Delação: Palocci abaixa e entrega os Fundos

Em depoimento ao MPF, Antônio Palocci confirmou que Henrique Barbosa, irmão do atual presidente da CVM, Marcelo Barbosa, era o operador responsável pelo encaminhamento das operações que levaram os fundos de pensão Petros, Funcef e Postalis quase a bancarrota.

Por Mino Pedrosa e BDF

Do grupo faziam parte além de Henrique Barbosa, Vagner Pinheiro (ex-Presidente da Petros e dos Correios), Adeílson Telles (chefe de Gabinete de Vagner), Marcelo Sereno (principal assessor de José Dirceu) e Carlos Gabas (ex-Ministro da Previdência). Todos sob a liderança de João Vacari e geraram perdas de bilhões de reais aos fundos estatais.

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Os recursos teriam sido entregues a João Vacari para financiar as campanhas presidenciais de 2010 e 2014, entre outras.

Segundo Palocci, caberia a Carlos Gabas com a ajuda de Henrique Barbosa promover uma “blindagem” junto aos órgãos de fiscalização (PREVIC e CVM), impedindo assim que as operações do grupo fossem objeto de fiscalizações e vazamentos.

As investigações mostram que, estranhamente, a Postalis jamais foi objeto de intervenção pela PREVIC durante a gestão petista, o mesmo ocorrendo na CVM mesmo já havendo denúncia de investimentos fraudulentos feitas pelos funcionários da Postalis desde 2011.

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A indicação de Marcelo Barbosa pelo presidente Temer a CVM foi referendada por Romero Jucá. Vale relembrar que o PMDB está tão enrolado quanto o PT nas fraudes dos fundos de pensão, que teriam beneficiado senadores como Jucá, Renan e Lobão. 

Antes da CVM, Marcelo Barbosa era um dos principais sócio do escritório Vieira, Rezende e Barbosa que é um dos maiores do Brasil no atendimento a fundos de pensão.

O escritório tinha entre seus clientes os mesmo fundos que seu irmão operava para o PT, como indicam as investigações, num claro e inegável conflito de interesses para o presidente de uma autarquia que deveria estar à frente de punir quem prejudicou os milhares de participantes destes fundos.

Henrique Barbosa, Adeílson Telles e Marcelo Sereno foram presos na operação Rizoma, em abril de 2018, acusados de intermediarem operações que teriam lesado o Postalis em quase um bilhão de reais.

Junto com eles foi preso Milton Lyra, cabeça, tronco e membro de Renan Calheiros.

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O presidente Bolsonaro antes de sua partida para Davos acendeu a luz amarela na CVM até seu retorno. Assessores próximos ao presidente garantem que o irmão de Marcelo Barbosa não será mantido à frente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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