Você é passivo/submisso, agressivo/abusivo ou assertivo? Parte III

Esse texto encerra a série destinada a abordar as habilidades sociais. Falei inicialmente dos passivos/submissos, os quais apresentam uma preocupação exagerada com o outro em detrimento de si mesmos. Na semana passada, abordei os agressivos/abusivos que preocupam-se em demasia com eles próprios sem se importar muito com os efeitos de suas ações nos outros. Hoje vamos tratar daqueles que se colocam em primeiro lugar, porém, sem deixar de levar o outro em consideração.

Os assertivos, de forma similar aos agressivos/abusivos, conseguem negar pedidos pouco razoáveis, criticar, reclamar, pedir e expor as suas opiniões, assim como, defendê-las em uma argumentação. Para tanto, não sobem o tom de voz, não utilizam termos pejorativos em relação ao outro, não humilham, nem destratam. Ainda que muitas vezes podem desagradar o outro, afinal, poucas pessoas gostam de receber críticas ou ter seus pedidos negados, os assertivos o fazem de modo a minimizar o desagrado alheio.

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Ao negar um convite para fazer compras num shopping lotado, o assertivo agradece o convite, mas diz que tem outros planos. Caso a pessoa que fez o convite insista, o assertivo nega novamente e pede para que o outro pare de insistir, uma vez que já tomou a sua decisão. Ao fazer uma crítica, o assertivo não adjetiva a pessoa, e sim o comportamento dela. Por exemplo, se a irmã mais nova pega as roupas emprestadas e não às repõe no lugar, a irmã mais velha pode dizer algo do tipo: “Não me importo de te emprestar as minhas coisas, mas eu fico chateada quando você não às devolve para o lugar. Eu gostaria que, no futuro, você guardasse as minhas coisas após usá-las exatamente onde as encontrou”.

Os passivos/submissos, boa parte das vezes, conseguem até se posicionar de forma assertiva num primeiro momento, entretanto, quando a argumentação evolui, eles cedem, o que acaba ensinando a outra pessoa a insistir. É muito comum os passivos/submissos se justificarem com falas do tipo: “mas ela podia ter o bom senso e perceber que eu não quero, por que insiste?”. Esse é um dos problemas do passivo/submisso, ele mede os outros pela própria régua. Em outras palavras, presume que os outros agem de acordo com os mesmos valores ou sensos que ele. O que obviamente não é o caso. Ao se comportar de forma assertiva, a pessoa cria condições para que o outro passe a respeitá-la. Precisamos sim ensinar o outro a nos respeitar, uma vez que somos os principais interessados.

As tentativas iniciais dos passivos/submissos de garantir seus direitos costumam ser agressivas. Em geral, eles esperam estar particularmente aborrecidos com os outros para resolverem reagir. Quando o fazem, a meta deixa de ser resolver o problema de relacionamento e sim, ferir o outro. Sendo assim, ao nos comportarmos de forma assertiva evitamos agredir o outro, uma vez que reagimos antes de chegamos ao nosso limite.

Outro ponto curioso acerca das habilidades sociais é o fato de que podemos agir de forma completamente antagônica em diferentes contextos. Podemos ser assertivos no trabalho, submissos em casa e agressivos com os amigos, por exemplo. Sem dúvida, diferentes contextos sociais selecionam diferentes repertórios de habilidades sociais.

O desenvolvimento do repertório assertivo é uma das metas mais comuns em terapia e a sua ausência, como vimos nos demais textos dessa série, trazem problemas sérios de relacionamento e podem resultar em sintomas de psicopatologias. Como base nisso, é extremamente recomendável a procura por um psicólogo para desenvolver as habilidades sociais. Os resultados têm sido animadores e as pessoais têm melhorado sobremaneira a sua qualidade de vida ao investirem em si mesmas.

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