqueles que conquistaram o(a) nosso(a) parceiro(a). Ligações de madrugada, indiretas nas redes sociais, súplicas de reconciliação, constante disponibilidade, discussões constrangedoras em público, perseguições, entre outras práticas comuns de pessoas que sofreram uma rejeição, costumam afastar e não, seduzir.

O primeiro passo para superar uma rejeição é sofrer pelo que ela de fato significa, ou seja, a perda do acesso à outra pessoa e tudo o que ela representava, como companhia, carinho, sexo, atenção etc. Ao se perceber que é possível ter acesso a todas essas coisas com outras pessoas, o luto pela rejeição passará muito mais rápido. Porém, só podemos perceber que podemos ser felizes sem a outra pessoa se sairmos da nossa zona de conforto, ou seja, se nos expusermos a novas situações que normalmente nos amedrontam. Nem sempre as nossas tentativas vão dar certo, mas elas não precisam funcionar todas as vezes para que, em longo prazo, consigamos retomar as nossas vidas e sermos felizes novamente. Essa foi a primeira parte de um conjunto de textos. Retornarei a esse assunto na próxima semana.

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Dezembro, 2017

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