Renan Calheiros: saindo do foco e preparando a artilharia

Renan Calheiros

O Ministro e vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, encaminhou à Justiça Federal do Distrito Federal uma ação popular contra uma eventual candidatura do senador Renan Calheiros (MDB-AL) à presidência da Casa.

A ação foi movida por Rubens Alberto Gatti Nunes, coordenador nacional do Movimento Brasil Livre (MBL), que sustenta que Renan “não possui bons antecedentes na Justiça Brasileira”, já que “responde a inúmeras investigações” perante o Supremo. A eleição para a presidência do Senado está marcada para 1º de fevereiro.

Logo após a movimentação jurídica, Renan usou as redes sociais para informar que não tem intenção de ser novamente presidente do Senado Federal.

“Os alagoanos me reelegeram para ser um bom senador, não presidente”, afirmou. “Já fui várias vezes presidente do Senado, em momentos também difíceis. A decisão caberá à bancada, e temos outros nomes”, escreveu Renan, que já presidiu a Casa por quatro vezes.

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Quem conhece Renan sabe que o alagoano tem potencial para ser reconduzido à presidência e que a disputa interna no MDB com a senadora sul-mato-grossense Simone Tebet é apenas para inglês ver, vale lembrar que o pai da senadora, o saudoso Ramez Tebet foi eleito em 2001 com o apoio de Renan, então líder do PMDB na Casa.

O MDB por tradição e bancada tem o direito de ocupar a principal cadeira do Senado Federal e num eventual impasse na bancada será lembrado a celebre frase de Ramez Tebet:

Não temos o direito de manter disputas de ego, enquanto o país vive uma trágica guerra social.

Por outro lado a velha raposa alagoana pode seguir em frente e no frigir dos ovos recolocar a candidatura em pleno salão azul alegando união e decisão partidária.

Quem viver verá! E a data está marcada e será no dia 1° de fevereiro     

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